American Horror Story: Hotel 5x06/07: Room 33/Flicker

segunda-feira, novembro 09, 2015


The Narrator?

Eu já devia ter aprendido, há muito tempo, que nada em AHS é em vão. Tudo é uma referência, tudo é uma pista. Nada deve ser ignorado. Quando a Condessa e Donovan assistem a Nosferatu na premiere, deixei passar batido como se não significasse nada. Inocente, eu. Titia Ryan não solta coisas do tipo a menos que tenha intenção de usá-las. E claro que isso teria relação com a origem da Condessa.  
Hotel é uma temporada sobre renascimento. Sobre como a morte não é necessariamente um fim. Para quem conhece a história de Rudolph Valentino e sua filosofia sobre a morte, sabe que a temporada vem trazendo muito dela. O ator dos anos 20, interpretado por Finn Wittrock como o criador da Condessa, dizia não temer a morte e acreditava que ela é "apenas o começo da própria vida". Ele também era amado pelas mulheres, o que explica o fascínio da Condessa por ele. Sua morte fez com que algumas fãs se suicidassem, assim como a Condessa pensou em fazer. Ela então é salva por March e se casa com ele, apenas para ter algum outro propósito na vida. 
É interessante como a Condessa vem mostrando uma certa vulnerabilidade. A interpretação seca de Lady Gaga vem abrindo espaço para algumas expressões até então desconhecidas. Claro que a interpretação dela é mais teatral e tudo parece um clipe de Lady Gaga mesmo, mas podemos notar, por exemplo, a preocupação dela quando seu filho Bartholomew é descoberto, seus sentimentos para com ele (excelente a referência aqui, a Condessa indo até a Murder House para que o Dr. Charles Montgomery fizesse seu aborto, mas sem sucesso), que lembram muito Constance com seus filhos, o deslumbre que ela sente nos flashbacks com Valentino, as interações com March e Liz Taylor.  
Por falar em Liz Taylor, temos aqui um outro tipo de renascimento. Não o renascimento vampírico pelo sangue, mas um mais humano e bonito. Sempre achei Liz Taylor meio apagada, sem relevância, o que era uma pena considerando o potencial dela. Mas claro que Titia Ryan exploraria sua história. Ele jamais ignoraria esse discurso sobre identidade de gênero, um assunto que vem aos poucos ganhando mais espaço, mas está longe de ultrapassar a ignorância das pessoas. A Condessa a vê pela mulher que ela é, e Tristan também. O relacionamento dos dois é uma surpresa maravilhosa, assim como o motivo que os une. Liz é vista por Tristan como sempre quis ser vista por um homem, em vez do preconceito. Tristan é visto por ela além de sua beleza, com novas camadas de sua personalidade sendo desvendadas. Mas inocência demais de Liz achar que a Condessa deixaria passar a traição. Dennis O'hare estava ótimo o tempo todo, fazendo de Liz Taylor minha personagem preferida que ele já interpretou. 
John vinha sendo um pé no saco até que as suspeitas começassem a apontá-lo como possível assassino dos 10 mandamentos. Faz todo sentido esse plot Clube da Luta. John vem se perdendo mentalmente cada vez mais e é totalmente possível que ele seja o assassino. A propósito, de que outra forma se justificariam os 10 mandamentos na abertura? Afinal, a revelação pode parecer tão distante quando na verdade esteve tão perto o tempo todo. Wren veio para reforçar essa teoria. Além de confirmar que o assassino é um homem (e, considerando os personagens masculinos e que March não pode sair do hotel, nenhum outro além de John faria tanto sentido), ela bem poderia ser mais um produto da mente de John, podendo ser uma de suas múltiplas identidades. Amante que sou de Clube da Luta e dessa premissa, sou suspeito para falar, mas eu adoraria se a trama trilhasse por esse caminho.

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