Mad Men 5x08: Lady Lazarus

quarta-feira, maio 09, 2012


Pizza Place!
Para mim mais um episódio épico de Mad Men, falem o que quiser não houve nenhum segundo neste episódio, quer dizer houve um porém, mas deixo isto para mais tarde, porque sei que vão me xingar, ou não. 

A noite magnifica foi marcada por dois plots que dividiram divinamente os 50 minutos de que tinham direito, não sei quanto a vocês mais acredito que essa temporada vem mostrando e explorando os personagens muito mais do que todas as temporadas anteriores juntas. 

E talvez refletindo o ritmo acelerado, parece que certas histórias estão se desenvolvendo mais rapidamente do que elas foram ao início da série. Levou, a primeira, Sra. Draper três temporadas para perceber que ela queria Don fora de sua vida, e que levou sua sucessora apenas oito episódios para decidir que queria sair do escritório de Don. 


E Don, tendo visto o que aconteceu com Betty, foi inteligente o suficiente para acordar rapidamente para deixá-la sair. 

Seja lá qual for a ideia dos autores a ideia parece trazer um vigor a série que enfrenta sua quinta temporada após um longo hiatus. 

Joan sugeriu a Peggy que Megan é apenas mais uma mulher como Betty, mas Peggy sabe que ela é mais do que isso para Don. 

Megan é tudo que Don sempre sonhou uma mulher bela, perspicaz e talvez até sua versão feminina, mas me parece que o tiro pode ter saído pela culatra. Uma vez que uma pessoa igual a ele não suportaria ficar em lugar onde não gostasse de trabalhar ou que ficasse a sombra de outro alguém. 

Duvido que os autores façam com que ela falhe em sua carreira de atriz, só se for da ideia que eles se separem, pois ela dificilmente voltara à SCDP e não a vejo com uma desperate housewife. 

Mas será esse o inicio do fim de Megon? Ou Degan? (Sou péssimo para criar essas coisas). 

Pois desilusão foi o inicio do fim de Don/Betty, será que a história vai se repetir, não acredito, mas nunca se sabe o que se passa na cabeça desses escritores de séries.

Uma coisa é certa Peggy sempre esteve ajudando Megan (mesmo que com um pouco de ciúme, é claro) e Don sabe muito bem disso, e tudo que Peggy disse a ele foi verdadeiro, agora é saber como ele reagirá daqui para frente e como e quando ele irá despejar isso em Megan. 



Porque convenhamos se ele continuar amargurado só irá piorar a situação entre os dois. 

Já Elisabeth Moss arrasando – mais uma vez – como Peggy, que ao mesmo tempo estava indignada com a situação, mas ainda sim ajudou Megan a tomar uma atitude. 

Impossível dizer em qual cena ela esteve melhor, posso apenas dizer que ri muitooooo com suas cenas principalmente quando mandou Don calar a boca – enquanto Cosgrove não sabia onde se enfiar – com certeza será uma candidata fortíssima aos prêmios importantes da TV americana. 

Pete Campbell, enquanto isso, sempre aspirou ser um Don Draper, e geralmente falhou. E não diferente disto, aqui também se encontra em um relacionamento com uma mulher que se parece com sua primeira esposa em um nível superficial, e onde a mulher tem todo o poder.




Pete achava que ele estava se aproveitando de Beth, mas, pelo que me pareceu, aconteceu exatamente o inverso. Ela sabia que seu marido a traia, e apenas usou Pete como apoio e emocional e o jogou fora quando não mais precisou, parece até letra de música sertaneja [cof]. 

Mas isso é tudo que ela quis, porém Pete a quis para um algo mais, algo que já havia acontecido outrora com ele e Peggy, e espero que desta vez ele aprenda e não jogue o que ele tem fora, já diria Don Draper há algum tempo, mas agora? Já nem sei. 

O que comentei mais cedo que não havia gostado no episódio foi que colocaram em evidencia The Beatles, os quais não sou nada fã, ainda mais daquela música que colocaram no episódio, sinceramente o que foi aquilo. 

Para mim os anos 60 não foram os melhores em termos musicais, porém, in my opinion, deviam dar mais destaques a Bob Dylan, The Who e Aretha Franklin, meus ídolos (rs).

Eu entendo que The Beatles tiveram grande influência na música de sua época, mas não posso deixar de desejar que minha preferência musical seja tocada também, agora sim podem falar mal. 


O episódio tem seu título de um poema de Sylvia Plath repleto de imagens do Holocausto, sobre uma mulher que se especializou em morrer, mas ressuscita infinitamente e volta a sofrer, não conseguindo escapar. Em Mad Men, Megan tem permissão para sair da SCDP, e Beth evita tornar-se amante de Pete Campbell, mas as suas escapadas, por sua vez deixam seus homens sentindo-se presos, confusos e sozinhos. 


Ah! Não posso esquecer! Aquele comercial que Don e Peggy interpretaram foi real vejam a seguir:

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