The Voice 4x27/28: Live Finals / The Winner (Season Finale)

quarta-feira, junho 19, 2013


Born to Fly!

Maybe foi Memphis, podem ter sido as noites de verão do sul, pode ser que foi o talento, ou talvez foi a falta de opção nessa fraca temporada. De repente foi esse jeito "easygoing" dela (ou sem personalidade, como preferirem), maybe foi você, maybe foi eu, mas só sei que em algum momento essa menina aí, que era mais sem sal que comida de hipertenso, cativou a todos com sua voz radiofônica. E com sua já premeditada  vitória de hoje, só me restou um pensamento... "It sure felt right!" Danielle Bradbery, 16 anos, Hitada e Possuída!

A impressão que fica é que uma garota com essa idade, nem vai saber o que fazer com um título desses, e nem como lidar com tudo isso. Fica leve sensação que ela vai enfiar o troféu dentro da bolsa, abrir na sala de aula e esfregar na cara das cheerleaders recalcadas... Afinal, esse é um dos grandes objetivos de uma adolescente de 16 anos, que ficou emocionada ao ganhar o seu primeiro carro no programa. Resta as gravadoras, e a quem levou ela à vitória, tomarem esse título e essa missão das mãos dela, e fazerem com que a menina dê certo. Voz pra rádio Danielle tem, e uma das boas, só falta todo o resto, personalidade, composição, estilo, perfil musical... E se tudo isso for construído muito bem em cima dela, ela é um sucesso garantido. O sentimento que tenho, é que  nunca uma página em branco, foi tão popular antes de ser usada! 


Vamos começar pelo começo, pelas apresentações da Grande Final de ontem. E já que estamos falando da campeã nada mais justo que comentar suas duas mornas, porém significativas performances. Sério, foi bacana? Foi! Porém me parece tudo muito amador sabe, que Danielle Bradbery está ali cantando pensando no figurino da próxima atração, ou se vai fazer ou não "duk face" no próximo instagram. É o que eu falo, apesar de sua voz ser cheia de personalidade (por isso hita no iTunes), quando chega ali no "ao vivo" muita coisa fica a desejar. E o pior que não tem como cobrar isso dela, porque a menina não tinha feito nenhuma apresentação antes de entrar para o The Voice. Percebemos isso pela performance dela com Blake Shelton, a forma como um artista se porta no palco, e como Danielle se porta. É gritante! "Born to Fly" também não foi muito diferente, apesar do ótimo vocal da cantora e da letra profética da música, muita coisa ficou a desejar na apresentação, apesar de aqui ela ter se esforçado bem mais (rolaram umas caras e bocas válidas).


Zezé de Camargo e Luciano já estavam muito felizes apenas por terem conseguido chegar até as finais com o seu grande talento, que nem fizeram muito, e tiveram as apresentações mais fracas da noite. O destaque mesmo foi a reapresentação de "Danny's Song", música que salvou a dupla aos 45 do segundo tempo de uma eliminação prematura nas semifinais. Essas músicas escolhidas para reapresentar me fizeram pensar em uma coisa, tanto a da dupla como a de Michelão, foram apresentações muito recentes, ao contrário da campeã, que teve o seu "Defining Moment" desde os "Playoffs" e vem voando na frente de todos desde então. A apresentação com o treinador foi bem "whatever" vocalmente falando, porém gostei do tom irônico, e toda a malícia que rolava por trás, com uma referência clara às Swonetes. Eles tem uma quimica muito boa com Blake, uma vibe que só os Okies parecem entender, e fica tudo muito bacana quando levado às telas. "I Can't Tell You Why" não preciso nem comentar né? The Sowns Brothers fez o favor de estragar mais uma música do Eagles antes do programa acabar. Sério, o que é o gordinho achando que sabe fazer os falsetes da música que ele claramente não sabe fazer? Enfim, terceiro lugar mais do que merecido.


E por último ela, que tive esperanças até o último minuto que sambasse na cara da de menor, mas pelo visto não deu, Michelle Chamuel estava mesmo destinada desde o início a ser um Artista B (ou 2º lugar). Pimpada por Usher desde as "Blind Auditions" (afinal era a única coisa boa que havia no seu time), a cantora até que não fez feio em sua trajetória pelo programa, apesar de não fazer em nada o meu estilo. A performance de "Why" foi bem introspectiva e apelativa, como todas as baladas que a cantora apresentou até então. Consagrando assim o perfil de artista que a cantora demarcou muito bem para si desde o começo. A escolha de "I Knew You Are Trouble" foi sensata (afinal foi a música que fez a cantora hitar, e deu à ela um sobre-gás em relação à Sasha e Amber), mas nem de longe foi tão boa quanto á primeira vez. O que eu gostei mesmo foi a sua apresentação com o seu "coache", é muito bacana ver Usher fazendo essas baladas, são os poucos momentos em que ele prova que realmente tem uma ótima voz. E ele e a pupila parecem o encaixe perfeito, a harmonia foi incrível. Michelle Chamuel leva o vice campeonato da quarta temporada do The Voice dando visibilidade para uma parcela de artistas que até então só se apresentavam no The Glee Project. O mercado mainstream é muito defasado nesse estilo. Acho que ela tem grandes chances de fazer um nome.


As duas horas do programa que revelaria o grande vitorioso da temporada até que foram muito boas se compararmos com a chatíssima final do ano passado. Ótimas apresentações de grupo foram feitas, artistas convidados deixaram o seu recado no palco ao lado dos finalistas... Tudo bem que os dois artistas Country que se apresentaram eu não fazia ideia de quem fossem, mas como Danielle estava muito emocionada de cantar lá com o menino da cabeça chata, imaginei que fosse alguém bem relevante. OneRepublic que pegou um avião direto da final do The Voice AU para cá também não fez feio ao lado de Michelão. Tivemos à volta de Xtina ao programa, que parece que foi só levantar um pouco da cadeira vermelha e parar de tomar Latte, que já pode bancar de gostosa ao lado de Pitbull. E claro, Bruno Mars hitando no palco do The Voice (falo mais empolgado por causa de vocês, porque eu mesmo nem gosto dele). Apesar de ter gostado bastante de todas as performances de grupo a que realmente mais me chamou atenção foi a das divas, que pra mim aquele ali mais Sarah Simons era o painel mais justo para uma hipotética semifinal.


E depois de muita espera, o programa se encaminhou para o premeditado resultado, desde que essa menina apresentou essa canção aí em cima, nos "Playoffs". Danielle Bradbery é aquele tipo de personalidade que não fede nem cheira, tanto faz. Sendo assim, a cantora não teve muitos para comemorarem a sua vitória,  e nem uma legião para odiarem a mesma, ela foi apática do começo ao fim, assim como toda a temporada do The Voice. Sem nenhum momento marcante, o programa foi seguindo sua regularidade até o final, e se fazendo em estratégia, semana após semana. Há alguns anos atrás víamos o Idol fazendo o mesmo, se estabilizando em uma zona de conforto, da qual não saiu por seis anos, perdendo todo o seu prestigio no decorrer desse tempo. O programa está muito bom e a dinâmica entre os treinadores nunca esteve tão em alta. O que faltou mesmo foi uma grande voz, um nome de destaque, algo que impulsionasse todos os outros competidores à frente como Amanda Brown, Juliet Simms, Dia Frampton. E em uma temporada em que o inusitado deu lugar a mesmice nada mais justo que a voz "Fácil" de Danielle Bradbery ganhasse. Parabéns!


No mais é isso meus caros, foi uma temporada muito cansativa, desgastante cobrir as três franquias (muito porque duas delas iam muito mal das pernas), mas a maratona está chagando ao fim. Não tenho vontade de ouvir falar em The Voice nem tão cedo. Muito por isso, e para combinar com o revezamento de "coaches" no programa americano, o caríssimo Thiago Souza volta para às reviews do The Voice US na próxima temporada, e eu fico mesmo só como espectador e palpiteiro. Não deixem de conferir a final do The Voice AU, que teve um outro nível, em todos sentidos, e também não deixem de acompanhar as reviews da entediante segunda temporada do The Voice UK, que também chega ao seu final no sábado (amém). Fiquem ai com apenas o áudio da "Blind Audition" de Danielle Bradbery, e entendam quando eu digo que a voz dela é sim muito fácil (ouviria tranquilamente de manhã indo para o trabalho, ou viajando), e tentem odiar menos a menina, e diminuir um pouco o recalque, sem ter que olhar pra cara de "mosca morta" dela em um "live". 

Abraços! Até!

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2 comentários

  1. A temporada foi muito decepcionante e espero que revejam algumas coisas ou deixarei de acompanhar sem remorsos.


    Danielle se consolidou como favorita, mas cresceu muito pouco durante a competição. As escolhas musicais fortaleceram um perfil e contou com a identificação de um público grande, se mostrando acertada em termos de competição. No entanto, acredito que ela renderia mais apresentações interessantes com outras escolhas musicais, na linha de "Put Your Records On", cantada na batalha com Caroline, se não me engano.


    Enfim, se grandes vozes como a de Judith, ou mesmo a de Amber, não conseguem chegar à final, sinceramente prefiro a volta das cotas para os técnicos, pelo menos em favor da diversidade.

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  2. vdd formato original do de voice de volta! o///

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