The Voice AU 3x05: The Blinds Part 5

sexta-feira, maio 30, 2014


O touro está de volta!

O gigante acordou! Depois de um começo apagado, selecionando os seus candidatos à dedo, parece que a edição do show resolveu novamente focar em Rick Martin e suas habilidades de persuasão. Claro que não chega nem perto daquela Rick Fever que teve o ano passado, mas já deixa o treinador em uma posição bem confortável no jogo, com alguns dos nomes que mais se destacaram nas blinds em seu time. Uma coisa que me incomoda é essa segregação do cantor, ano passado dava para entender porque ele era calouro, e Seal era super alfa, porém nem em seu segundo ano e com um painel completamente diferenciado o cantor consegue interagir muito com os colegas. Isso levou Joel Madden, sempre carente de amigos, pular de cabeça na panelinha de Kylie Minogue e Will.I.Am. que já veio pronta do The Voice UK.

Cadeiras vermelhas à parte, muita coisa excêntrica passou pelo palco esse episódio, digamos assim. E um estilo que pareceu meio que permear boa parte das apresentações foi o country, que vem com uma marca diferenciada nos cantores australianos, quase se aproximando de um folk e por vezes um yodeling. No geral achei o episódio com apresentações bem típicas, de cantores regionais, tanto é que vimos vários artistas do oeste e do sul tomarem o centro do palco. Alguma coisa me diz que Keith Urban ficaria orgulhoso de participar dessa temporada, até mesmo Delta Goodrem. Kylie MInogue conhece muito os cantores de seu pais, mas por já ser uma popstar ela acaba não apelando para o discurso segregado, e acabo sentindo muita falta de alguém para puxar o saco dos australianos e elogiar o trabalho dos artistas locais.


Quem abriu a noite foi Carly Yelayotis com sua solida versão de "Stay". Gostei muito do tom de voz da cantora, achei que ela teve uma abordagem bem direta na execução da música, o que não impediu de mostrar algumas nuances diferenciadas, principalmente no final da canção. É muito engraçado ver esses artistas de comunidades europeias na austrália, todos eles são extremamente bonitos e polidos, ainda mais do que os australianos no geral. Para mim tudo na cantora grega grita popstar, e acho que ela fez bem em ir com o treinador que melhor pode conduzi-la nesse sentido e ajudá-la a desenvolver mais suas técnicas vocais.


Quem deu largada ao estilo folk, country e coisas do gênero na noite foi o cantor Brandon Duff e sua gostosa performance da música de Bon Iver. Engraçado que tudo na apresentação gritava cantor fofo de folk, o que particularmente acho que não condiz muito com o estilo engomadinho dele. A música foi toda meio no linear, mas realmente não se tem muito o que fazer, nos poucos momentos em que a música permitia os falsetes ele o fez, os quais não sei se gostei muito, mas no geral achei bacana a apresentação, e acho sim que ele deve ir pra academia. Rick comentou de candidatos nesse estilo que ele trabalhou o ano passado, espero que dessa vez ele dê um pouco mais de atenção para os artistas atrás de uma guitarra.


Dando continuidade à essa pegada "uma voz um violão", Taila Gouge subiu ao palco para entregar o bom e velho country e ver se convencia algum dos treinadores a virar sua cadeira. Gostei mesmo da voz da cantora, ela é bem representativa do estilo, mas sem em momento algum parecer aquela coisa forçada e clichê que estamos acostumados a ver nos calouros de country americanos. O lugar perfeito para ela era realmente no #TEAMJOEL, porém não sei se ela sobreviverá à próxima fase de colocada para batalhar contra Holly Tapp que possui muito mais personalidade. Ficamos aqui na torcida pela cantora.


Quem assumiu o palco na sequência foi o jovem cantor Jacob Lee, e sinceramente não tenho uma opinião formada sobre sua apresentação. Achei bacana, já que que ele ia fazer alguma coisa do gênero, escolher um artista australiano, a voz dele emula muito bem à do Guy Sebastian, mas acho que é comum acordo dizermos que ele cagou com a parte do rap. A cara de Will.I.Am. quando ele começou essa parte, não foi das melhores, ainda bem que ele começou com o refrão. Parece que o cantor também não conseguiu lidar muito bem com as notas mais baixas. No geral achei razoável, apesar de saber que Will vai descartá-lo na primeira oportunidade.


Depois de todo um discurso chato sobre duplas familiares, e de como ninguém virou as cadeiras para elas, apenas porque não existe um treinador essa temporada com coragem para treinar cantores de country, os irmãos Gabriel & Cecilia subiram ao palco, mas nem de longe foram a melhor entre todas elas. Sério, achei uma ofensa comprar eles dois com Angus & Julia Stone. A harmonia deles é acertadinha, mas quando eles começaram a gritaria, principalmente o rapaz, meus tímpanos doeram aqui. Muito exótico para o meu gosto.


O comeback Tom Oliver, além de estar sozinho dessa vez, resolveu voltar com um postura bem diferente, muito menos firulas e gritinhos, e mais música. Eu bem lembro dele e do amigo dele matando a música do Mika na primeira temporada, eram uns gritos inaudíveis. Dessa vez ele foi bem mais linear, se ateve mais a melodia, e a escolha musical acho que encaixou melhor com a voz dele também. Apesar de eu continuar achando que ele não merecia ter virado cadeiras, fico feliz que Kylie não o deixou passar por isso novamente.


E fechando o episódio, ela que para mim foi a grande surpresa da noite. Sério, essa mulher é lacradora, como pode ser tão irônica? Minha cabeça não aguenta tanto deboche. Você ouve alguém cantar perfeitamente, e angelicalmente "Pie Jesu", e quando você vira não, não é a Jenna Dearness-Dark, mas sim uma caminhoneira com jeito de quem trocou o reality de peso pelo musical, e com look Pink depois dos donuts. Que sambada, é bom sermos lembrados as vezes porque gostamos tanto desse programa e os momentos que ele nos proporciona. Sinceridade, não sei se foi a melhor ideia ir para o #TEAMRICK, afinal a coreana lá, faz tudo o que ela faz e ainda tem um perfil comercial melhor. Acho que ela se sabotou.

No mais é isso meus caros, reinterando o link puxado lá em cima, acho que está fazendo falta sim um artista nas cadeiras com um olho mais específico nos artistas locais, alguém menos preocupado em achar o próximo popstar e mais a próxima voz. Achei que bons artistas voltaram para casa nesses dois últimos episódios, e falta culhões para os treinadores treinarem coisas fora de suas zonas de conforto. Espero que nos próximos episódios, a coisa se faça um pouco mais justa. Até!

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