Switched at Birth 1x30 (Season Finale): Street Noises Invade the House

quinta-feira, novembro 01, 2012


Game over.

Se você está aí, olhando para o título do episódio e tentando entender como é possível que essa tenha sido a Season Finale de Switched at Birth, bem vindo ao clube. Também estou aqui, na mesma situação e só posso dizer que essa é a emissora mais maluca dos EUA, que promete temporada de 32 episódios e resolve encerrar tudo no trigésimo. De acordo com o site da ABC Family essa foi a Finale da 1ª temporada da série, que retorna para o segundo ano em sete de janeiro.
Do ponto de vista da trama, porém, a decisão não é nada absurda. Esse episódio tinha total clima de desfecho, encerrando diversas tramas que correram soltas nessa temporada e abrindo um novo leque no final, com direito até a cliffhanger. Antes de saber que esse era o episódio final, disse para mim mesma: “parece episódio final”. E era. Estou ficando adivinhona.
Para começar, não faria nenhum sentido fechar a história do tribunal se esse não fosse o último episódio. Descobrimos, afinal, porque queriam que Kathryn depusesse e foi uma jogada de mestre. Não esperava que o livro e o depoimento dela acabassem com ganho de causa no valor módico de: UM (mísero) DÓLAR. A dica é para todos nós. Se um dia for processar alguém para ganhar uma bolada nunca diga que dinheiro é o de menos e que você não precisa daquilo e doará tudo para caridade.
John e Kathryn venceram e perderam ao mesmo tempo, mas não dá para negar que as palavras de Kathryn foram emocionantes. Como alguém espera que ela diga que não gostaria de ter criado Bay? Isso significaria que ela nunca amou a filha ou que deixou de amá-la assim que descobriu a troca e essa série é sobre como um incrível drama pode te levar a ganhar nova perspectiva familiar.
A sambada maior foi ver Angelão virando o melhor partido do bairro. Se ele já tinha a relação candidatas por vaga mais alta da série, imaginem agora, com cinco milhões no bolso? Tanto é que o cliffhanger é com a aparição de uma possível amante, que carrega um baby Angel em sua barriga. O certo seria que Bay e Daphne ganhassem essa grana, porque no fundo, as lesadas são elas, mas tudo bem. Aposto que a riqueza de Angelão não dura muito, porque vão começar a aparecer filhos e mais filhos que ele produziu nesses 16/17 anos. E também temos a questão do “fica”, porque uma vez rico, Angelão poderia simplesmente desaparecer. O que vai segurá-lo é o fato de que não pode sair do país, por enquanto.
Depois de meses sem qualquer menção ao assunto, eis que TOBAGINA volta a atacar. Toby estava sedutor, ao tocar o ombro de Regina, dizendo que ela agora também é muito rica e possui metade dos cinco milhões. Mas Toby diz isso sem interesse. Ele apenas quer o bem de Regina, seu amor secreto.
E já que chegamos a falar de romance, eis que o de Daphne com pedochef Jeff não durou nadinha. Fiquei com pena porque ela já tinha até gastado dinheiro em anticoncepcional e nem pode fazer valer a cartelinha. Scubba realmente estragou tudo com seu recalque, criou climão no trabalho e fez Daphne e Jeff ficarem a perigo com seus empregos. Daphne, doidinha, resolve que homem é mais importante que picar salsinha e simplesmente se demite.
A discussão dela com Regina naquele banheiro foi ótima, inclusive porque é exatamente essa a opinião de abuelita Adrianna, que continua sendo uma sogra má, mesmo com Angelão cheio da bufunfa.
Falando em Angelão, eis que ele reage como PAI de Daphne. Parabéns aos roteiristas da série, por serem os primeiros do canal a realmente mostrar o absurdo que é um cara de quase 30 anos ficando com uma estudante de 16 anos. Não importa o quão maduras as meninas pareçam. No fim das contas, Daphne mostra sua fragilidade e age de acordo com a idade que tem, indo chorar nos braços de Kathryn.
O momento de rebeldia de Bay também chega ao fim e honestamente, dou graças a Deus. Acho ótimo o foco na arte de rua e no que isso representa para ela, mas aquela história de Bay se achar a marginal é absurda. Ela foi criada a pera com leite, cheia de mimos, mordomia e compreensão. Tudo bem que as mudanças em sua vida (e de Daphne) foram radicais, mas nada justifica ela ficar revoltadinha e se meter em lugares duvidosos, com companhia mais duvidosa ainda, só para mostrar que é do gueto e muito diferente dos Kenish.
Aproveitando o momento de reaproximar Bay e John, em uma conversa bem simples e honesta, eis que Emmett pode ganhar uma nova chance. Se até Toby já está numa banda com ele, se Kathryn já o chama para pedir ajuda e John discute problemas familiares com Emmett, só falta Bay perdoar e trazer de volta nosso casal favorito, E-Bay. Ainda não rolou, mas o clima está propício. Além do mais, tinham que nos deixar pendurados para a próxima temporada, não é mesmo?
Mesmo com calendário estranho e número de episódios claudicante, a experiência de acompanhar Switched at Birth durante esse primeiro ano foi uma grata surpresa. Emocionamos-nos, rimos e aprendemos muito com essa série que derruba barreiras de preconceito e mostra os deficientes auditivos de forma direta e sem tratá-los como coitadinhos.  Além de ser nossa fofurinha, essa é uma produção que soma informações bacanas à história, sempre bem desenvolvida, com episódios extremamente estáveis em qualidade. Até janeiro de 2013!

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2 comentários

  1. é eu q to doida ou faz uns 2 ou 3 anos que essa série ainda tá na primeira temporada?

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  2. Olá! Meu nome é Robin sou dono do http://seriespremium.org , Aceita parceria de link ?

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