1600 Penn 1x02 / 1x03: The Skiplantic Ocean / So You Don’t Want to Dance

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Acredite ou não, é assim que muitas leis são aprovadas.

Saudações, cidadãos e cidadãs de nossa amada comunidade seriadora! É com muito orgulho que assumo agora as reviews de 1600 Penn. Prometo me manter fiel aos leitores e honrar os acessos ao blog, sempre com uma opinião clara e bem humorada.

(Nesse momento, algum cantor famoso entra e canta uma música qualquer, pode ser o hino do pais ou até “The Name Game” #AmericanHorrorStory).

Bem gente, brincadeiras a parte, o Jefferson que até então era o responsável por “1600 Penn”, estava com uns problemas de falta de tempo e precisou abandona-la, assim, eu mais do que depressa aceitei a vaga. Pra quem não me conhece, me chamo Édipo e escrevo também para Bob’s Burgers, sintam-se à vontade para comentar, criticar e até mesmo me adicionar no Facebook. Estou sempre às ordens, afinal, agora sou o “presidente” dessa humilde série, embora não saiba por quantas temporadas, uma vez que estamos diante de uma bomba que tem tudo para estourar ou mascar de vez.

1x02: The Skiplantic Ocean

Para deixar tudo nos trilhos e sem atrasos, essa será uma review dupla. Se bem que o termo “dupla” serviria para definir as opiniões geradas por esses episódios, cheios de altos e baixos.

Logo depois do piloto onde descobrimos que Becca, a “primeira filha”, estava grávida de alguém desconhecido, ficou a incógnita de como a família e o país receberiam e lidariam com a notícia.

Como já era de se esperar, as coisas não correriam bem e muito menos seriam fáceis. Pra começar, a noticia foi dada através de uma gravação que vazou, onde ela desabafava com a madrasta, dizendo que estava grávida e como isso tinha acontecido. Parece que a garota só estava afim de esquecer uma desilusão amorosa e acabou mesmo é com uma “lembrança” no ventre.

Dai por diante, o episódio se resumiu na família tentando minimizar os escândalo de proporções mundiais. Foi engraçado ver como a imprensa pode destruir alguém, haviam até fotos de como a menina ficaria com uma barriga de 7 meses sendo divulgadas.

Como não poderia deixar de ser, Skip, o irmão mais velho, precisava fazer algo estúpido (mas com todas as boas intenções do mundo, claro). O rapaz fez um discurso que só deixou tudo pior e ainda matou a irmã de vergonha.


Mas como já dizia o meu pai, o que não tem remédio, remediado está. Então eles optaram por aceitar a situação e levar tudo com naturalidade (na medida do possível, claro). E para por fim em toda a base de boatos, o senhor presidente fez um discurso “de verdade” onde dizia que apoiaria a filha e ainda criticou de leve o trabalho dos jornalistas, que estavam mais interessados na gravidez de uma garota, do que nas ações que o país tem tomado com relação ao terrorismo.

Embora esse episódio não tenha sido engraçado, na verdade não chegou nem perto disso, posso dizer que não foi de todo ruim. Gostei muito da crítica feita sobre a imprensa e aos meios de comunicação, mostrando que muitas vezes, “jornalismo” é só um nome bonito para “fofoca”.

1x03: So You Don’t Want to Dance.

Daí, temos o terceiro episódio. Felizmente, a carga de humor foi aumentada consideravelmente e o plot da filha grávida foi um pouco deixado de lado, dando espaço para Emily, a primeira dama, mostrar que não é só um objeto bonito que anda sempre do lado do presidente.

Ela andava incomodada com toda a imagem que estavam fazendo dela. Sempre que ia dar uma entrevista ou prestar algum esclarecimento importante, ninguém se importava com nada que dizia ou propunha, só se interessavam pelo o fato de que ela era formada em dança, estava em muita boa forma e se vestia muito bem. Não davam a mínima por ela ser formada em direito e ainda ter advogado por quinze anos, por exemplo.

Era como se achassem que ela só estava lá para ser a mulher bonita e perfeita do presidente. O que é claro, não procede, uma vez que a primeira dama tem um papel fundamental no governo de um país. Sim, não recebem salário, mas tem seus próprios funcionários e cuidam de importantes projetos sociais e até educacionais, elas meio que se tornam “mães das grandes massas”; claro, não tem grande autonomia, na verdade se pararmos para pensar, nem o próprio presidente desfruta desse privilégio e esse episódio mostra bem isso.

Emily tinha um projeto muito bom, com fins educacionais e que definitivamente melhoraria a vida dos estudantes. Lógico que se espera que algo assim seja aprovado de primeira, mas como descaso e corrupção não são exclusividades brasileiras, ela encontra resistência por parte de alguns senadores que na verdade não dão a mínima para a população.

As coisas estavam empatadas, e tudo dependia do voto de um senador em especial. Um senhor numa cadeira de rodas, racista, machista e mal educado, que nunca contribuiu em absolutamente nada para com a sociedade. E não seria dessa vez que ele mudaria, nem quando o próprio presidente juntamente com a esposa fizeram um discurso cheio de meias verdades sobre ele o homem mudou de ideia.

Daí, o jeito foi a primeira dama usar os seus talentos artísticos para dança e com a ajuda de Skip formar uma roda de espectadores onde o homem não conseguisse sair para votar (eu sei que parece confuso falando assim, mas imagine Emily e Skip dançando tango com um grande número de pessoas em volta assistindo e o homem tentando sair do meio daquilo tudo com sua cadeira de rodas).


Por fim, o projeto é aprovado e a primeira dama parece finalmente receber o reconhecimento que merece.

Mas as coisas não param por ai, num plot mais afastado, descobrimos quem foi a desilusão de Becca antes de engravidar, e foi uma baita surpresa! Embora revendo os episódios anteriores, vi até algumas pistas... É o Marshall, o secretário de imprensa do presidente!  Eles tinham um caso escondido.

E ainda nesse mesmo episódio temos Skip tentado a todo custo namorar uma asiática que fica encarregada das correspondências da Casa Branca. Mas estamos falando de Skip, nada com ele é tranquilo, tudo acontece de um jeito torto e bem humilhante, tanto que mais uma vez o cara se expos ao ridículo, dessa vez, pedindo a garota em namoro na frente de todos e levando um baita “não” (mesmo que depois ela volte e olhe para ele com uma cara de quem tá afim e é só questão de tempo).

Fiquei surpreso com esse S01E03, me peguei rindo de algumas situações, claro, ainda está longe de ser algo que conquiste uma base fiel de fãs e pode ser que nem seja renovada, ainda mais com essa onda de cancelamentos de algumas séries relativamente boas. Mas acho que esse terceiro episódio mostrou que 1600 Penn tem potencial e pode render coisas boas. Até mesmo porque a ideia é ótima, de verdade! Acho que estão abordando certos pontos da política internacional de uma forma impressionante e acredito que muitos nunca imaginariam que as coisas acontecem daquele jeito.

Só está faltando mesmo é investir pesado em saúde, educação... Digo, humor.

Até mais!


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