The Mentalist 5x17: Red, White and Blue

sábado, março 23, 2013



Um caso da semana cheio de lições de moral.


O episódio que sucedeu a morte de Lorelei Martins não foi absolutamente nada do que eu esperava. Não que isso seja negativo. Red, White and Blue – título em referência à bandeira dos EUA, provavelmente – nos trouxe um Patrick diferente do esperado. Nada daquele Jane desligado de qualquer caso que não tenha relação ao Red John, o que seria previsível, depois de Lori levar o nome do serial killer para o túmulo e a Homeland Security ficar feito abutre em cima de Lennon, a atual chave para a questão. Na verdade, o mentalista estava do jeito que geralmente é: cheio das piadinhas, sarcasmos e travessuras. Um ponto positivo do capítulo, eu diria.

Supreendente também foi ver Lisbon cantarolando e fazendo um dueto de Kansas City com o consultor. A investigação e o episódio começaram muito bem, com a dupla sambando na cara do Tenente Lewis, que achou que poderia pegar o caso apenas por ser do Exército.

A propósito, o caso da vez: a jovem soldada Lucy Greene (April Billingsley) foi encontrada morta em um beco, com a jugular cortada. Os “colegas” do exército deram depoimentos de que era uma moça muito decidida, que lutava pelo que acreditava, sem esconder o que pensava. Um perfil inofensivo e ao mesmo tempo, capaz de gerar inimizades. Logo, uma série de suspeitos começou a ser apresentada. Rose Suftin (Lily Nicksay), a única mulher da lista, despertou desconfiança de início. Patrick pareceu identificar algo sobre a soldada, mas deixou no ar, causando certo suspense. O rabugento Sargento Hawkins (Eddie McClintock) era tão do tipo troglodita que pareceu suspeito demais para ser culpado. Com a descoberta de que Lucy trabalhava em um hospital para soldados que retornavam da guerra, surgiu outro suspeito: o Dr. Bowman (Jim Holmes), que tentava disfarçar a vida desmoronada com uma postura falsamente descontraída. Dois pacientes de Lucy também figuravam entre os possíveis assassinos: Pete Coen (Jesse Luken), que tinha como alguma das sequelas um problema grave de amnésia e Jacob Lettner (Stephen Martines), que queria com fervor provar que podia ficar sem os medicamentos e voltar ao convívio normal. O tenente Lewis também não escapou da dúvida.

Um dos possíveis motivos para o crime, a princípio, parecia ser o fato de que alguém havia feito queixa anônima de assédio sexual ao sargento e Lucy tinha sido eleita como a provável autora, e estava ~sofrendo bullying~ dos colegas por isso. Ela era de fato a autora, mas a vítima era Rose. E Rose estava apavorada em revelar o molestador.

Entre os destaques da investigação, a rusga de Cho com o Sargento Hawkins. A química entre os dois não foi nada positiva e Kimball passou o episódio perseguindo o militar feito gato e rato. O saldo foi uma das cenas mais belas do episódio.

Como disse em princípio, foi um capítulo cheio de lições. As dificuldades dos soldados, especialmente após terem estado em campo de batalha e trazido uma bagagem árdua para o país que defendem, foram de emocionar e fazer refletir. Pete foi um personagem que exemplificou isso muito bem e apesar de ser só uma participação, a interpretação breve de Jesse Luken foi o suficiente para criar certo apego ao personagem. 

Quando Patrick, depois de causar muito, resolveu usar a estratégia de ativar as memórias de Pete por meio de alguns sentidos: paladar, audição e olfato, a investigação chegou ao ponto crucial. Mas, um parêntesis para a cena épica de Patrick comprando tacos e agradecendo com um espanhol megacarregado (“Gracias, señor”). Descobriu-se então que Pete fora a última pessoa a ver Lucy viva – logo após ter sido atacada por alguém que ele não conseguiu ver. E que em seguida, ele se esqueceu do que acontecera. Foi um momento triste e chocante do capítulo.

Em seguida, destaque pra Lisbon “querendo” que Pete fosse culpado, e Jane e Cho com dó do pobre soldado. Porra, Teresa!

O cerco começou a fechar para Lewis e Jacob, que tinham motivos evidentes para serem os culpados. Mas, Jacob seria ajudado por Lucy a encerrar o tratamento. E tanto ele quanto Lewis tinham álibis.
Para descobrir o culpado, Jane usou a técnica mais velha que andar pra frente de reunir os suspeitos, jogar uma isca e fazer com que um deles se incriminasse. Apesar de achar a tática divertida, penso que já está bastante batida. Bora inovar, sr. Consultor?

O desfecho não foi muito surpreendente. O Dr. Wilson Bowman tinha sido descoberto pela soldada em seu esquema de venda ilegal de medicamentos. Sabendo que Lucy era do tipo que defendia seus ideais e iria desmascará-lo, o simpático doutor cometeu a atrocidade e ainda pôs a culpa na esposa, de quem havia se divorciado. Simples assim.

O final de Red, White and Blue foi o que fez valer mesmo a pena. Amor eterno por Cho, que conseguiu fazer o sargento apoiar Rose e adotar sanções contra o babaca do tenente Lewis, pelo assédio sexual contra a moça. O momento em que Kimball chamou Hawkins e bateu continência para ele foi de dar arrepios, taquicardia e lágrimas nos olhos. Um beijo pra Tim Kang pela atuação bárbara.

Já não bastasse a emoção, o encerramento com Patrick ajudando Pete a recuperar as memórias foi emocionante e fez lembrar que não é só de sede por vingança que bate o coração do mentalista. Um capítulo para refletir, simplesmente.


PS: Rigsby ficou apagado dessa vez, hein? Volta Van Pelt!

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2 comentários

  1. Gostei da review. Até achei o episódio melhor depois de ler. Confesso que naõ tinha gostado muito dele não. Mas agora acho que nem foi taõ ruim.

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  2. Haha, sabe que a princípio também achei fraco? A cena final do Cho mexeu comigo, mas o resto tinha achado morno. Aí comecei a analisar, já pensando na resenha e notei detalhes que tinham passado despercebido. Que bom que consegui passar isso no texto. :) Obrigada pelo comentário!

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