Drop Dead Diva 6x03: First Date

sexta-feira, abril 04, 2014

Procurando a emoção

Considerando que semana passada não tivemos um desenvolvimento maior da história, chega a ser engraçado ver que esse episódio só serviu pra que a nossa rainha das sambadas voltasse triunfante par a firma, chutando assim o traseiro das recalcadas e advogadas avulsas. Num episódio bem mais focado nos casos, e nas participações especiais, tivemos pouco espaço para torcer, se emocionar, ou ficar com raiva dos plot twists que sempre aparecem.

O casinho do prédio a ser demolido, requerindo a saída dos moradores, foi bem simples e rápido. Encontrar a grafitagem no lado do prédio e tentar salvá-lo com isso não foi lá algo interessante, diferente da pintura feita em pleno tribunal, deixando a probre juíza revoltada. Talvez as aparições de Teri tenham sido um dos poucos atrativos do caso, o que é uma pena, já que Margaret Cho interpreta maravilhosamente essa personagem que todos adoramos e que infelizmente não cresceu na história como outros. Por fim, o prédio é considerado marco histórico por começar o Movimento de Arte Graffiti da Costa Oeste e a identidade de Lasky é revelada como sendo da cliente.

Em contrapartida, o caso de Liam Matthews e suas excentricidades foi bastante interessante. Não só pela participação de Rick Springfield e, mas também pela atuação e pelo modo como  foi desenvolvido. Quer dizer, não fossem as participações, teria sido só mais um caso do cara malvado que fez de tudo para não perder dinheiro com a banda. Os socos, festejos e escândalos de Liam fazem com que a banda o queira fora, mais precisamente seu melhor amigo e a namorada, Reesa. Jane mostra suas qualidades e passa a frente de Belinda, o que parecia ser uma ótima direção a ser seguida, com uma nova rival, mas a coisa não foi muito longe. Liam é substituído por um novo guitarrista e não tem mais acesso ao dinheiro. O vai-e-vem continua e essa "disputa" entre as duas advogadas não dá muito espaço para Belinda mostrar suas "habilidades". Quer dizer, agora se pode cantar músicas que os juízes gostam no tribunal, sem problemas. Esse caso em particular teve tanto "tiro pra todo lado" que nem me surpreendi com um Contrato implícito de Suporte, já que pensão é pensão e música feita pra amigos vira quase um contrato de casamento. O que foi aquela cena dos dois cantando "um pro outro". E com mais um "não sabia da minha doença", o caso foi resolvido com o malvado agente que sabia da doença, mas não queria que a banda deixasse de lucrar.

Já mais pro final, temos Jane recorrendo à Kim para se livrar de Belinda. Nossa rainha (amada por muitos e odiada por todos) quer continuar sendo mãe e nao quer voltar para a firma, mas Jane tenta de tudo pra entrar na cabeça dela inflando o ego de Belinda, e o plano dá certo. Particularmente, não gostei do modo avulso com que ela foi reintroduzida, mas é só esperar pra ver se o retorno dela vai trazer casos e resoluções mais interessantes.

Toda a dinâmica entre Jane e Grayson está tão em segundo plano que nem sei se vale a pena comentar. O quase-encontro deles ficou naquele "ajudo com o seu caso, mas é só" e nem um beijo sequer tivemos. Lá se vão três episódios. Sem desenvolvimento, sem reações exageradas, sem desespero. Como se um simples "quero conhecer Jane" resolvesse tudo. Não é de se admirar que muitos estejam revoltados com tudo, mas esperemos a temporada terminar para podermos julgar. Infelizmente até aqui, tem deixado muito a desejar.

PS: 
- Só eu sinto saudades de me emocionar de verdade com o plot principal?
- Ainda temos mais 10 episódios pra compensar, então que façam valer a pena.
- Já perceberam que todo mundo aparece pra bater na porta de Jane?
- Fica a pergunta se teremos um último número musical antes da temporada acabar.

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