The Voice AU 2x22: Semifinals

quinta-feira, julho 17, 2014


A Terceira Temporada do The Voice Austrália, As Semifinals, O Samba e A Poesia.

Episódio vai episódio vem, e nessa temporada o samba continua em alta no The Voice Austrália. Inconstância é a palavra que mais predominou em um ano sem grandes front runners. Candidatos indo bem uma semana e mal em outra refletiu diretamente nos charts do iTunes, com ninguém conseguindo pegar o tão famigerado Top1 dessa vez. Para piorar a situação as apresentações das Semifinals foram as mais flopadas no aplicativo. Como se não bastasse todo esse quadro catastrófico de vendas esse ano, o público também não conseguiu ter uma visão muito clara de quais candidatos eram os seus favoritos. Como todos os candidatos estavam meio que no mesmo nível, a escolha dos finalistas da competição pode não ter sido a mais sensata de todas.

Apesar de todos os oito candidatos terem se apresentado nessa noite, é preciso enfatizar que a escolha dos finalistas foi em relação as apresentações da semana passada, e foi muito coerente com os resultados do iTunes. O que é mindfuck, pois há uma semana atrás Gabriel & Cecilia pegaram um dos melhores picks da temporada e não foram votados pelo público. Para divulgar o tão pimpado Home Coach App (mais que Elly Oh e mais que Sabrina Batshon), a direção do programa resolveu inovar e levar um quinto candidato para a Grand Final, com o Instant Save. É claro que à partir desse momento minha torcida era toda para o #TEAMWILL figurar por completo semana que vem. Óbvio que eu achei que muitas coisas iriam ser diferentes no decorrer do show, mas não tinha nenhuma dúvida de que o melhor time da temporada teria dois candidatos na decisão.


A noite começou com os inusitados duetos por equipes. Parece que muita coisa está mudando na estrutura do programa, e ao invés de colocarem os cantores para cantar as tradicionais Original Songs, colocaram eles para fazer isso. Sinceramente para mim foi um desperdício de tempo de exibição e uma grande encheção de linguiça, principalmente pelo fato de que a maioria deles foi bem mais ou menos, começando por Johnny Rollins e Kat Jade. Não sei se é por causa da música que não gosto, esse pop cafona que Robbie Willians e Kylie Minogue fazem que não me apetece, se foi por Kat estar completamente deslocada e desengonçada no palco... Só sei que nada me agradou na apresentação e prefiro não comentar mais sobre.


A dupla de Kylie foi seguida por mais uma breguíssima escolha musical do #TEAMRICK. Aliás a noite não teve nada de inusitado, as escolhas musicais foram super batidas, mas se olharmos num panorama geral foi tudo bem apreciável, digamos assim. Sabrina Batshon e Jackson Thomas, apresentaram "Total Eclipse of The Heart" e fizeram a lição de casa bem direitinho. A conexão estava lá, a escolha de colocar Jackson como primeira voz foi bem esperta, deu para sentir química entre os dois... Enfim, ficou bacana.


Então eis que veio o #TEAMWILL. Não sei, não me perguntei que apresentação cagada foi essa, não me peçam uma explicação... Simplesmente não sei o que aconteceu. Primeiro que nós bem sabemos que essa música já foi responsável pela eliminação de muita gente nesse reality show, porém, eu assisti uma performance de Anja Nissen em outro reality, quando ela era adolescente, e ela realmente mandou muito bem, então acho que por isso que escolheram a canção. Acontece que tudo ficou muito morno, e a culpa foi de ZK, que estava com uma energia bem cagada, parecia que eles eram backing vocal da cantora, ela empurrava a música, e eles realmente não conseguiam entregar a música na mesma altura. Ficou feio, ficou estranho.


Depois de assistirmos todos esses duetos inúteis, algum deles tinha que salvar a noite e fazer alguma coisa que realmente fosse foda! E que lindo não foi ver Frank Lakoudis e Holly Tapp subirem ao palco e entregarem aquela apresentação tão maravilhosa e incrível de "House of The Rising Sun". Que originalidade, que apresentação impecável, em tudo, cenário caracterização, domínio de palco vocais... Tudo foi perfeito! Frank dominou boa parte da música, mas os contracantos e runs de Holly também foram ótimos. Olha! Que apresentação de tirar o fôlego. Quem diria que #TEAMJOEL iria se destacar a essa altura do campeonato.


#TEAMRICK mais uma vez abriu as apresentações individuais, mas só que dessa vez foi com Jackson Thomas. A escolha do rapaz foi bem peculiar, particularmente uma música que eu desconhecia, uma vibe meio anos oitenta. Eu não consegui formar uma opinião direita sobre a apresentação, Jackson tem uma ótima voz, isso é inegável, mas seu estilo musical é muito peculiar. Ele é aquele tipo de cantor que performa classicões para grandes plateias e músicas românticas, mas não necessariamente aquele tipo exagerado e até afetado digamos assim, a vibe dele é bem mais introspectiva, beirando o chato, mas nem tanto. Ficou bacana, mas foi disparado a pior apresentação do cantor na temporada. Acho que ele não leva o caneco não.


O cantor foi seguido pela sua companheira de equipe Sabrina Batshon, que assim como ele também fez sua performance mais questionável no programa. Não sei o que deu em Rick Martin essa semana, mas as escolhas musicais não fizeram sentido com nada que os cantores apresentaram até agora. O treinador deu um belo tiro no pé, isso sim, o único que tinha chance de pleitear com Will.I.Am. uma vaga dupla na final, viu o melhor de seu pupilos dar adeus à competição e o outro pode não ver nem o Top3 semana que vem. Sabrinão cantou muito bem, as notas altas foram invejáveis, mas sabemos que Jessie J tem uma dinâmica vocal que é de outro universo, e foi exatamente isso que ficou faltando na passagem de uma sentença para a outra durante a canção. Como um "Hallelujah" "Dream On" "Chandelier" sozinho não faz verão a cantora acabou morrendo na praia, e assistindo de camarote sua saída precoce da competição. Realmente por essa eu não esperava.


#TEAMRICK foi seguido pelo time que arrisco dizer que foi o melhor da noite. Por favor não me atirem pedras, mas tudo estava tão previsível, que previsível por previsível #TEAMJOEL já está graduado nisso, e então acabou se destacando. A música do Guns n' Roses ficou bem bacana na voz do Frank Lakoudis. Parece que levou tempo, mas finalmente o cantor começou a se achar, não só na competição, mas também qual é o seu espaço como artista de rock. Vimos que as músicas com uma pegada mais dark não combinam com ele, mas essas canções farofas, que exploram bastante os vocais cheios no refrão, e não os gritinhos, servem como uma luva para o cantor. Outra coisa que ele era bem ruim e melhorou bastante também foi em seu domínio de palco, ele percebeu que o seu forte é sua interação facial e gesticular com o público, e que aquela coisa de ficar pulando de um lado para o outro do palco realmente não o favorece. Muitos vão dizer que por eles sempre cantar rock ele não evoluiu, Discordo, acho que nesse ponto ele é um dos participantes que mais evoluiu na competição, ganhou o meu respeito, contra todas as minhas expectativas, baseado nas duas últimas apresentações mereceu ser finalista, e eu não me surpreenderia se ele tirasse Joel Madden do famigerado quarto lugar.


Quem mandou muito bem também foi Holly Tapp. Os candidatos do #TEAMJOEL tem mantido-se fiéis ao mesmo estilo desde que os Live Shows começaram, e querendo ou não foi inevitável que eles acabassem se aperfeiçoando. A música de Amy Winehouse ficou muito boa na voz da cantora, ela soube dar uma nuance diferente também, em sua apresentação, para ficar mais parecido com o contexto da música, tudo ficou muito bacana e apreciável. é claro que ela não é uma Loren Allred, mas o resultado final ficou bem bacana.


Olha, eu não sou muito entendedor de Broadway e dessa vibe teatral, mas até eu posso dizer que essa música que Kat Jade apresentou foi melhor do que qualquer coisa que ela fez a temporada inteira. Tirando aquela escolha cagada de "Telephone" semana passada, é inegável a evolução e crescimento dessa menina durante a competição, e tudo ficou muito mais claro depois dessa noite. Acho que era o click que precisávamos para acordar e reconhecer o talento da cantora. Infelizmente foi tarde demais, como não é uma competição por pontos corridos, qualquer deslize pode tirar você dela, e foi o que aconteceu com Kat. O que é uma pena, porque ela me parece um tipo de artista bem mais promissor do que Johnny Rollins.


E é dele mesmo que iremos falar na sequência. Vocês realizam que Johnny Rolins pode ser o possível campeão dessa temporada meia boca do The Voice Austrália? Sim, depois de ter morgado a competição inteira, fazer o suficiente para sobreviver mais uma semana, ser arrastado pela treinadora, o cantor entregou duas performances boas, quase no fim da competição, pegou seus melhores picks nos charts, virou o jogo e pode sair semana que vem com o caneco. Não posso reclamar de nada da apresentação dessa semana, apesar de ser bem batida e cafona (é disso que o público gosta), os vocais ficaram excepcionais, a música caiu como uma luva para ele, e aquela nota que ele atingiu no meio da música, foi tudo o que eu queria que ele fizesse na semana passada e ele não o fez. Chato Johnny chega na reta final da competição sendo o candidato mais cotado à proporcionar o maior samba que já vimos em toda a história do The Voice AU.


Agora, se é para falar de músicas batidas, cartas marcadas, e grandes apresentações, vamos falar então de Anja Nissen cantando Whitney Houston, que tal hein? Não sei que cisma é essa que Will.I.Am. tem com a diva e ultima apresentação de seus cantores no The Voice, parece uma fixação. "É sua última música, então você irá cantar Whitney Huston". Contudo, apesar de super cafona, ficou muito bom, afinal de contas, foi por essa Anja gospel, cafona e classicona que nos apaixonamos nas primeiras fazes da competição. Cansou? Cansou, mas agora que ela já deu uma variada pôde voltar a usar essa carta, sem medo de divar. Se tem alguém muito cotado para tirar a taça de Johnny semana que vem, essa alguém é Anja Nissen, irei torcer muito para que isso aconteça, e que alguma justiça seja feita nessa temporada maluca.


Sério, a apresentação de ZK terminou e tudo o que eu conseguia pensar era... Que merda foi essa?! Tudo! Tudo errado! Da escolha musical à execução tudo foi bem cagado. Será que eu assim como os australianos estávamos dormindo e só agora que acordamos? Quem são esses cantores? Primeiro, porque "Don't Stop Believin"? Todos sabemos que o forte da dupla são as baladas as músicas envolventes. Só isso já foi um grande tiro no pé. Segundo, o que foi a energia deles no palco? Como que o artista favorito, há essa altura da competição, me sobe ao palco e se apresenta como se estivesse cumprindo tabela. Aquele menino com a mão no bolso o tempo todo e a songa com aquela dancinha ridícula. Tragam meu ZK de volta! Por favor! Me iludiram! Os vocais realmente ficaram bons, mas todos nós sabemos que o principal de ZK não são os vocais e sim a energia que eles entregam em suas apresentações. Olha, apesar de front runner, e de ter sido o único votado pelo público três vezes, vai ser muito difícil a dupla levantar o caneco depois dessa. Ainda assim continuo torcendo por eles, porque amo eles de paixão e já vi do que eles são capazes. Ninguém merece nadar, nadar e morrer na praia. Dentre os finalistas ZK teve a melhor campanha nos Live Shows.


No mais é isso meus caros, apesar das críticas construtivas, muito mais em cima das escolhas musicais batidas, a noite como um todo, apesar de avulsa, foi bem agradável, e muito gostosa de assistir.  O espetáculo não ficou apenas nas apresentações dos times, tivemos Rick Martin cantando a música da copa e sendo divo de calça branca, e claro tivemos aquele número com as crianças do The Voice Kids que foi uma delicinha! Preciso confessar à vocês, The Voice Kids mal começou e eu já estou viciado, como aquele programa é crocante! E esse menino escocês wanna be Darren McMullen, alguém dá um cookie para ele por favor. Que crianças talentosas, que número fofo! Ótima id3ia! Ano que vem eu quero mais!

#TEAMRICK é a grande incógnita dessa temporada. O que aconteceu com o time? Não sei responder. Rick Martin viu seus favoritos sucumbirem um à um e serem eliminados da competição, ao ponto de o time mais forte chegar na Grand Final com uma candidato totalmente inexpressivo, e que nem dele originalmente era, é reciclado do #TEAMKYLIE. Assustador, mas foi bem feito para o treinador pelas cagadas que fez nos Showdowns. Em parte fiquei triste com a saída de Sabrina, em parte fiquei feliz, pois as chances do #TEAMWILL aumentaram consideravelmente depois da eliminação da cantora.

#TEAMJOEL foi o melhor da noite, em minha humilde opinião, e Frank Lakoudis deveria chegar pelo menos ao Top3 na semana que vem. Ele evoluiu durante a temporada, fez por merecer chegar aonde chegou, e é um dos nomes mais empolgantes dentre os finalistas. Será que com essa história de cinco finalistas finalmente a maldição do quarto lugar para Joel Madden será quebrada? É aguardar para ver.

#TEAMKYLIE que foi o mais avulso e mais esculhambado da temporada, chega à final não apenas como mais forte, mas com o candidato que pode fazer a maior virada de mesa de toda a história do The Voice Austrália. Depois de ter sido esnobado pelo público durante toda a competição, Johnny Rollins abre uma brecha, chega a final e pode tranquilamente levar o título de The Voice para casa. Irônico não?

#TEAMWILL foi o mais consistente de toda a competição, o mais coeso, o que fez mais sentido em toda a trajetória de seus artistas, portanto não há dúvidas de que mereceu levar dois candidatos para a Grand Final. O único problema é que o maior nome da equipe acabou sucumbindo na reta final. A esperança agora é que Anja Nissen tenha convencido o público e levante a taça da temporada. Eu continuo aqui torcendo fortemente para que os amados do ZK ganhem, mas não posso alimentar falsas esperanças.

É, The Voice Austrália já não é mais o mesmo, depois daquela linda Semifinal ano passado que levou os unânimes e 4 chairs Celia Pavey, Harrison Craig e Luke Kennedy à Grand Final, esse ano temos que nos contentar com nomes como Jackson Thomas, Frank Lakoudis e Johnny Rollins. Os tempos já não são mais os mesmos. Saudades Harrison, Celia, saudades "Xanadu", "Unchained Melody", "Caruso", saudades canções originais, "More Than A Dream", saudades Top1 nos charts... Já pode voltar para o ano passado? Até!

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