The Following 1x02: Chapter Two

terça-feira, janeiro 29, 2013


Falha humana. Ou não.

A primeira coisa que se pensa ao criar uma série é como a história apresentada no piloto será desenvolvida ao longo de três, quatro anos ou mais. Sendo assim, o roteirista-chefe não pode deixar o público desconfiar da consistência de sua trama no segundo episódio do programa. A menos que o faça intencionalmente, claro.

Essas incertezas criadas pelo roteiro de Kevin Williamson estão concentradas no fator humano do plano de Carroll. O episódio passado foi muito competente em demonstrar ao espectador a frieza e precisão das ações de Joe, mas o que podemos esperar de seus acólitos? Afinal, são fanáticos que seguem a doutrina de Carroll para preencherem seus vazios existenciais e, como todo fanático, são ótimos em executarem ordens diretas de um líder, porém incapazes de agirem por si próprios sem gerar um conflito interno e traírem suas condições servis.

Então, por que o frio e calculista Joe Carroll deixou nas mãos do instável Jordy Raines o destino de duas peças-chave do ainda-não-revelado grande plano? Ou será que deixou?

Como eu disse antes, o roteiro da série nos deixou claro que Joe Carroll planejou muito bem seus atos. Contando com a confiança que tenho no criador e na premissa da série, é fácil concluir que Jordy pode não ter sido o único follower presente na cena, afinal tinham todos aqueles FBIs do lado de fora do quarto. Inclusive um deles... wait for it... ajudou Hardy a sobrepujar Raines de maneira indireta! Outro agente muito suspeito é essa Debra Parker, a especialista em cultos e religiões alternativas, que substituiu a agente Manson como chefe das investigações, mas a cena na qual ela entrega um livro de contos de Edgar Allan Poe para Joe foi óbvia que talvez não signifique muito.

Em paralelo, Emma, Jacob e Paul (as reais identidades de Denise, Will e Billy) mantêm Joey Matthews escondido em um lugar remoto. Por conta de sua conexão com o garoto, Emma o convence que foi mandado para longe por ordens de Claire e que a mesma pediu para não contatá-la. A maneira como a ambiguidade foi construída na cena em que Joey sai correndo do carro e é perseguido por Jacob foi excelente, mérito de Marcos Siega que dirigiu o episódio. O passado de Emma e o início de sua relação com Carroll e Jacob são explicados através de flashbacks, revelando-nos uma personagem muito interessante.

Mesmo se tratando de uma série investigativa, Kevin Williams não abre mão de seus habituais triângulos amorosos: além de Ryan-Claire-Joe, agora também temos um provável Emma-Jacob-Paul, sendo Paul a “terceira roda” do trio. Outro grande clichê de Willimas foi a cena que Hardy é atacado por um fantasiado, idêntica a várias presentes em um sem número de slasher films. Porém ambos soam mais como autorreferências do que muletas de roteiro se levarmos em conta a riqueza de detalhes de toda a trama. 

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1 comentários

  1. Só? acabou a review!! Tava gostando, poderia ter sido mais comprida...

    Achei bem interessante esse seu questionamento, até que ponto o fator humano, dos seguidores, irá influenciar no plano de Joe?

    Okay, tenho que confessar, embora a cena do mascarado seja uma das coisas mais clichês, principalmente de Pânico, tomei um susto! kkkk

    E é isso que eu gosto na série... muita gente reclama de alguns clichês e até da trilha de suspense mas para mim é isso que esta fazendo as coisas boas.
    Não é só uma série policial ou de terror é uma série de suspense GENTE... peloamor os elementos tem que gerar tensão mesmo! kkk

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