Glee 5x13: New Directions

domingo, março 30, 2014


Por uma nova Glee criada por Tina Cohen-Chang.

É só isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte. Foram 101 episódios de ameaças quanto ao temido "fim do coral" e, contrariando expectativas, chegamos a esse momento. Não dá pra dizer que não era esperado e nem que dava pra levar a série indefinidamente com renovações na escola, como se Glee fosse a Malhação/Skins com música. Desde a formatura dos personagens principais na 3ª temporada, o McKinley estava com os dias contados e, pelo menos da minha parte, posso dizer que aproveitei os momentos de sobrevida.

Não me entendam mal. "O show deve continuar espalhado por todos os lados ou algo do tipo", já diria Finn, e a mudança é bem-vinda. Poderia até ter acontecido no final da temporada passada, com um planejamento mais coerente. Mesmo assim, e com a parte questionável de alongar um ano letivo da forma que fizeram, muitas vezes jogando a qualidade no ralo nesse 5º ano, sou grato pela oportunidade que tivemos de conhecer os novatos e, principalmente, de explorar mais a fundo Sam, Artie e, claro, Tina Cohen-Chang.


Entre os vários momentos de nostalgia desse episódio, que foi ainda mais forte do que o anterior nesse aspecto, não tem como não destacar mais um sonho de Tina induzido a pancada na cabeça. O primeiro foi em "Props", provavelmente o meu episódio favorito de toda a série e, se dessa vez não teve queda na fonte, teve golpe de troféu, com Sam emulando Finn, nos tempos áureos em que dava uma cacetada na cara de Rachel a cada coreografia, e mostrando porque ele e Tina são o meu casal favorito que nunca vai acontecer – ou sabe-se lá, depois da pegação em "Trio", tudo é possível. Agora, tivemos a visão de Tina de como seria sua vida perfeita em New York, com direito a paródia com Friends, Sam sem roupa o tempo todo e Rachel e Santana relegadas a coadjuvantes da verdadeira rainha da série. Arrisco dizer que ficaria muito mais interessado numa temporada completa de CHUMS do que nos plots que estão sendo anunciados para essa nova fase NY-only. Se não vamos ter um apartamento dividido por Tina, Sam, Artie e Blaine, como planejado pelos quatro, só dá pra prever um futuro de Merda, e é exatamente o que teremos.

 

Tudo tem um lado muito negativo e, no caso do retorno de todos os veteranos, Mercedes definitivamente cumpriu essa cota. Tirando a sua saudável obsessão por Tots e o retorno do casal mais estável da série, Totscedes, tudo relacionado a essa criatura cheira mal nesse episódio, de sua aliança com Kurt para trazer Santana e Rachel de volta às boas, à performance mais chata da noite, executada pelos dois.

Inclusive, percebam que a responsável pelo fim da briga foi Brittany, sempre muito sábia em seus conselhos e em seu bom gosto para decorar a sala do coral antes de convidar a amada para uma temporada na ilha de Lesbos. Tomara que a possibilidade de Brittana juntas em New York se concretize, mesmo que por alguns episódios espaçados, pois só assim nos livraremos do gostinho de Merda que o restante da temporada promete.

A formatura, que chegou com atraso de mais de meia temporada, foi rápida, porém de uma doçura inconstestável. Quando o abraço de Sue e Becky parecia ser a cereja do bolo, eis que temos a convocação do nome de Brittany S. Pearce, ganhando esse merecido momento e se juntando à "turma de 2013", com a qual colaborou tanto na temporada que realmente correspondia a 2013. Alegria maior ainda é o fato de que Jim/Joe e Sugar não tiveram a chance de dar um tchau nem nesse momento.


Os novatos, por outro lado, tiveram um total de 30 segundos para reminiscências antes de desaparecer da série, e embora merecessem muito mais no decorrer da própria temporada, foi um momento de pura doçura. Me revolta nunca sabermos se Marley criou juízo e deu uma chance para Ryder, apenas para ser trocada por Unique, ou se Véia finalmente descobriu que era a filha de Quinn e Santana que veio do futuro. Mas vamos ver o copo meio cheio e comemorar que também não seremos obrigados a ver nenhuma pirueta de Jacó.


Falando na parte boa da família Puckerman, eis que Noah e Quinn continuam sua explosão de fofura, provando que mereciam o posto de casal para o qual sempre torcemos desde o primeiro episódio (Q-). Além de pisarem no coraçãozinho Faberry de Rachel, ainda a deixaram com a cara no chão ao fazerem o último número na sala do coral e ouvirem de profª Schue que isso "de muitas formas completa o ciclo". A fala de Quinn sobre preferir que as coisas sejam difíceis com ele do que fáceis com qualquer outro também foi de guardar a sete chaves do lado esquerdo do peito. Mas convenhamos, algum dia as coisas vão ser fáceis para essa criaturinha tão sortuda?


Os mais atentos devem ter percebido que ignorei grande parte dos plots de Holly Holiday e April Rhodes nos dois episódios comemorativos e o motivo para isso é que: não sou obrigado. Entendo que muita gente gosta das duas, mas a maior celebração cabia mesmo aos estudantes, e num momento tão delicado quanto essa transição que marca definitivamente o fim do colégio, seriam muito mais bem-vindos momentos com Emma, coach Beiste e o inustiçado zelador Figgins. Sinal de que não dá mesmo pra ter tudo nessa vida, mas que desperdiçaram minutos preciosos com as "trapalhadas" dessas duas, desperdiçaram.

E se não tem como errar focando naqueles que deram título ao episódio, o New Directions, o final não poderia ser mais arrebatador do que foi. A chuva de lágrimas já veio com tudo no vídeo para o bebê Schue, com cada personagem tendo a oportunidade de exaltar a importância do professor e do clube na vida deles, de formas tão peculiares e características. Depois, performance de "Don't Stop Believin'", que sim, eu estou no clube dos que já não aguentam mais o mesmo arranjo e agradeceria por qualquer mudança, mas que cumpriu a sua função e não tinha como ficar de fora. Por último, mas não menos importante, a sala do coral vazia, com as frases marcantes dos estudantes ecoando na cabeça de Will e a voz de Finn encerrando de vez o ciclo. Foi para amolecer o coração até do mais insensível. E agora, mais do que nunca, a série segue para novas direções.


Músicas do episódio:

"I Am Changing" – Dreamgirls: Kurt (Chris Colfer) e Merda (Amber Riley)
O que eu fiz de tão grave nessa vida pra merecer passar por isso?
Cotação em Ryders: 

"Party All The Time" - Eddie Murphy: Holly (Gwyneth Paltrow) e New Directions
A ideia da performance em si é bem bacana, mas assim como aconteceu com "Happy", Holly Holliday cagou a seleção de canções nostálgicas executando uma porcaria que simplesmente não cabia no momento. Para o bem da minha sanidade, já nem me lembro mais da música e não pretendo ouvir de novo.
Cotação em Ryders: 

"Loser Like Me" - Sam (Chord Overstreet), Tina (Jenna Ushkowitz), Artie (Kevin McHale) e Blaine (Darren Criss)
Melhor versão das músicas antigas e uma bela despedida para o meu quarteto fantástico – apesar de ainda achar que eles vão se reunir no futuro. Coube no contexto, soou como uma música nova e vai ficar na memória, o que não se pode dizer de boa parte da tracklist desse episódio. Se tivessem cantado na formatura, teria sido simplesmente perfeito e ganharia todos os Ryders.
Cotação em Ryders:

"Be Okay" - Oh Honey: Rachel Berry and Santana Lopez
Versão bacana, as vozes de Mãe Lea e Naja novamente se complementaram com harmonia, o que não dá pra dizer das duas fora dos sets, e cumpriu a função de resolver a briguinha das personagens, que já estava passando dos limites. Mesmo assim, não consigo tirar da cabeça que isso poderia facilmente ter sido feito episódios antes, e que não cabia necessariamente nesse contexto comemorativo.
Cotação em Ryders: 

"Just Give Me a Reason" - Pink feat. Nate Ruess: Quinn (Dianna Agron) e Puck (Mark Salling)
Fazendo novamente do leite uma alegria, Didi e Mark chutaram bundas e fizeram uma versão absolutamente adorável, musicalmente e em cena. Destaque absoluto e detentora de todos os Ryders, fechando o ciclo do Glee club e da própria cotação, que se despede junto com o personagem.
Cotação em Ryders: 

"Don't Stop Believin” – Journey: New Directions e Will Schuester (Matthew Morrison)
Obrigatória e emocionante, independente de quantas vezes seja feita. Dito isso, repito que uma mudancinha no arranjo ou mesmo na ordem das vozes não mataria ninguém. Teve mais força por vir logo depois do vídeo para o bebê de Will, e fico no aguardo da versão da series finale.
Cotação em Ryders: 

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2 comentários

  1. Adoro as suas reviews! Confesso que vou sentir falta do McKinley. Eu acho...
    Não tem como não rir de você escrevendo Merda. Hilário!
    Só acho que faltou homenagem a Véia. E admito que senti algo estranhamente sexual na "encoxada" de Ryder em Unique.
    Espero coisas boas da série! Espero que a Rachel brilhe ainda mais e consiga realizar o seu sonho. E ainda fico na torcida deles criarem um coral alternativo em NY, como o Pentatonix, por exemplo. Até mais!

    P.S: Sugiro "Santana's Approves", "batucadas de Finns" ou "Applauses entusiasmados de Rachel" p/ ocupar o lugar das famosas cotações em Ryders.

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  2. Eu também sugiro algo ligado ao Finn nas cotações!

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