House 7×06: Office Politics

12.11.10


E a escolhida foi… você!

No review de Unplanned Parenthood, o último episódio exibido antes desse hiato de 21 dias, eu disse que House havia chegado a um ponto onde já não prometia mais nada, simplesmente cumpria, mas acabei percebendo que minha colocação estava, de certo modo, errada naquela época. Nos cinco primeiros episódios, House conseguiu não só começar novos arcos, como também reerguer outros tantos que há tempos seguiam apagados na série. Mas ainda faltava a conclusão de um último e aguardadíssimo arco que permeava durante todo esse início de temporada: a nova integrante da equipe. Bom, ela finalmente chegou, e eu posso enfim retirar o que disse no começo do review. Não, eu não estou mais errado, agora sim House já não promete mais nada, simplesmente cumpre... Na marra, mas cumpre.

Já faz três semanas que eu não falo sobre House, mas se eu não me engano eu sempre começo assim: O caso da semana foi protagonizado por Jack Coleman (Heroes), ele viveu um consultor político que em meio à correria na campanha do senador pela qual trabalhava, acaba passando mal, e é claro, é encaminhado ao Princeton-Plainsboro. Foi um caso simples, não foi nada que já não tenhamos visto antes em House, mas foi bom e com certeza conseguiu nos entreter. Ainda mais porque, se o caso foi simples, sua resolução foi pra lá de complexa em todos os sentidos da expressão. House estava ‘’perdido’’ como poucas vezes o vimos se perder durante um caso, ele estava psicologicamente mais alterado do que o comum. Wilson o fez pensar durante uma pequena e brilhante participação, Cuddy o fez esbravejar durante outras tantas, mas nada adiantou, aquele impasse mental havia tomado conta de sua cabeça. A esse ponto do episódio, quem dirá durante todo ele, era visível perceber que na verdade o caso era um mero pano de fundo. Hepatite C? Não! O problema a ser solucionado tinha outro nome.

Martha M. Masters, eis o nome do problema! A superdotada estudante de medicina que leva a palavra ética ao pé da letra é oficialmente a mais nova ‘’pedra no sapato’’ de House, pois ter princípios e opinião formada são dois pré-requisitos que obrigatoriamente não se devem ter quando se trabalha ao lado do doutor. Apesar disso, o fato de House ter brigado incansavelmente durante todo o episódio para demiti-la não ocorreu pelas enormes diferenças entre eles, e sim por suas espantosas semelhanças, tanto que House acabou percebendo o erro que cometeria ao dispensá-la e voltou atrás. Martha é tremendamente inteligente e atenta, mas também é muito chata, cabeça dura... Na verdade o que difere ela de House é o seu caráter, ela é praticamente o ‘’gêmeo bom’’ do doutor. E isso é fantástico, pois ter alguém que é páreo para House garantirá, além de muitos conflitos, muita diversão. Apesar de todo o mal-entendido com o Taub, que aliás acabou indiretamente resultando em diálogos hilários e cenas não menos engraçadas, eu acredito que Martha vá cair como uma luva nessa equipe. Ela com certeza não têm a presença de Cameron e muito menos a beleza da Thirteen, pode ser aliás, que ela nem continue na série após a volta de Olive Wilde, mas pelo menos por enquanto ela parece ser capaz de cumprir com o esperado.

Por ironia do destino, a nova médica foi encarregada também por despertar alguns velhos hábitos. Todas as concessões e sacrifícios impostos ao relacionamento de House e Cuddy falam por si só, e é por isso que à essa altura eu já não perco tempo discutindo a consistência desse romance. Só que dado o nível de comprometimento dessa relação e conhecendo bem o doutor como eu conheço, era fácil saber que cenas como a desse episódio iriam, uma hora ou outra, inevitavelmente acontecer. House mentiu, decepcionou Cuddy e estragou a parte mais importante de um relacionamento: a confiança. Mas eu não só o isento parcialmente da culpa, como reafirmo minha opinião sobre sua mudança. Primeiro porque House pelo menos pensou antes de agir. Pode não parecer grande coisa, já que ele não seguiu o caminho considerado ‘’correto’’, mas quem lembra do velho House sabe que ele nunca teria parado para pensar diante de uma situação como essa. E segundo porque foi em prol de um bem maior, já que a vida do paciente dependia disso. Aliás, se o paciente sobreviveu, ele deve grande parte desse milagre à atitude de House, que mesmo sabendo das conseqüências decidiu por tudo a perder (e pois) para poder salvá-lo. O que resta saber é se Cuddy também resolverá despertar velhos hábitos junto a House, como puni-lo ou isolá-lo.

Office Politics fez valer o tempo de espera. Não foi um episódio excepcional, mais com certeza conseguiu ser um episódio essencial. Novas possibilidades se abrem em House a partir de agora. A época da calmaria parece estar chegando ao fim, e isso só pode indicar uma coisa... vem tempestade pela frente.

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2 comentários

  1. Tudo o que você fala aí faz todo o sentido e eu concordo, mas preciso falar uma coisa... por melhor que seja um review, tantos erros de português cheguem a distrair!!! Mais estudo de gramática ou mais cuidado na próxima.
    Fora isso, ótimo review.

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  2. pelo Comentário da Ana, eu só digo uma coisa:

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

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