Hawaii Five-0 3x03: Lana I Ka Moana

10.10.12


Oceano, pescaria e tanta paz quanto é possível. O que pode dar errado?
Bem, a teoria de Danno é que, estando com McGarrett, TUDO tende a não dar certo. Então, já inicio deixando a seguinte questão para vocês: o que leva os dois rapazes, que supostamente têm namoradas – ou “tem um lance”, segundo a definição do militar, a passarem o dia de folga juntos, apenas os dois, pescando, no meio do nada?
Pois é, é assim que o terceiro episódio dessa terceira fase de H50 começa – para deixar as McDanno shippers de plantão em êxtase. A ideia era estarem curtindo o dia livre numa boa, na ocasião que era a primeira pesca de Danny. Mas, como o casal vive de DR Danny não aguenta Steve 24 horas ligado no modo “em missão”, os primeiros dez minutos de Lana I Ka Moana são repletos das típicas e divertidas discussões entre os parceiros (como sempre: entendam como quiserem). Eles estão quase se entendendo ao seguir o script de Daniel para “como agir quando você vai pescar com o amigo” quando o loiro fisga um peixe enorme. Steve age parecendo aquele amigo mala que fica berrando na sua orelha dizendo qual botão apertar quando você tá jogando vídeo-game, os dois quase saem nos tapas e perdem o peixe, mas a missão é completada com sucesso!
Tudo parecia bem demais, até aí. É quando eles veem um bote à deriva com um homem pedindo socorro e, como bons samaritanos, vão ao resgate. O cara parece um inocente cujo bote ficou sem gasolina, o impossibilitando de voltar ao solo. Quando sobe no barco alugado pelos rapazes da Five-0, o aparentemente inofensivo homem saca uma arma [e como assim os dois não perceberam!?] e faz os pombinhos saltarem do barco, além de atirar no bote, que seria o único meio de transporte disponível para que voltassem ao píer.
É claro que não constavam com a astúcia de McGarrett, que faz uma gambiarra pro bote não desinflar e começa a pensar em uma estratégia para tirá-los daquela fria. Desnecessário dizer que o Sr. Williams desata a reclamar feito velha rabugenta, atribuindo toda a culpa ao “imã de perigos” Steve, que tenta nadar e levar o bote COM DANNY DENTRO para um lugar seguro. Não tinha como ficar pior? Ah, tinha. Eis que um tubarão aparece e deixam no ar o que era óbvio que não aconteceria: a possibilidade de Steve virar patê marinho.
Você começa a se perguntar se o episódio vai ser focado nos dois, se esqueceram dos demais personagens, se Steve nunca mais vai vestir a camiseta e vai exibir o tronco malhado – e molhado – pelos trinta minutos restantes [as mina pira!] ou se vai morrer na boca do tubarão e a cena muda para Catherine, que dá a falta do “namorado”. Enquanto ela vai procurar os demais membros da força-tarefa havaiana, um desesperado Danny apela para que Steve retorne ao bote antes que seja devorado. Os melhores diálogos acontecem aí, com Danny chamando Steve de Martha Stewart. Para não mencionar o trauma de infância de Danno, que justifica seu medo irracional de água. Adorável!
De volta ao solo, Catherine, Chin e Kono chegam ao píer. Um detalhe: a única coisa que a “garota de McGarrett” sabia é que ele havia levado Danny a um lugar secreto em que costumava ir com o pai. Danny 1 x 0 Catherine!  Encontrando o barco alugado por Steve, eles concluem, através das evidências deixadas, que os amigos não voltaram. Encontram a camisa com sangue do cara que havia rendido a dupla. De quem seria aquele sangue?
Até que a equipe tivesse ideia de onde os dois estavam perdidos, muito tempo teria passado. Por sorte, Steve e Danny encontram outro barco. Isto é, sorte até que descobrem que o barco é a cena do crime deixada pelo cara que resgataram e que o transporte foi desativado propositalmente. Enquanto o mais-funcional-que-produto-do-Polishop Steve tenta consertar o barco, a guarda costeira os encontra... e prende, já que estavam sem identificação e na cena do crime.
Os proativos primos Kalakaua e Kelly estão conduzindo a investigação, tendo descoberto a identidade do suspeito. Depois de mais mimimi de Danny, enquanto algemados, ele e Steve conseguem que os oficiais comprovem sua identidade e retornam numa boa ao solo. Agora a equipe está completa para desvendar o caso.
Aqui, nota para Danny enciumado que Steve e Catherine se abraçam e ninguém pergunta como ele está. Chin arrasa dizendo sobre a dupla dinâmica: “vocês precisam passar algum tempo separados”.
Ao interrogarem a esposa da vítima, descobrem que o suspeito era um segurança que havia trabalhado para eles e, segundo a viúva, tentado assediá-la. A cunhada está presente e parece um tanto suspeita.
Seguindo as pistas levantadas com o interrogatório, Chin e Kono localizam a vítima. Um parênteses para o drama do tenente, cujo luto ainda é mostrado, mas em menor proporção e na problemática relação de Kono com Adam. Será que o filho de Hiro Noshimuri realmente deixará os negócios obscuros que eram mantidos pelo pai? Seria pura ingenuidade da oficial Kalakaua? A ternura entre os primos, nesta cena, é bonita de se ver, mesmo que Kono não aceite as críticas de Chin.
A ação volta com a aparição do suspeito. Chin o persegue até o alto de um prédio e é jogado para o parapeito, onde fica pendurado. Quando Kono, que havia saído de cena com raiva do primo, retorna, percebe que algo errado aconteceu e vai procurar o tenente e o segurança. Ela vê Chin pendurado mas, antes que possa resgatá-lo, se depara com o criminoso. Destaque para a cena de luta, em que Grace Park manda bem, como já é de praxe. Algemando o suspeito, ela corre a salvar Chin, o que achei bem infame e providencial. O tempo em que ele ficou pendurado seria quase impossível não perder a força ou equilíbrio e despencar. Mas, nos deixemos levar pela ficção.
O interrogatório do cara – que por pouco não é espancado pelo estressado Danny – os leva a descobrir que a viúva, Jenny Burgess (Julie McNiven), na verdade era quem havia armado a morte do marido e enganado o segurança com juras de amor. A equipe Five-0 o convence de que ela havia armado para que ele fosse preso pela morte de Burgess e a verdade logo fica clara também para a irmã da vítima, que mata a cunhada. Por essa eu não esperava!
Caso mais do que resolvido, no dia seguinte a galera toda vai para a banca do Kamekona comer o peixe que Danny havia pescado. Um detalhe bacana é a participação de Max na “panela”. Por mais esquisito que o legista seja, já virou amiguinho indispensável ao grupo. E tudo termina em peixe, com piadinhas e cutucadas ao revoltado policial de Jersey. Quando a questão mama McG voltará à tona? Aguardemos!
A hui hou o/
PS: Quem mais reparou o brinde entre Steve e Danny, que nem a presença de Catherine impediu? [ok, parei]

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