Glee 5x02: Tina In The Sky With Diamonds

domingo, outubro 06, 2013


Tina, a estranha.

Nunca consegui explicar muito bem o meu fascínio por Tina, mas a verdade é que ela me conquistou desde o primeiro movimento pélvico em "I Kissed A Girl", lá nas audições do episódio piloto e vem galgando espaço no meu coração a cada gaguejada, cada pseudo-estupro com Vicky Vaporuby, cada troca de figurino e personalidade. Acho a voz de Jenna Ushkowitz linda, as poucas versões de músicas em que a personagem se destaca viciantes e, mesmo com o bullying correndo solto (ou talvez exatamente por isso), não deixo de comemorar qualquer momento que nossa asiática nº 1 ganha mais espaço.

Pasmem, mas com ou sem sangue de porco jogado na cabeça, Tina é a primeira rainha do baile eleita dentro das regras. Kurt não devia nem ter sido indicado porque, bem, duh! E Rachel foi coroada por fraude de Quinn e Santana. Dessa forma, a rainha Tina, que sempre se sentiu deixada de lado por não ser that girl, se consagra como a realeza legítima do McKinley High. Mas claro que, antes disso, a trollagem tem que rolar solta.


A exemplo do que aconteceu em "A Night Of Neglect", em que seu solo foi interrompido por vaias dos capangas de Sue, ou das performances que acabaram em choro, Tina enfrentou outro inimigo na luta por terminar suas músicas: o temido sinal da escola. Não nego que ri muito quando, aos 10 segundos de "Revolution", que até agora estou sofrendo por não poder ouvir inteira, todo mundo deixou a sala do coral e a pobre Tina com a cara no chão. Ainda bem que ela ganhou uma amizade profunda e verdadeira com Véia, que não a deixou na mão em momento algum e, depois de uma campanha de eleição bem-sucedida, emprestou até mesmo o vestido do baile, passando o resto dele de pijama pra ver Tina brilhar. Amizade sincera é isso aí, Marlene que se cuide, porque nesse início de temporada já perdeu o grude de Véia e todo o destaque na série, já que até Tina está aparecendo mais do que ela.

O que dizer, então, de toda a sequência em homenagem a "Carrie, a Estranha"? Quem viu os filmes de 1976 e 2002 mais de dez vezes como eu,sabe que a cena do balde de sangue não poderia ter sido mais fiel, com direito a ângulos de câmera (#MoedinhaPNC) perfeitamente reproduzidos. Como brinde, ainda ganhamos o balde caindo na cabeça de Stoner Brett e em breve teremos o remake de 2013 de Carrie para comparar com os anteriores, a versão Glee e até mesmo a homenagem de Chocolate Com Pimenta (?). Como já digressei muito a respeito do assunto, fica apenas o elogio definitivo a mais esse plot muitíssimo profundo e bem desenvolvido entregue a Tina e a certeza de que, mais uma vez, Jenna pegou o material mais absurdo possível e transformou em diversão pura. Ainda bem que ela aceitou a coroa, os súditos agradecem.

 

Infelizmente, nem só de Tina vive Glee e nesse momento, preciso abrir aquele espaço para os outros figurantes do episódio. Perceberam que, dos novatos promovidos a elenco fixo, só Véia ganhou o espaço devido e Ryder, Marley, Unique e Jake só não estão mais sumidos do que Sugar e Jim Joe? Chegaram ao cúmulo de ter que encaixá-los em performances de músicas que eles nem cantam, como no caso de Ryder e Jake dublando toscamente uma música que só tem a voz de Sam ("Something") ou Marley e Unique se esgoelando no palco em "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", que só tem vozes masculinas. Nesse caso, é melhor deixar todo mundo de decoração mesmo, viu, produção?


Em contraponto, o núcleo de New York está fazendo de tudo pra encaixar todo mundo naturalmente, só que não. Não bastasse o fato de morarem juntos num loft que há algum tempo mal abrigava duas pessoas, Kurt, Santana e Rachel agora precisam dividir o espaço de trabalho também, para economizar sets de filmagem. De Kurt, só vou falar que o uniforme de trabalho ficou muito melhor do que o das meninas e que, me processem, mas Chris Colfer está começando a ganhar certo apelo corporal (#shame), porque mais uma vez Rachel e Santana reinaram absolutas. A primeira, pasmem, me emocionando como nunca ao ganhar o papel em Funny Girl, com direito a possíveis lagriminhas hipotéticas no momento da comemoração. Já Santana explorou todo o seu lado cômico em um plot cheio de função social.


Se até Gunther se rendeu ao suprimento de pomadas para infecção vaginal depois da bela atuação de Santana e Rachel ficou com invejinha do sucesso no comercial, quem pode dizer que a luta contra o corrimento não é a melhor maneira de se começar uma carreira? Até Dani (Demetria Devonne Lovato, esbanjando saúde e parecendo um alien entre as figuras anoréxicas de Lea Michele e Naja Rivera) percebeu o partidão que virou Santana e já virou namoradinha de deitar no chão do loft com os roommates da amada e fazer carinho no nariz a todo momento.


Falando sério agora (não que em algum momento eu não estivesse), esse novo casal que nas palavras elegantes de Big Sean anda "explodindo clits" mundo afora começou bem bonitinho e cheio de potencial, mas vamos tentar não nos apegar muito, porque Demi obviamente não vai ficar em Glee pra sempre. Talvez por isso o negócio tenha sido tão rápido, confirmando que em New York a fila anda rapidamente, então o lance é aproveitar Dantana o máximo que der, pois os momentos em que Dani dedilhará o violão de Santana serão poucos, porém intensos.

 

E já que o papo é sobre viúvos de Brittany, eis que Sam também ganhou outro par romântico e é com surpresa que admito que Penny Owen, interpretada pela amiga desempregada de Leota por Phoebe Strole, foi uma adição melhor do que eu pensava. Primeiro que, em movimento, a atriz não é tão monstruosa quanto aparenta e segundo, essa historinha de enfermeira muito apatralhada funcionou em todas as cenas, deixando Sam literalmente de calça arriada pela novata. Destaque para a cena em que Blaine e Artie constatam que a mordida no braço dele parece ser de "um humano com uma boca enorme" e Sam insiste que foi uma serpente.

  
  

Coroando o que faz desse um episódio infinitamente melhor que o anterior (mas ainda longe do que eu estava acostumado antes de darem aquela cagadinha na reta final da temporada passada), Sue acertou o tom novamente, o que não deve durar muito, mas é sempre válido. Adorei a constatação de que o Glee Club já não a acha tão assustadora desde que todos cantaram juntos de pijama e a ideia de utilizar Bree como ferramenta maligna para levá-los à vitória nas Nacionais. Só preciso fazer a denúncia de que a primeira cheerio a aparecer na série era negra, então esse papinho de Sue nunca ter percebido a presença de Bree no time mesmo que "uma cheerio negra seja algo a se lembrar" só prova que a nova diretora é racista, assim como todos aqueles que não votaram em Tina, ou que já estava gagá desde os primórdios da série. E que fique registrada a minha revoltada por terem mudado o nome da cheerio de pescoço quebrado de Celeste para Jordan, pelo visto os roteiristas estão gagás também.

De resto: let it Glee.

Músicas do episódio:


Revolution: Tina (Jenna Ushkowitz)
Não deu nem tempo de dizer que seria boa, considerando a trollagem do maquiavélico sinal da escola, mas vamos dar aquele voto de confiança porque é a rainha Tina!
Classificação em Ryders: 


Get Back: Kurt (Chris Colfer) e Rachel (Lea Michele)
Desculpaê, fãs de Hummelberry, mas foi chatona. Ninguém mais aguenta os bailarinos de NYADA fazendo a mesma coreô todo dia, agora com pianos no lugar de mesas e cadeiras.
Classificação em Ryders: 



Something: Sam (Chord Overstreet)
Não sou lá muito fã dessa música e provavelmente não me darei ao trabalho de escutá-la de novo mesmo que seja na voz de Chord Overstreet, mas no episódio funcionou direitinho, com Sam e os outros rapazes do McKinley babando em Penny e provando que o fetiche da enfermeira é mais forte do que parece.
Classificação em Ryders: 



Here Comes the Sun: Dani (Demetria Devonne Lovato) e Santana (Naya Rivera)
Belas cenas, versão pra lá de bonitinha e suave, não é à toa que um pôr-do-sol e uma caminhada por New York ao som desse dueto já foi o suficiente transformar duas pseudo-desconhecidas em namoradas firmes. Bom trabalho, Dantana!
Classificação em Ryders: 



Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band: Ryder (Blake Jener) e Jake (Jacó Artista), com Marlene (Melissa Benoist) e Unique (Alex Newell) dublando vozes do além
Comparada a qualquer outra música de grupo em bailes de formatura, é de longe muito fraca. Sem comparar, também, mas deu pra divertir um pouquinho.
Classificação em Ryders: 




Hey Jude: Blaine (Darren Criss), Tina (Jenna Ushkowitz), Sam (Chord Overstreet) e New Directions
Coisa linda de se ver! Depois da humilhaçaõ pública de Tina e da demonstração de solidariedade do ND, nada como o retorno triunfal da nossa rainha com essa que é uma das minhas músicas favoritas dos garotos de Liverpool, que teve uma versão à altura. Empata com "All You Need Is Love", mesmo não tendo uma performance tão grandiosa.
Classificação em Ryders: 



Let It Be: Rachel (Lea Michele), Santana (Naya Rivera), Tina (Jenna Ushkowitz), Véia (Becca Tobin), Kurt (Chris Colfer) e New Directions
Agora vou ser um pouco implicante com Dani e dizer que não havia a menor necessidade da presença de Demetria Devonne nessa sequência. As cenas deviam focar no New Directions e no pessoal de New York, ponto. Depois do pacto de amizade firmado por Santana, Rachel e Kurt na lanchonete, teria sido muito mais bonito ver só os três aí deitadinhos no chão sujo do que ter a presença de uma agregada só porque se trata de uma pessoa famosa. Dito isso, foi um bom encerramento ao tributo e pela fama da música, não tinha como ser diferente, embora eu preferisse que "Hey Jude" fechasse o episódio.
Classificação em Ryders: 

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5 comentários

  1. Elton Elton Pedroso Correadomingo, 06 outubro, 2013

    Pior que foi um perfect first date mesmo ^^

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  2. Foi erro ou proposital o mesmo tanto de Ryders para todas as performances?

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  3. Elton Elton Pedroso Correadomingo, 06 outubro, 2013

    Não foi o mesmo tanto, só conte como avaliação da apresentação os ryders coloridos ^^

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  4. "Depois de tudo isso, cheguei a conclusão de que podem deixar Stefan no cofre a temporada inteira e ninguém vai sentir falta." FATO!

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  5. Ai, mein, só vc mesmo pra me fazer digerir esse episódio
    melhor. Achei tudo muito filler e as coisas bem jogadas e aleatórias.
    Desculpaê, gleetas, mas tô hater essa semana. Duas coisas me incomodaram
    bastante: a nova cheerleader dumal que em algum momento ficará boa. Torço muito
    para que eu esteja enganado e isso não ocorra, mas como titia é preguiçosa e
    gosta de reciclar plot, já estou me preparando para isso. Gostei muito da
    mudança feita na quarta temporada e dos novatos, mas esse início de temporada só
    veio para dar a impressão de que Ohio já mostrou tudo que tinha para mostrar e
    só vamos ficar vendo histórias recicladas com outros atores. Na temporada
    passada aceitava bem o sumiço de NY e temia a possibilidade da série focando só
    lá, mas daqui a pouco o restante do elenco antigo se formam e boa parte vai pra
    lá, só vamos ter Véia fazendo Ohio valer a pena.

    Bipolaridade de Sue é outra coisa que cansou já lá no
    segundo episódio da série e, embora estratégia de colocar outro inimigo para
    motivar o ND ser minimamente interessante, tenho preguiça da execução do plot.
    Outra coisa que sempre curti na série foi o fato dela mesma zoar com seus furos
    com piadinhas sobre os mesmos, mas essa semana Sue fez tantas piadinhas sobre
    tantos furos que a cada piadinha nova, já rolava meus olhos.

    No fim das contas, por mais que Demetria tenha sido
    apressadinha com Santana, foi uma das poucas coisas relevantes do episódio, mas
    concordo que a presença dela no final foi desnecessária. Enfim, vamos esperar
    para ver se a série dá uma renovada depois do tributo ao Finn.

    P.S.1: Hey Jude também é minha música preferida deles! <3

    P.S.2: Amei a classificação em Ryders, mas confesso que só
    fui entender a dinâmica do PB/colorido com o comentário do amiguinho.

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