The Walking Dead 3x11/12: I Ain’t a Judas/Clear

sábado, março 09, 2013



Era óbvio que Andrea desempenharia um papel importante em todo o esquema, mas infelizmente, ela não vai mudar e não vai entender que está jogando no time errado.


Já cansei de comentar o tanto que Andrea é burra, safada e cheia de amor para dar, mas tudo tem limites. Desde o início, fica claro que Andrea não tem ideia do que fazer - e, realmente, acaba fazendo nada. 44 minutos em sua grande viagem para a prisão, e ela acaba voltando para Woodbury para ter relações sexuais com o governador, ao invés de matá-lo. A sua libido é o que realmente determina sua lealdade.

Concordo que ela não foi bem tratada quando chegou à prisão, já que foi recebida pela sua antiga família de maneira bem fria, sem contar que julgaram ela sem nem ao menos deixá-la falar. É claro que se ela falasse alguma coisa também não ajudaria, já que ela claramente perdeu a cabeça. O que não posso perdoar é o fato de que Andrea está completamente alienada com as evidências na frente dela. Ela usa seu passado com a turma da prisão como uma razão para eles para confiarem nela, mas ela também acredita em tudo que o Governador diz em um piscar de olhos, em vez de confiar no que ela sabe sobre a família da qual ela já fez parte. Até poderia sentir pena de Andrea, mas não é um sentimento que dura muito tempo.

Michonne finalmente expôs tudo que aconteceu para Andrea, que obviamente não entendeu. Michonne decidiu voltar para Woodbury com a única missão de expor o governador, em um esforço para ferir Andrea. Inicialmente, pode parecer insignificante, mas a cena é uma das mais fortes do episódio.

E mesmo depois de Michonne dizer que o governador enviou Merle para matá-la (que também teria incluído Andrea se ela tinha escolhido ), a loira burra não decide de imediato que o governador é aquela pessoa horrível que todo mundo já disse que é. Sério, o que mais precisa acontecer para que ela finalmente perceba isso?

Rick anda vendo pessoas mortas por algum tempo e por isso faz muito sentido ele se deparar com um fantasma vivo. O 1x12 pode até ter sido filler, mas foi um episódio fantástico que coloca todos os grandes arcos da série em espera para fazerem uma aventura no passado.

Ver a cidade de Rick totalmente mudada, com escritas nas paredes e completamente deserta. O episódio é sobre as mudanças psicológicas em Rick e Morgan. Mesmo que Lori tenha morrido, Rick teve uma maré de sorte desde o primeiro episódio, em que se separou de Morgan. Ao contrário de Rick, Morgan não tinha nada e ninguém desde que ele viu sua esposa morta comer seu filho vivo.

Morgan está literalmente isolado a tal ponto que é preciso relembra-lo do tanto que o mundo mudou e o tanto de crueldade que agora existe nele, obrigado a contemplar suas fraquezas. Rick não quer matar Morgan, porque matar alguém familiar com certeza é muito forte.

Morgan é um homem sem família - e no mundo, a única coisa que mantém as pessoas sãs é uma conexão com outro ser humano. É uma ideia que está sendo reforçada em toda a terceira temporada. É o que está acontecendo com Merle e Daryl, mas até Carl, no momento mais mimimi do episódio, sofre com isso, querendo encontrar a foto de sua mãe para não esqueça. Mal sabe ele que Lori está de volta, nos assombrando com sua péssima atuação.

O episódio separa-se da narrativa principal por um momento para ajudar Rick encontrar uma razão para lutar por sua sanidade. Ele está vendo coisas – algo que todo mundo faz, de acordo com Michonne - mas a visão de Morgan e sua situação ajuda Rick a colocar sua vida em perspectiva após os recentes acontecimentos. Ele não pode continuar a afastar todos, ou ele vai acabar se perdendo e morrer louco e sozinho, como será o caso de Morgan, eventualmente. 

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