Homeland 2x05/06: Q&A / A Gettysburg Address

domingo, novembro 11, 2012




2x05 – Q&A

Quando forem concorrer ao Emmy, Claire Danes e Damian Lewis devem mandar esse episódio para representar o trabalho deles. Num episódio fortemente baseado na atuação de seu elenco, se seus atores fossem ruins, seriam cinquenta insuportáveis minutos ou brilhantes, caso protagonizado por interpretes talentosos. Homeland obviamente se enquadra na segunda categoria.

“Nós estávamos enganando um ao outro”, Brody diz em certo momento do interrogatório quando Carrie pergunta se ele sentiu algo por ela e ouve dela “Não, eu não estava. Não o tempo todo”. Essa dinâmica de fingimento e honestidade que governa a relação dos dois é essencial para que as longas sequencias de interrogatório se mantenham tensas.

Quando eles conversam, é apenas um truque ou estão sendo sinceros? De um lado há Carrie, que controla totalmente o interrogatório (muito graças a excelente maneira como Quinn cria a situação do bad cop good cop) numa mistura de declarações verdadeiras sobre seus sentimentos e técnica para que Brody confesse. Ele por sua vez parece irredutível na sua negativa mas as poucos vai se desmanchando, ao ponto dele surgir encolhido dormindo no chão da sala de interrogatório numa cena que simboliza toda sua fraqueza naquele momento.

É incrivel pensar que um episódio tão bom e que não deixa a atenção do espectador escapara por um segundo passe mais de sua metade num unico cenário mostrando apenas o confronto entre seus personagens principais. Essa é uma grande declaração de como trama foi bem construida nos dezesseis episódios passados, por que só é possivel ver tanto significado nas conversas de Q&A por que conhecemos tão bem as histórias daquelas pessoas.

2x06 - A Gettysburg Address

Nesse sexto episódio Homeland parecia num piloto automático. Exceto por alguns momentos, tudo foi bastante esperado. Essa morosidade não é algo tão terrível afinal não dá para todos os episódios serem como Q&A, mas quando uma série mostra semana após semana episódios incríveis, o excelente se torna apenas entediante.

Houve alguns momentos que denunciam acontecimentos futuros, como o inevitável fim do casamento de Brody e Jessica, por exemplo. As peças para isso estão todas lá: as brigas recentes, a mentira sobre ele estar trabalhando com Carrie que muito provavelmente será descoberta em breve e agora a suspeita de que ele matou Tom Walker. A questão que fica é qual será o papel dela na trama caso ela descubra toda a verdade sobre o marido. Poderia ela ficar tão envolvida na farsa de Brody como um agente duplo e acabar morta?

Quinn é outro que me deixa com perguntas em aberto sobre seu futuro. O que ele tem contra Brody? As discussões dele com o sargento soaram exageradas nesse episódio. É difícil saber se ele tem algum problema com ele além da simples desconfiança ou se ainda esta atuando, tentando manter a mesma dinâmica do policial mau/policial bom do interrogatório — o que não parece estar mais funcionando tão bem, como Brody deixa claro na cena dele com Carrie no carro —.

E Dana? Por que dar tanta atenção a uma trama aparentemente desconexa de todo o resto? Esta ficando cada vez mais obvia a incapacidade dela de manter o segredo sobre o atropelamento. A única importância que essa trama poderá ter no futuro que consigo enxergar nesse momento é a descoberta do atropelamento pela imprensa, criando uma crise para o vice-presidente obrigando-o a não se candidatar a presidente. Como isso afetaria Brody: ou ele teria uma chance de se tornar candidato a presidente ou sua carreira política afundaria por tabela.

Terminando com um raro exemplar de cena de ação na série,  fica a dúvida sobre o que estava naquela caixa que motivou uma ação tão agressiva dos comandados de Abu Nazir para recuperá-la.

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