The Mentalist 5x01: The Crimson Ticket

terça-feira, outubro 02, 2012


Uma dose de sarcasmo para acompanhar a torta de climão entre CBI e FBI, por favor? Se Teresa Lisbon já sofria antes, na 5ª temporada de The Mentalist a chefe irá surtar de vez.
 

Bruno Heller parece ter encontrado o fio da meada e O Mentalista (tanto a série quanto Patrick Jane) está(ão) de volta às origens. Confesso que, dentre tantos retornos quentes no último domingo (como Dexter e Revenge), minha ansiedade por rever a galerinha do California Bureau of Investigation não era das maiores. A season finale passada não causou o mesmo frio na barriga da 3ª, quando Jane matou o suposto Red John (Timothy Carter, que de Red John não tinha nada).  Além disso, a quarta temporada da série foi um tanto sombria. Patrick estava totalmente fora da normalidade, o que me fez questionar se os Mentalist Writers não haviam se perdido ao longo do caminho. Bem, parece que não. E, se em algum momento desviaram da rota, fizeram o favor de retornar para os episódios dessa Fall Season.

E foi assim, com aquele sarcástico e impertinente Patrick de quem eu tanto sentia falta que The Crimson Ticket começou. Para ajudar, a equipe de Teresa Lisbon agora tem que colaborar com os federais e nenhuma das partes está satisfeita com a situação. Com os ânimos já tensos pela disputa do caso Lorelei Martins – a devota de RJ – as duas equipes são chamadas para uma cena de crime corriqueiro (como não pode faltar em procedurais policiais): um quarto de hotel, onde um casal está morto; a moça, vestida com uniforme do trabalho e entre ela e o rapaz, uma garrafa de champagne caríssima. O policial que atendeu ao chamado, com ar de personagem aleatório, faz questão de impressionar os protagonistas. Patrick, como sempre, coloca seus truques em prática deixando o mistério no ar... e, a coisa esquenta do lado de fora do quarto, quando começam a rolar provocações entre o até então centrado Kimball Cho e o agente do FBI Reede Smith. Sutilmente, Jane joga lenha na fogueira e sai pela tangente, enquanto Cho e Rigsby se estapeiam com os coleguinhas federais. Esse é um dos momentos mais épicos do episódio e a expressão de “que que eu faço agora” da chefinha Lisbon é digna de nota.

Apesar de Jane estar com a corda toda, especialmente quando o assunto é alimentar a ~treta~ com os caras do FBI, o lado sombrio volta à tona quando o foco está em Lorelei. Fica a dúvida desde o início: ele realmente fingiu ter caído nas garras da inimiga? Sabia desde o começo que ela era uma enviada de Red John? Teresa não parece engolir a história e penso que os fãs também não irão.
A série recupera sua essência também com a volta de Gale Bertram (Michael Gaston) ao comando, com a morte de Luther Wainwright. Como sempre, o chefão tenta botar rédeas em Jane, mas acaba sendo trollado pelo consultor. Cabe ao carecão e a chefona do FBI, Alexa Schulz, abafarem perante a imprensa o que parece difícil de disfarçar: que seus subordinados estão em vias de saírem na porrada novamente. Com sua arte de trollar sagacidade, Patrick consegue deixar os federais na pista de um suspeito improvável e garante aos colegas de trabalho um pouco de paz. Isto é, exceto à Teresa, que parece à beira de um ataque de nervos. Um dos momentos #RIALTO ocorre logo aos 15 minutos de episódio, quando Jane deliberadamente deixa Lisbon falando sozinha. Maracujina já, ou a mocinha não resistirá até o fim da temporada!

Enquanto o assassinato no hotel parece longe de estar resolvido, o momento esperado por Patrick se aproxima: lhe é permitido falar a sós com Lorelei. Um deleite para as shippers Jisbon de plantão, já que Teresa ouve a conversa e não esconde o ciúme ao escutar as promessas de casa, comida e roupa lavada que Jane faz à prisioneira e, claro, ao escutar o SMACK do beijo que rola entre os dois. Destaque vai para a DR entre a líder do CBI e o consultor após a entrevista com a suspeita.

Quem esperava mais cenas focadas nos outros personagens pode ficar um pouco frustrado. No entanto, não é possível ignorar os momentos hilários de Cho. Parece que a partida de Summer fez o coreba recuperar sua Poker Face raivosa. É de chorar de rir o momento em que o policial loser supostamente aleatório (lembram?) tenta fazer a linha amigo comentando com Cho e Rigsby a treta que havia rolado com o FBI, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, e Kimball simplesmente o encara com seus olhos puxados with lasers, dá uma olhadinha pro lado com desdém e deixa até o telespectador sem graça.

E por falar em treta e risos, o que dizer da reunião com o juiz pela “custódia” de Lorelei? O esquentadão Gabe Mancini (Ivan Sergei), que já estava querendo o pescoço de Patrick no início do episódio, agora é capaz de virar comparsa do Red John, tamanho seu amor pelo charlatão. Citando Lisbon: “(Patrick) fez mais um inimigo mortal”. Acontece que Jane arma uma para parecer que o agente é o tal amigo que RJ tem no FBI. E isso lhe rende uma bela garrafa d’água voadora que por pouco não lhe acerta a cara!

Depois de muitas disputas, briguinhas e trollagem, vem a solução do caso Carllie Karlsen e Rex Longo, ‘as vítimas da semana’. O tal policial loser aleatório, não tão aleatório assim, era nada mais nada menos que... SIM, o assassino de Carllie. E tudo por um bilhete premiado da loteria. Ok, por 56 milhões de dólares até eu.  ~ABAFA~

E o gran finale para alguns pode ser até previsível: Lorelei, levada pelo FBI, some da prisão. Estará morta? Red John tinha mesmo algum amigo infiltrado entre os federais? A caçada ainda vai longe. 

Para uma estreia de temporada, não diria que o episódio foi sensacional.  Mas, foi divertido, recuperou a essência dos personagens e deixou a promessa de momentos cômicos, tensos, românticos (que Rigsby e Van Pelt protagonizem os próximos!) e misteriosos. Quem é fã não sentirá vontade de abandonar. Fica a torcida para que os próximos capítulos superem a estreia.


Red Greetings e até a próxima!

PS: Só eu achei o policial loser supostamente aleatório parecido com o Jack Bauer?





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3 comentários

  1. KKKKKKKKK Elaine tb lembrei do Kiefer!!!!
    Boa review, o episódio realmente nos trouxe aos velhos tempos de boas risadas e WTFs!!! Amei isso e tb tive vontade de dar mais uma chance!
    Só acrescentaria que o casinho foi o cúmulo do óbvio com aquele bilhete de loteria e aquela vizinha cor de rosa tão deliciosamente caricata. Ela praticamente entregou o caso ali.

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  2. Verdade Nikky!! Aquela vizinha era tão memética que fiquei tentando inseri-la na review e qdo vi, tinha esquecido! Falha monstra! hhuahauhau
    Agora, como detetive sou uma boa seriadora, pq olha... não matei a charada da loteria! Shame, shame, shame!
    Que bom que seremos duas a dar mais uma chance pra série. Espero q todos os fãs façam o mesmo :)

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  3. Olha eu posso dizer uma coisa: Pra mim The Mentalist melhorou e muito na 4ª temporada, comecei a assistir meio descrente e tals, e achei que ela havia sido a melhor entre todas, talvez por focar mais nos personagens e tals, o Rigsby namorando aquela doidinha, sem contar que a Summer deu um novo ar pro Cho, que até então era meio só aquela cara fechada de ex gangster!!!
    Gostei muito desse episódio também, mas estréia de temporadas nova, nunca é akeeeeelas coisas! Indo ler e comentar o próximo rs!

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