The Good Wife 3x15: Live From Damascus

terça-feira, fevereiro 28, 2012



De fato o perigo não havia passado.

Quando o episódio anterior de The Good Wife terminou, tive uma pequena dúvida sobre se aquele era de fato o fim da ameaça para Will. Não era, e isso me surpreendeu. Ainda mais inesperado foi a continuidade imediata da trama, com esse novo capitulo começando no exato momento em que o outro se encerrava.
A reação de Will ao processo do Comitê Disciplinar foi interessante de observar. Embora ele decida aceitar o acordo oferecido, se afastando do direito por seis meses, fica óbvia a existência de um conflito nele. Se por um lado ele sabe que é a melhor saída aceitar o que lhe foi oferecido, já que ele não poderia prever a decisão do comitê, por outro ele não consegue esconder sua vontade de lutar.
Will decide contrariar a vontade de um cliente cujos interesses ele defendeu no passado em circunstancias parecidas — Patric Edelstein, que aparece brevemente nesse episódio usando seu computador numa reunião com Will —e adota uma postura mais agressiva no tribunal. Toda a reação é muito compreensível uma vez que ele nunca foi mostrado se acovardando diante de uma situação, é como se a parte que aceita o acordo, seguindo a lógica, brigasse com o lado mais passional, com cada faceta da personalidade de Will se revelando em areas distintas.

O caso da semana é uma continuação pouco inspirada do episódio da temporada passada, Great Firewall, que também envolvia uma disputa indireta entre Patric e Neil Gross. Tematicamente, como de hábito, o assunto abordado é um reflexo do mundo real, mostrando os protestos contra os regimes ditatoriais e as responsabilidades da empresas que sustentam com tecnologia as técnicas opressivas desses governos.

Infelizmente as possíveis discussões sobre a moralidade das ações de Neil e sua empresa são ignoradas, se limitando apenas a uma abordagem puramente jurídica da situação, questionando apenas a transgressão Chumhum — a empresa de Neil — do embargo imposto pelo governo americano.

Toda a história de Eli aceitando trabalhar na campanha da ex-esposa não teve muito desenvolvimento. As discussões são engraçadas, a briga dele com Stacy também, mas não basta. Essa trama já vem se arrastando a vários episódios sem chegar a lugar algum.

O final do episódio me deixou bastante curioso quanto ao futuro da série. O que vai acontecer? Will desaparecerá até a próxima temporada? Considero isso impossível, mas então como ele será mantido na série? Haverá alguma reviravolta? Dúvidas, muitas dúvidas foram deixadas por esse episódio, o que é sempre bom.

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2 comentários

  1. Este episódio foi bom demais. Duvido que o Will suma, mas acho que o Mathew Perry pode entrar para ser sócio no lugar dele pelo menos neste tempo de suspensão.

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  2. Quem sabe agora, com Will deixando de ser o chefe, ele volte a "pegar" Alicia! Acho que ainda existe uma boa tensão sexual entre eles, e a vida de Alícia está meio que largada às traças. A série é maravilhosa, mas os roteiristas estão deixando de focar na Boa Esposa e se concentrando somente no escritório. Não que eu ache isso ruim, aliás é até uma boa saída, mas eles precisam saber dosar.

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