Private Practice 5x22: Gone, Baby, Gone (Season Finale)

sábado, junho 09, 2012




Um ótimo Season Finale para uma deliciosa temporada.

Com grande pesar, tenho que dar um “até logo” para Private Practice, terminando agora seu quinto ano na ABC. É provável que essa tenha sido a segunda melhor temporada da série até aqui (a melhor temporada, sem dúvida, é a segunda), dito isso, fico com o coração bem apertado em saber que a próxima temporada provavelmente será a última.

A maioria dos arcos do quinto ano foram bem desenvolvidos e bem coerentes com a realidade de casa personagem. Até quando não aguentava mais Pete e Violet (na minha concepção, o pior casal da série), acabei entendendo que, mesmo com todos os baixos no relacionamento dos dois, o amor fala mais alto e a gente faz qualquer coisa para passar por cima de qualquer problema que esteja acontecendo em tal momento.

Essa temporada, porém, se resume a dois nomes: Caterine Scorsone e KaDee Strickland. Ou seja, Amelia e Charlotte, respectivamente.

Não há dúvidas de que Charlotte é a melhor personagem de Private Practice. A trajetória dela, de uma mulher completamente odiada a esposa, de um cachorro (porque marca o território) à única confidente da mãe do filho de Cooper, não tem como pensar em odiar essa personagem que é simplesmente incrível, principalmente por causa de toda a barra que ela já passou na vida. Acaba fazendo o que acha que é necessário, mesmo que seja completamente doloroso.

Com o tempo, Mason iria acabar conseguindo lidar com a perda da mãe e Charlotte estaria lá para ajudá-lo à qualquer momento. Quando ele finalmente mostra que entende esse novo relacionamento entre os dois e decide chamá-la de “mama”, foi bem emocionante. Principalmente porque Charlotte deve ter percebido que tudo o que ela passou, de alguma forma, não importa mais - Ela tinha algo bem mais bonito e gratificante: ela virou uma mãe.

Gosto de como as histórias são desenvolvidas em Private Practice, até chegar a um final de temporada bem coerente e emocionante.O desenrolar da história de Amelia, durante toda a temporada, foi muito bem construído. Vimos todos os estágios que Amelia precisou passar para finalmente entender que ter um bebê anencéfalo pode ser algo positivo. Mesmo que a personagem acredite que doar os órgãos é uma coisa horrível e impensável, de alguma forma, me fez gostar mais ainda da personagem. Acho que a força de vontade de Amelia é algo para ser comentado por muitos e muitos anos. Não sei se outra pessoa em uma situação daquelas conseguiria passar por tudo isso. Por isso, a atuação de Caterine se mostrou magistral durante toda a temporada.

A questão do bebê unicórnio também levou os nossos queridos médicos a debaterem se usarem os órgãos do bebê, logo quando ele nascer, é assassinato ou não, uma vez que se pensarmos bem, o bebê estaria morto, de qualquer jeito. Não conseguiria levar uma vida normal, não conseguiria chorar e nem ao menos andar. É uma daquelas discussões que sempre acontece na série e também é o que a torna tão especial e controversa.

Entretanto, o drama não parou por aí. Ainda havia muito para acontecer, principalmente no triângulo amoroso da série. Ou melhor, quadrado amoroso (Henry é provavelmente o melhor ‘homem’ da vida de Addy, ela que ainda acha que precisa de outro). De um lado, entendo a necessidade da personagem em conseguir um parceiro para a vida, mas se pensarmos bem, tudo o que ela realmente queria era um filho.

Por isso, seria bem mais aceitável se Addy não se casasse com Sam. Primeiramente, o personagem está completamente perdido dentro da série (até agora não compreendo o motivo pelo qual ele demorou quase o episódio inteiro para mudar de opinião sobre a cirurgia, uma vez que estava na cara que precisava passar por cima de qualquer barreira por Amelia) e seu desejo de voltar com Addison é puro egoísmo. Antes, Sam não queria ter outro filho, não se importava com o que a ruiva queria, só pensava em si mesmo. Ele quebrou o coração da médica, não quero vê-la aceitando o pedido de casamento de forma alguma.

Queria que Addison se tornasse uma mulher independente, uma vez que já conseguiu o que tanto queria - um filho. A outra solução, claro, seria Addy se acomodando com Jake. O médico é bem mais sensível do que Sam e sempre a apoiou no que precisava, mesmo não achando que era o certo. Sam precisa entender que a fila andou e que seu timing não foi lá um dos melhores.

Estou bastante feliz com o final da temporada. Terminaram o episódo com um cliffhanger de matar os fãs de Jaddison, mas conseguiram manter os arcos que foram desenvolvidos durante todo o ano e ainda conseguiram dar um fechamento para todos os outros personagens. Torço para que Private Practice venha com seu sexto ano e faça algo mais bonito do que essa temporada que foi, no mínimo, excepcional.

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2 comentários

  1. Espero que Addie fique de namorinho com Jake, mas nada muito sério porque quando a seérie acabar quero ver ela de volta em Seatle pra pegar o Mark que agora tá viuvo de Lexie hehe. Addie sempre foi minha preferida pro Mark.

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  2. Minha reação, ao terminar de assistir o episódio, foi ir até o quarto e gritar pro namorado: Se a Addie casar com o Sam eu largo essa porra! Ele que não assiste a série, caiu na risada. Já qualquer um que ainda acompanhe PP, entenderia minha revolta. O Sam, que já foi o cara mais sensato da série, deixou de fazer sentido faz um tempo. Nunca gostei da relação dele com a Addie - tolerei por um tempo, mas quando começou essa putaria de termina e volta, minha paciencia acabou. Concordo que o melhor seria que ela ficasse sozinha, mas, se é mesmo pra ficar com alguém, que seja o Jake.
    Finda a exposição da minha revolta, voltemos a vaca fria. No mais, concordo com tudo que você disse. Amelia e Charlotte, lindas e incrivelmente maduras em seus plots.
    Apesar de ter gostado da temporada, ando desanimada com PP e não choro se a próxima temporada for a ultima. Só peço pra que mantenham o bom nível dos ultimos episódios exibidos.

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