The Strain 1x05: Runaways

domingo, agosto 17, 2014


Após quatro episódios de conspirações e preparação para o que estava por vir, o quinto episódio é aquele que começa a mostrar o que apenas era prometido. A medida que a praga iniciada no avião se espalha e a necessidade e apresentar os personagens desaparece, o ritmo da série se torna mais enérgico e seus erros diminuem.

Se antes os diálogos soavam pouco inspirados e expositivos, agora parecem mais naturais a medida que a série vai entrando em novos territórios. A franqueza de Setrakian ao comentar sua intenção de matar todos os passageiros do avião combinada com um certo tom de resignação diante da provável inutilidade de suas ações dão contornos melancólicos a sua missão. Os flashbacks do caçador de vampiros mostram um pouco da razão do seu semblante cansado: ele já faz isso há décadas sem alcançar o seu objetivo. O escárnio que ele demonstra quando descobre a conexão emocional de Eph com seu carro mostra o seu pragmatismo.

A crença de Eph de que ele ainda pode consertar isso através do CDC e da burocracia com a qual esta acostumado contrasta com o cinismo de Setrakian, que novamente se revela justificado quando a conversa com Everett se não atinge o resultado esperado – novamente um humano pensando em si mesmo em vez de olhar para o que está bem na sua frente. Mesmo parecendo num primeiro momento convertido aos métodos do armênio, o médico ainda se mostra interessado em encontrar uma solução mais elegante para seu problema, uma que não envolva ir de casa em casa eliminando cada infectado. Ele entende a necessidade de conter a epidemia, mas ainda resiste a brutalidade empregada pelo seu novo aliado.

O aparecimento da mãe de Nora na trama ainda é um resquício da necessidade de apresentar os personagens. Essa introdução de um novo elemento da vida dela é feita de forma rápida e logo se liga de um jeito inesperado ao avanço da epidemia. A presença de um vampiro naquele hospital assusta por ser surpreendente. Até agora as criaturas pareciam contidas, até que uma delas surge no meio da cidade.

O alastramento das criaturas é algo recorrente em Runaways. Vemos Fet encontrando dezenas vivendo nos esgotos, onde ele se mostra mais inteligente do que a maioria dos personagens em histórias de terror já que, ao se ver diante algo ameaçador, ele consegue rapidamente pensar num meio de fugir. Há também as tramas isoladas de Bolivar e Joan, que, assim como Ansel, funcionam como pequenas histórias de terror curtas e eficientes, que mostram diferentes estágios da infecção.

Agora que os segredos sobre o que está acontecendo vão desaparecendo, a luta contra os vampiros vai se tornando cada vez melhor. Um prêmio por suportar os diálogos burocráticos e clichês preguiçosos infindáveis por quatro episódios.

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1 comentários

  1. Setrakian é o melhor personagem da série, o véio arrasa, é praticamente um Van Helsing!

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