True Blood 7x06/07: Karma/May Be The Last Time

domingo, agosto 10, 2014


Logo após descobrir que tem poucos dias de vida, Bill, de maneira bastante pragmática, decide resolver qualquer problema pendente antes de morrer. Ele aguarda em uma sala de espera onde um dia parece eterno enquanto ele vê a Verdadeira Morte se aproximando mais rápido do que ele imaginava. O clima fúnebre daquele lugar, com a sua enorme fila de casos terminais que aguardam pacientemente a mote, é um retrato da forma como Hep V mudou o cenário da série.

A espera de Sookie para saber se ela era a culpada pela doença de Bill é quase tão interminável quando a dele. É fácil perceber como ela se sente culpada, e a cenografia ainda ajuda ao mostrá-la numa sala de exames cheia de cartazes educativos que mostram como a responsabilidade de se proteger do Hep V é dos humanos tanto quanto dos vampiros, o que para ela é uma ideia mais perturbadora naquele momento do que, por exemplo, ouvir os pensamentos das pessoas que a culpam pela invasão da cidade pelos vampiros.

Eric, que se vê numa situação idêntica à de Bill, reage de uma forma bastante diferente. Mesmo que também esteja esperando pela morte, o seu desejo por vingança contra Sarah Newlin torna suas partes da história mais enérgicas. A depressão de Bon Temps é substituída pela raiva da busca de Eric, sentimentos que refletem bem a personalidade de cada um dos vampiros que estão no centro de cada trama.

Essa busca do vampiro nórdico acaba revelando a existência de uma cura. É uma ideia interessante quando apresentada em Karma, mas a sequência em May Be the Last Time se mostra arrastada, tornando o episódio um filler. Perdemos tempo com as alucinações de Sarah ou vendo novamente Eric e Pam negociarem com o presidente da Yokonomo. Sookie invoca o avô apenas para ouvir dele que não há nada a ser feito para salvar Bill, e ainda temos os flashbacks do vampiro que, como de hábito, soam deslocados.

Enquanto Karma é um episódio mais lento por que precisa – o ritmo é usado como um meio de representar o sentimento dos personagens –, o sétimo episódio parece o ser apenas por que os roteiristas não sabiam exatamente o que por nele. Até a vingança de Violet se mostra arrastada por perder tempo com as cenas entre Adilyn e o namorado em vez de se concentrar no motivo daquele sequestro: provavelmente, atrair Jessica.

Esses dois episódios mostram como a série pode ser boa quando seus dramas surgem naturalmente, ou arrastada e desinteressante quando o clima melancólico é forçado.

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