Criminal Minds 8x16: Carbon Copy

sábado, março 23, 2013


Já dizia a Lei de Lavoisier: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Mas como proceder quando a réplica, em todos os aspectos possíveis, supera a original?

Criminal Minds, neste episódio, se comporta como ambas as partes. Reciclando uma das fórmulas mais batidas de seu próprio conteúdo - o assassino "copycat", aquele que imita o modus operandi alheio por admirar "coleguinhas de profissão" ou por ainda não ter uma assinatura própria - , a série recupera o fôlego e a continuidade, ambos elementos extremamente raros em séries que ultrapassam a 5ª temporada, em especial procedurals. O crédito por tal proeza pertence a um mistério quase lostiano: um assassino denominado Replicador (ou simplesmente Copycat), sobre o qual pouco se sabe e de nada se tem certeza, desde a season premiere.

O Replicador tem um caso de vingança até então incompreensível contra a BAU, e demonstra isso através da reconstituição sistemática de casos antigos de Rossi e companhia - além, é claro, de distribuir as já tradicionais ameaças, conectadas especialmente pelo termo "Zugzwang", uma espécie de momento em uma partida de xadrez em que o jogador sabe que, inevitavelmente, levará um xeque-mate. Então, quando surge um caso reconstituindo outro assassinato antigo solucionado pela equipe, o caminho logicamente certo seria crer que se tratava do tal Replicador, não?

Pelo menos, tudo apontava para essa direção - em especial a fotografia ensanguentada de Hotchner em cima do cadáver de uma das víitimas. Porém, se há uma coisa que as séries policiais nos ensinaram, é que pegar o unsub antes de 30 minutos de episódio, quase invariavelmente, significa nada menos que merda - muita merda.

Aqui não podia ser diferente. O verdadeiro serial killer da vez tinha lá seus motivos especiais para replicar especificamente aqueles assassinatos, já que fora o principal suspeito na investigação da matança original, tendo sua vida praticamente arruinada pelo erro de julgamento dos agentes federais. É claro que tudo isso não era só extremamente previsível, como se encaixava perfeitamente no perfil do tal Replicador, de forma  que ninguém esperava que a equipe errasse de novo.

Ficou muito, muito óbvio, que o maior "zugzwang" do episódio era Donnie, o tal copycat das enfermeiras, e seu suicídio por overdose de barbitúricos simplesmente deixou a BAU ainda mais empacada no caso do Replicador, e abriu prenúncio para uma segunta metade da temporada não menos que incrível. Ele era, parafraseando um certo padeiro, "nada mais que uma peça nos Jogos" do Replicador. Foi siplesmente muito fail ir todo mundo pegar um lanchinho ali no trailer da esquina e largarem um assassino quase confesso completamente sozinho para fazer uma ligação no mínimo inusitada, mas já que é para aumentar o suspense, dá para perdoar. O que não dá para perdoar, mais para o final do episódio, é a leve ingenuidade de Morgan, acreditando que iriam mesmo pegar o Rerplicador, a despeito de não gostar e achar que estavam "indo exatamente para onde ele quer". Foi um momento apenas desnecessário e sem-graça.


Sou a única que não suporta a Strauss de jeito nenhum? Sendo naturalmente chata ela é chata, tentando ser boazinha ela é um porre. Se existe alguma alma viva que gosta dela... Por favor, apresente-se.

Sou a única que também não gosta da Blake? Okay, Jeanne Tripplehorn é uma ótima atriz e está fazendo um ótimo trabalho tapando a cova  o buraco que Paget Brewster deixou na série, mas a personagem dela sabe muito e age pouco. Talvez o fato de o Replicador iniciar suas atividades no mesmo período em que ela entrou para a BAU signifique alguma coisa, o que seria ótimo, porque o plot "guerrinha" ela vs. Strauss está flopando tudo. Quero Prentiss de volta com sotaque britânico na season finale.

O resto da BAU teve o seu desempenho mediano, exceto por Reid e JJ, abalados pela provocação direta. Hotch também foi provocado, claro, mas ele mal pisca - esboçar uma reação depois de já ter sido explodido, quase assassinado, assistido a morte da esposa, assassinado o assassino da esposa... Enfim, depois de tanta zica, reagir a uma foto é para os fracos, e disso ele passa longe.

"Carbon Copy" terminou com um cliffhanger que poderia ter sido o de uma season finale, mas - eba - não é,  obviamente. O hiato acaba dia 30, e, com ele, talvez recebamos algumas respostas. Talvez... A perspectiva de um mistério perdurando me deixa ansiosa pelo próxio episódio de uma forma que não me lembro de ter ficado desde o "Not Penny's Boat" (já fazem o quê, seis anos? Caramba...), e não vejo forma melhor de segurar a audiência e o fandom no lugar, independente da série, do que implantar um mistério bem planejado. 

Acho que é "só" isso... Se você leu até o fim dessa review, faço minhas as palavras de Rossi: "Do you need a hug or something?".  


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2 comentários

  1. Bom, gostei de sua review. E quero me apresentar... embora naõ goste lá muito da Strauss, eu gosto da serenidade sábia da Blake. Pelo visto vc é mais uma das milhares de pessoas que naõ suportam muito a substituição da Prentiss... Mas lembre: ela saiu porque quis... entaõ naõ vejo que culpa uma substituta tem disso...

    Gostei do episódio e acho que esse mistério vai nos render bons momentos. Vamos esperar para ver.
    Até mais
    Maria José

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  2. Realmente, você está certa - ela saiu porque quis. Mas ainda estou naquele primeiro estágio do luto, a negação. :P Tenho certeza que esse cliffhanger vai nos render um resto de temporada sensacional. Há tempos a série não tem esse fôlego, e ver uma renovação criativa depois de tanto marasmo é ótimo. ^^

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