The Blacklist 1x12/13: The Alchemist/The Cyprus Agency

quarta-feira, fevereiro 05, 2014



1x12: The Alchemist

O caso do Alquimista é provavelmente o mais desinteressante, arrastado e burocrático produzido por essa série. Se em alguns episódios passados tivemos antagonistas interessantes e que foram bem explorados considerando o pouco tempo de cena que recebem. Trettel, o Alquimista, tem uma profissão interessante, mas pouco é visto sobre suas atividades. Quando entramos na vida pessoal dele, a informação sobre a ex-esposa e a filha parecem atiradas apenas para criar um momento dramático no fim, mas que jamais causa impacto.

Além do caso, o melhor que esse episódio tem para apresentar é a organização financiada por Reddington e usada por ele para descobrir o traidor no FBI. A piada com Julian Assange sendo financiado por Red vale por todas as aparições daquele grupo.

Os problemas matrimoniais de Lizzy e Tom servem para construir bem a imagem do casamento cada vez mais desgastado dos dois e funcionam para introduzir. É interessante que na rápida cena entre os dois – e que também introduz a misteriosa personagem Jolene – foge do clichê fácil de mostrar Lizzy distante em meio aquele ambiente do chá de bebê. Ao mesmo tempo que ela deseja ter uma família, ela também não consegue se afastar do trabalho.

1x13: The Cyprus Agency

Diferente do seu antecessor, The Cyprus Agency tem uma trama bem mais eficiente, com um vilão que recebe um pouco mais de atenção e com um bom equilíbrio entre o caso e a investigação de Red após a descoberta da fonte que permitiu a invasão da base do FBI.

Nem tudo foi bom entretanto, já que mais uma vez o caminho da obviedade é o escolhido e somos obrigados a suportar o inacreditavelmente oportuno paralelo entre a história da agência de adoção e a vida pessoal de Lizzy. Demonstrando uma descrença ofensiva na inteligência de seu espectador, The Cyprus Agency mostra ao mesmo tempo a causa – o caso da agência de adoção e como isso afeta Lizzy pessoalmente – e a consequência – a desistência da adoção. O que os roteiristas pensaram? Será que acreditavam que se não víssemos um evento imediatamente associado ao outro seriamos incapazes de entender as razões por trás da desistência?

Não é incoerente que ela decida por adiar a adoção após ver tantos casos em que tudo deu tão errado, por meios tão estranhos e inesperados. O problema é que, ao criar uma conexão tão forte entre o caso e a vida de Keen, tudo que veio antes – um bom desenvolvimento, onde as brigas constantes do casal os tornavam cada vez mais afastados – irrelevante. Não seria absurdo se ela temesse adotar uma criança após ver o que viu, mesmo que a vida com o marido estivesse ótima.

Isoladamente, a história de Owen e a bizarra e cruel forma como e lida com seus traumas do passado é boa. Pela primeira vez num caso a importância da inteligência de Reddington é realmente perceptível. Se em todos os outros casos a aparente habilidade investigativa dele se deve mais a burrice do FBI que o torna uma mente brilhante em contraste, aqui ele de fato adota um raciocínio completamente diferente e que provavelmente nunca passaria pela cabeça dos policiais. É a natureza chocante dos atos de Owen que tornam as deduções de Reddington importantes.

A investigação de Reddington se revelou um pouco melhor agora. Apesar de não haver nenhum senso de risco nas ações de Meera para identificar quem estava por trás das informações vazadas para Anslo, a conclusão dos esforços é boa, numa cena de confronto que ressalta a frieza de Reddington, mesmo quando tentam manipulá-lo. A reação dele quando descobre que a mulher na sua frente tem uma informação que ele deseja é excelente. Se a maioria dos personagens da TV se deixariam levar por aquela chantagem básica, ele se mostra diferente ao novamente se mostrar mais inteligente do que aqueles que o cercam e dizendo “se você sabe, outros sabem também”.

Pela primeira vez Red não pareceu subaproveitado. Ele é pode ser um excelente protagonista e quanto mais a complexidade dele for explorada, melhor para a série.

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