Hawaii Five-0 3x22/23: Ho'opio/He welo 'oihana

domingo, maio 19, 2013


A dois passos da season finale.


H50 boa é H50 focada no quarteto fantástico, com breve participação dos coadjuvantes (o que inclui Catherine). Por isso, os dois últimos episódios foram de dar gosto, especialmente porque focaram em dois membros do time que andavam sendo negligenciados. Sim, estou falando de Danno e Kono.

Isso começou em Ho’opio. Junto ao crime da semana, desenvolveu-se a problemática da agente Kalakaua com relação ao desaparecido Adam Noshimuri. O namorado estava cada vez mais dando motivos para que Kono desconfiasse de que ele não havia cortado vínculos com a Yakuza. Que voz deveria falar mais alto: a da razão ou a do coração?

Pra que pouco drama quando se pode ter muito? O caso da vez era mais tenso do que parecia nos primeiros segundos do episódio, quando a vítima apareceu ouvindo Carly Rae Jepsen num quarto de adolescente comum. A impressão era de que a jovem seria testemunha de algum assassinato “casual” ou ainda vítima de um roubo à casa da família, por exemplo. No entanto, quando ficou evidente que ela estava em cativeiro, o gostinho de mistério tomou conta. E ficou pior quando ela recebeu outra criança para fazer companhia (?). Daí em diante, a tendência era piorar.

A dose leve de quebra gelo foi só no início, com o campeonato na banca do Kamekona – nota para Flippa, que está se tornando regular na série – e as piadinhas da geral sobre o novo corte de cabelo de Steve (e aí, aprovado?). Mas não durou muito, pois a questão Kono/Adam e a descoberta do corpo de Amanda Morris (Kanani Rogers) vieram para tornar o capítulo sério. E foi aí que Danny ganhou relevância. O fato de a vítima ser uma garota jovem abalou as estruturas do policial paizão. Só de imaginar que poderia ser Gracie fez Danno levar a investigação como algo pessoal.

Lenços de papel requeridos para o resto do episódio. Ver os pais de Amanda conhecerem o destino triste da filha desaparecida por dez anos foi trágico – e muito realista. Henry (Adam Lieberman) e Tess Morris (Mia Adams) comoveram em seus depoimentos, fazendo esquecer o fator ficção.

Mas, nem tudo estava perdido. Ainda havia tempo de salvar a pequena Eila Bishop (Mykayla Sohn). Nesse meio tempo, Kono descobriu o paradeiro de Adam: em Tóquio, encontrando um figurão da máfia. Apesar disso, boa parte da trama estava centrada na investigação. Destaques para os motoqueiros colaboradores, que apesar da aparência de bad boys, se dispuseram a cooperar com a busca; para o depoimento de Joyce (Jodi Jarvis) e Don Bishop (Brent Dupuis), quase tão tocante quanto o dos Morris; e principalmente para a quebra de protocolo de Daniel, que garantiu aos Bishop que encontrariam Eila. O lance levou a um momento McDanno indispensável, com Danny abrindo o coração sobre como entendia o sentimento da família de Eila.

Momento eletrizante com o time de motoqueiros e o time H50 perseguindo o cara da van – pois ação não pode faltar à série! E, para complementar, Danny perdendo as estribeiras no interrogatório (versão 1.0).

Gracie teve participação breve, como era de se esperar, pois o detetive Williams não conseguiria seguir sem ver a filhota e garantir que ela estava bem. Uma das cenas fofinhas do episódio!

O caso parecia perto de se resolver quando descobriram a mestra da falsidade ideológica Helen Cantera. Mas, além de mandar bem nos truques, a mulher era suicida e deixou a equipe quase de volta à estaca zero.

Na sequência, aproximava-se o desfecho. Quando foi relevado que os sequestradores de Amanda e Eila eram um casal, mais mistério: por que manter meninas em cativeiro? O motivo era mais asqueroso do que se podia imaginar: o marido estava aposentado por invalidez e os dois estavam recebendo benefícios por meio de Amanda, registrada como filha deles. Como o benefício acabaria quando ela se tornasse maior de idade, Ray Beckett (Henry Rollins) garantiu que Helen conseguisse Eila para substituí-la e a matou. Horrível, certo? Danno achou três vezes pior e, quando Ray se recusou a dizer onde estava Eila, a porra ficou séria. Tecnicamente, como policial, não poderia torturar o suspeito. McGarrett resolveu o dilema: pegou o distintivo de Danny e deu passe livre para que o loiro descesse o cacete no sequestrador e assassino. Sem dúvida, um dos melhores momentos de Ho’opio. Scott Cann demonstrou maestria na atuação ao longo de todo o episódio. E o ponto alto certamente foi o confronto com Ray.

E Terry Beckett? Era só uma descontrolada que queria ter uma filha, nem mesmo sabia que Amanda havia sido morta. Quase deu dó da mulher.

O desespero continuou com a busca por Eila. Não foi um crime qualquer: Ray havia enterrado a menina, ainda que com um tubo para fora da caixa, permitindo que respirasse. Sadismo e falta de escrúpulos extremos. No final, mais lenços requeridos: Danny resgatando Eila, ele e Steve trocando olhares, a família recebendo a menina de volta e, especialmente, a leitura do diário de Amanda foram de fazer a pessoa mais durona se acabar em lágrimas. Para quem tem filhos, fez querer protege-los ainda mais. Para quem é filho(a), fez querer abraçar os pais e não soltar. Maravilhoso.

Em contrapartida, He welo ‘oihana trouxe mais cenas de ação e comédia. O foco em Kono foi ainda maior, e paralelamente na família McGarrett.

Nada de início aparentemente feliz como no episódio anterior: já começou na base da perseguição, com um segurança ferido caído em uma cova e levando tiro de outros dois. Era o caso da semana.

Para o delírio das McDanno shippers de plantão, Danny levou bolo da Gabby (who!?) e teve de passar o capítulo se lamentando para Steve. Muito amor!

De volta à investigação, era mais séria do que se imaginava: o segurança morto não era o único cadáver no local. Várias ossadas foram encontradas e as pistas levaram a nada menos que a Yakuza e Michael Noshimuri. Para a felicidade – só que não – de Kono.

E, para a felicidade – só que não – de Steve, Cath trouxe notícias sensacionais: Doris estava sendo investigada por suspeita de ter hackeado um banco de dados megaconfidenciais. É, a season finale aproxima-se, mamãe McG voltou às paradas.

McGarrett correu para confrontar a mamys e descobriu que o padrasto em potencial (Mick Logan) fazia parte do esquema para recuperar o microfilme de Doris. O trio de titios – Doris, Mick e Wade – elaboravam uma megaoperação para invadir um prédio de segurança quase máxima em que qualquer passo em falso poderia estragar tudo. É, e Steve achando que ter mamãe de volta significaria bolinhos de chuva no chá da tarde e truques de mágica passados de geração em geração...

Não tava fácil para ninguém, só para @s fãs de Daniel Henney, com a aparição de Michael Noshimuri num pseudointerrogatório que quase fez ele e Chin saírem na porrada. Adam também voltou, para uma quase DR com Kono e para despertar mais suspeitas. Com a clonagem do telefone dele que Fong providenciou para a jovem Kalakaua, Kono ouviu mais do que devia e se meteu onde não devia (isto é, no galpão da Yakuza, onde encontrou os corpos que haviam sido desenterrados das covas do caso do início do episódio. UFA!). Resultado de se meter sozinha na toca do inimigo: a policial foi baleada. Agonia define!

Pelo menos, a investigação foi quase fechada com a descoberta de Kono. Mas, o problema de Steve com a mãe estava pendente. E quem diria que o correto-ao-extremo Danny Williams orientaria o marido parceiro a ajudar Doris não importava no que fosse!? É, era só o que McGarrett precisava.

A operação estilo Missão Impossível dos McGarrett e associados foi o que He welo ‘oihana teve de melhor. Steve e Doris fizeram a linha Matrix com um toque de Five-0 e quase convenceram que executariam um crime perfeito.

Só que crime perfeito não existe. Prova disso foi a descoberta de Adam sobre Kono ter clonado o telefone dele. Quando parecia que os dois pombinhos iriam se entender... na verdade, Kalakaua pode ter criado um problema maior do que pensava. Adam é um Noshimuri, afinal de contas.

Para Steve, o desfecho não foi nada mal. A missão teve direito até a Doris atendendo ao pedido do filho frustrado e fazendo truques de mágica em pleno túnel do elevador e, assim, mesmo tendo sido capturados por Tyler Cain (Craig T. Nelson) e seus seguranças, os McGarrett conseguiram sair com vida - e com o microfilme.

Provavelmente, a missão (im)possível foi só o início do que vem na finale. Mas, com Doris viva, o microfilme recuperado e Wo Fat preso... qual será o cliff hanger para a quarta temporada? Ideias?
Um fato: se souberem dosar a presença de Steve, Danny, Kono e Chin Ho, complementando com os demais personagens... a tendência é que seja ótima como os últimos episódios.

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