Glee 6x05: The Hurt Locker, Part Two

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

 
The bitch is back.

Finalmente um episódio dessa temporada me fez enxergar algumas das qualidades que costuraram os tempos áureos de Glee, e isso se deve em quase 100% a Kitty 'Véia' Wilde. Um achado entre os tão criticados novatos da 4ª temporada, a geração 2.0, Kitty foi a sobrevivente desse grupo e, para a minha surpresa, explorou esse sentimento de abandono num plot dramático que foi muito além de reforçar sua função como a "vadia do coral".

Fiquei realmente impressionado com a condução da sua dupla com Rachel, que obrigada a pedir a ajuda de alguém do grupo de sucessores que nem se deu ao trabalho de conhecer por nome (o irmão do Puck, Mercedes crossdresser, aquela com a mãe gorda e Raider), deu mais um passo considerável na transição de artista egoísta que só pensa no próprio sucesso para a treinadora dedicadaque precisa ser. A mudança na atuação de Lea Michele foi sutil, mas muito eficiente em mostrar o laço afetivo desenvolvido por ela e Kitty, a ternura que a personagem precisava para interagir com esses estudantes com o fator humano. Foi uma lição que Will tentou passar, a duras penas, no decorrer dos anos, mas precisou que Rachel estivesse na pele dele para entender por completo, e a conversa de professor e ex-aluna, muito bonita e significativa, representou essa etapa na evolução da personagem muito bem.

Obviamente, Kitty não retornou só para a parte emocional e essa parceria com Rachel também rendeu um viés criminoso. A invasão ao escritório de Sue para descobrir a sua seleção de músicas que toca fundo no coração foi sensacional, dos subornos oferecidos pela Becky à lista em si, duas das quais devo confessar, também têm um valor sentimental muito grande pra mim, embora não tragam as mesmas memórias de testes fracassados para grandes filmes e eleições presidenciais. Assim, as apresentações do New Directions foram tocantes e representativas em certos aspectos, embora o peso de um "amistoso" convocado por Sue não seja ne mde longe o mesmo de uma competição de verdade.

Aliás, que fique registrado que Sue estava bem mais equilibrada no humor nonsense nessa segunda parte. Mudou as regras e boninhou a seu belprazer, fez piadas metalinguísticas maravilhosas, convenceu na emoção desmedida durante as músicas, revelou para Becky que tem câmeras em todo lugar que filmam até mesmo sequências de sonho e proporcionou um dos poucos momentos interessantes do casal Klaine, que teve que interagir com sua versão Jigsaw num elevador que na verdade era um banheiro.


A hipnose de Sam continuou rendendo bons momentos, com direito a chamar Mercedes de "that old hag" (os fãs de Samerda surtam) e tentar agarrar Rachel a qualquer custo (os fãs de Samchel piram). Ao que tudo indica no olhar de Rachel durante a apresentação do New Directions, o casal vai acontecer mais cedo ou mais tarde e acho que isso só tem a acrescentar. O que também foi muito bacana foi a estratégia de recrutamento de Sam e seu discurso sobre como a entrada de Finn, o "quarterback original", no Glee Club mudou tudo. Spencer passou pelo plot batido de não querer entrar e ser convencido mais rápido do que qualquer outro personagem, e seu desabafo sobre dançar escondido no quarto para não ser visto como gay pelos companheiros de time vai contra tudo o que o personagem já tinha construído em suas aparições anteriores, já que aparentemente ninguém tinha qualquer problema com a sexualidade dele e a sua resistência em se juntar ao grupo consistia unicamente de falta de interesse, mas mesmo assim a gente perdoa, porque vê-lo cantando "It Must Have Been Love" com Véia foi super bonitinho.

Para quem está se perguntando, "It Must Have Been Love" e "All Out Of Love", também lindamente cantada pelos gêmeos incestuosos, são as duas músicas que estão na minha lista de profundo valor sentimental, com a primeira ecoando no meu cérebro por boa parte da minha existência. Em homenage ma elas, trago de volta a análise das músicas, que vem sendo cobrada por alguns leitores desde a temporada passada.

PS: Remember Achele. #FaberryLives


Músicas no episódio:
"My Sharona" - The Knack: Dalton Academy Warblers
Aparentemente, os Warblers perderam a alma junto com o Vocal Adrenaline  e a sensação de mais do mesmo dominou essa primeira música. Muito merecido que eles tenham tirado terceiro lugar porque, como já diria a filósofa Kátia Cega, não está sendo fácil aguentar esses rapazes liderados por Tristan, ou Crispin, Montage ou alguma bichice desse tipo.
Cotação em Raiders:



"You Spin Me Round (Like a Record)" - Dead or Alive: Dalton Academy Warblers
O fato de gostar  muito da música pode ter influenciado, mas achei essa apresentação bem mais interessante e animada, além de ser uma versão acapella que pode ficar no celular sem dor no coração. A coreografia e execução não diferenciou muito do padrão rouxinóis de qualidade, mas pelo menos não cai no limbo de performances esquecíveis.
Cotação em Raiders: 



"It Must Have Been Love" – Roxette: Kitty Wilde and Spencer Porter with New Directions
Véia linda, tesão, bonita e gostosona! Que felicidade ouvir uma das minhas músicas favoritas na voz aveludada e encantadora de Véia, que acompanhada de Spencer, fez jus a esse grande clássico do cancioneiro mela-cueca. Não vou nem me prender ao fato de que teve beijo Klaine no meio da performance, porque minha felicidade com essa canção é grande demais para deixar que qualquer elemento externo a estrague. Palmas lentas para a escolha.
Cotação em Raiders: 



"Father Figure" - George Michael: Roderick with New Directions
Gosto da voz de Roderick e a música está na mesma toada das outras, mas dormi. Faltou sentimento.
Cotação em Raiders:


"All Out of Love" - Air Supply: Mason McCarthy and Madison McCarthy with New Directions

Já era fã de Mason desde sua performance de Alanis e agora me tornei de Madison também. As vozes dos dois são maravilhosas, combinam muito e caíram como uma luva para este que também é um hino romântico cafona do mais alto escalão. A barra de Sue perdendo o papel de princesa Leia, Vivian de Uma Linda Mulher e Scarface foi um belo complemento.
Cotação em Raiders:

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3 comentários

  1. Léo me representando muito nas reviews dessa temporada. Só discordo de Father Figure porque amo essa música e achei bem bonitinho com as outras duas. <3

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  2. A voz do Leo não combina com a cara dele!! hUHAUHAUHA Voz de Brucutu cara de ursinho!

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