Person Of Interest 1x05/1x06/1x07/1x08

quarta-feira, novembro 23, 2011



Desde a ultima vez que escrevi sobre Person Of Interest, minha impressão sobre a série mudou um pouco. Nada de muito novo fora apresentado nesses episódios, que foram limitados pelas habituais barreiras criativas impostas a uma série procedural. Talvez estivesse esperando mais que deveria de uma série investigativa com uma premissa interessante, mas os primeiros quatro episódios prometiam mais do que o mostrado até aqui.


 1x05 – Judgement

Esse episódio sofre bastante do problema que mencionei na breve introdução acima: ele segue uma fórmula. Tudo se limita a batida combinação de investigação e reviravolta e, pior, a facilidade com que o juiz aceita a ajuda de Reese prejudica a credibilidade da história.

É fácil achar explicações para esse deslize da trama. Dentro do roteiro da série, o juiz teve seu filho seqüestrado e se encontrava emocionalmente abalado, fora dele, questões de limitações de tempo, uma vez que é difícil promover grandes desenvolvimentos dramáticos em meros quarenta minutos, fazer isso é uma habilidade para poucos — escrevo isso pensando em White Tulip, de Fringe.

Além desses problemas, o episódio ainda se furta de concluir a cena mostrada em Cura Te Ipsum, onde Reese aparece indeciso sobre matar ou não um dos protagonistas do episódio

1x06 – The Fix

Novamente, muita investigação e reviravoltas e pouca inventividade, embora considere The Fix superior a Judgement graças a sua personagem principal, Zoe. A sua profissão assim como sua  personalidade cínica contribuíram para o episódio, adicionando credibilidade já que é muito mais fácil convencer o espectador de que alguém com uma certa tendência a desonestidade aceite a ajuda de Reese — embora um pouco mais de desconfiança da parte dela não faria nenhum mal.

1x07 – The Witness

Diferente dos anteriores, The Witness se revelou um episódio muito bom. Aliando elementos da série que se estendem por mais de um episódio – a descoberta de identidade de Elias – e um bom caso isolado, que ao fim do episódio se unem revelando-se como uma única trama.

Toda a situação envolvendo a fuga de Reese e do homem que ele acreditava ser uma testemunha, mas que se revelaria como o misterioso Elias, foi interessante, principalmente por confinar a ação a um condomínio, criando um eficiente jogo de gato e rato.

As conseqüências do erro cometido por Finch e Reese ao ajudar Elias, mesmo sem saber de quem se tratava, poderiam ter excelentes desdobramentos, principalmente na personalidade dos dois. Apesar disso, duvido que algo realmente mude já que, até aqui, embora a série seja capaz de produzir bons episódios e apresente alguns dilemas interessantes, no episódio seguinte tudo esta igual. Consigo compreender a aparente tranqüilidade de Reese diante de certas situações, parecendo sempre inabalável, mas a falta de reação de Finch me parece incompreensível uma vez que no episódio anterior ele parecia bastante abalado diante da sua impotência em salvar uma mulher cujo o numero havia sido gerado pelo seu programa.

1x08 – Foe

Estruturalmente, o episódio foi muito bem construído. Os acontecimentos no presente demonstrando uma ligação com o passado. Se no tempo atual vemos Reese — que nem seu nome verdadeiro é, provavelmente — confrontando um homem, Kohl, com quem ele parece ter uma conexão graças ao passado aparentemente similar que compartilham, como um ex-agente que se sentem de alguma forma traídos, nos flashbacks vemos Reese antes de se tornar a figura que conhecemos, mas já demonstrando sinais de desconforto diante certas coisas que se vê obrigado a fazer ou presenciar.

Emocionalmente, o episódio poderia ter explorado muito mais a relação empática estabelecida entre Reese e Kohl, que, embora fique claro que Reese consegue compreende-lo, jamais passa disso. Talvez um final diferente fosse mais apropriado, um onde Reese não matasse Kohl exatamente por entender por que ele tanto desejava vingança.

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