Castle 5x20: The Fast and the Furriest.

sábado, abril 20, 2013



 Tudo nos aponta para uma coisa.
Ela foi assassinada pelo Pé-Grande.

Enquanto assistia ao episódio desta semana The Fast and the Furriest, eu me encontrei pensando na grande fase que Castle se encontra. Na realidade eu acabei comparando esta mesma fase com a terceira temporada da série, quando os plots apresentados, assim como os personagens eram de tamanha evolução, associada à “química” do elenco, (que havia encontrado o ápice de seu ritmo), e não havia episódio ruim, não havia filler fraco, e como consequência, tivemos a melhor temporada de Castle, com Knockout encerrando-a em “chave de ouro”.

A verdade é que, em minha concepção, esta quinta temporada segue por um caminho bem parecido. Ainda que diferente da terceira, onde a série descobrira seu potencial. A temporada atual sabe onde buscar o seu enfoque, onde estão os cenários mais agradáveis ao público, assim como sabe quando é possível e quando não é recomendável se arriscar... Diante deste “manual de instruções” guardado no bolso, Marlowe e sua equipe de escritores, seguem à risca estes mandamentos. E como resultado, temos a fluência gradativa e confortável no ritmo dos episódios. Nada é abordado de maneira extrapolada, e a “montanha russa” de emoções segue em uma velocidade agradável ao telespectador. A essência do seriado tenta ser abordada em cada episódio, e ainda que tenhamos “o mais do mesmo”, este é um “mais” muito gostoso de rever.

Seguindo por esta linha de raciocínio chegamos a The Fast and the Furriest, episódio que nós conhecemos sua posição, (filler) há muito tempo. E Além disso, ele carregava a responsabilidade de manter o ritmo dos melhores episódios da temporada, e ser apresentado após toda a comemoração exposta em The Lives of Others. Sendo assim, é muito difícil dizer que este roteiro nos agradou tanto quanto os episódios anteriores, e é compreensivo do nosso comportamento, encontrar as fraquezas deste plot diante do que já assistimos nas últimas semanas. Porém, seria absurdamente injusto não dizer que The Fast and the Furriest foi um bom episódio.

Porque foi... O roteiro buscou as principais qualidades de Castle encontradas com frequência nas outras temporadas, com ênfase maior a dois episódios da quarta: Demons e Undead Again. E transpôs estes contextos ao novo cenário que temos na série, e agora confessemos... Não era exatamente isto que queríamos?

O que mais nos incomoda com a evolução de um seriado ao decorrer do tempo é a perda daqueles pequenos detalhes aos quais nos apaixonamos no começo de sua história. Para Castle, o que nos atordoava era ver o personagem de Rick perder a sua “magia” e evoluir para um comportamento de um verdadeiro detetive da NYPD, pois não queríamos isto. O que todos almejamos em ver constantemente é um personagem curioso, embriagado na emoção dos mistérios humanos para a decorrência de um crime. Gostamos de ver um Castle que fantasia no impossível e o torna questionável diante de sua mente fértil, e suas teorias colide com o ceticismo inabalável de Beckett. Enlouquecemos com as teses mirabolantes de Castle “dividir” o cenário entre as crenças onde até nós, (telespectadores), ficamos em dúvida de onde se encontra o limite da realidade.

E neste cenário confuso nasce uma comédia investigativa, absurdamente envolvente, onde buscamos a real causa de um crime, (ainda que singelo e com uma resposta óbvia), porque esta resposta nos devolve a própria racionalidade, roubada por hora, pelas conjecturas bem elaboradas deste protagonista.

O episódio desta semana nos transporta exatamente para este panorama, onde um crime repleto de reviravoltas tende a instigar a mente de nosso escritor e sair do cotidiano, apenas com um vestígio incoerente ao cenário do crime (uma grande pegada), Castle define o principal suspeito deste caso como sendo o Pé-Grande. E este, sendo o culpado ou não, é ele o principal protagonista de The fast and the furriest, e a sua presença qualifica o episódio...

Castle envolvido em sua mirabolante conclusão torna-se exatamente o personagem que Beckett não precisa para a investigação de seu caso, porém é justamente o que ela quer. Afinal de contas, em The Sucker Punch Kate diz que ela se acostumou com Castle lhe atormentando e que a presença dele torna o seu trabalho mais divertido. Sabendo disto, nós entendemos precisamente a razão da sua mudança de comportamento em episódios como o desta semana, onde vemos uma Beckett mais alegre e extremamente envolvida em provar que Castle está errado.

E neste embate de opiniões, a equipe se divide em quem acreditar. Esposito, como sempre, tende à posição cética de Kate, enquanto Ryan apoia as conclusões de Castle. É verdade que desta vez, tivemos um Ryan consideravelmente, mais intenso em suas opiniões. Mais do que concordar com Rick, seu personagem realmente “compra” a ideia do Pé-Grande, e acaba buscando evidências que firmam a teoria do impossível.

Enquanto que em investigações tradicionais, Castle apresenta-se mais comportado, quando o escritor se depara em um ambiente de descobertas, ele realmente torna-se uma criança inquieta, que toca em tudo que vê, e deixa Beckett com suas feições de “mãe impaciente”, o que é muito divertido.

E neste contexto de conjecturas e opiniões mais intensas, o personagem de Perlmutter é muito bem explorado, com seu ceticismo embasado na ciência e no mau humor, o seu perfil equilibra a equipe com a ausência de Gates, pois nos últimos cinco anos ele é o único que não “caiu nas graças” do escritor, e adora provar com evidências irrefutáveis o quanto Castle está enganado*. A relação entre os dois é divertidíssima, pois ambos não poupam adjetivos para prevalecer a sua opinião.
 *O mais divertido foi ver Perlmutter decepcionado por esclarecer suas evidências encontradas a Ryan e Esposito, e sem qualquer constrangimento em demonstrar sua insatisfação, ele acaba por chamar os dois de “Time B”.

Para qualificar a estrutura do episódio, temos o plot secundário seguindo o mesmo enfoque do enredo principal: Acreditar no desconhecido. A protagonista desta história paralela é Alexis, que gasta toda a sua mesada auxiliando um colega de faculdade em seu projeto no plantio de bambus nas coberturas de edifícios com a intenção de melhorar a qualidade do ar.

Antes de comentar exatamente sobre o assunto, abro aspas para falar sobre seu personagem, que após o terceiro episódio desta temporada passou por um período de poucas participações, sendo a sua maioria irrelevante, até possuir a oportunidade de protagonizar o sequestro de Target. De fato, eu gosto muito do personagem de Alexis, pois acredito que sua construção é extremamente válida a exposição de conceitos morais à juventude, e mais do que isso, gosto muito da relação pai e filha construída pela série desde o piloto de Castle. Assim, sempre me questionei de como Alexis seria explorada após sua mudança para a Universidade, e acredito que este detalhe foi bem elaborado pelo roteiro de Marlowe. Pois sendo uma garota que cresceu sobre os mimos do pai, não ocorreria de forma instantânea, esta sua transição. Ainda que seja um costume à sociedade norte-americana a mudança dos jovens para os dormitórios das Universidades, é um fato de que esta transição não é igual para todos.

Para o personagem de Alexis isto seria bem difícil, e a sacada de encontrar pequenas “desculpas” como lavar roupas ou buscar comida, como pretexto para visitar o lar, é muito natural e mais do que conveniente, cabe ao perfil de um filho apegado aos pais. E eu gosto desta transição abordada pelo roteiro, pois mantém a essência do personagem, pois Alexis não poderia mudar drasticamente quanto ao seu relacionamento com a família, ela não tinha razões para isso, e assim sendo, não acredito que haveria uma forma diferente de expor os fatos.

Retomando ao contexto de Alexis ao episódio, foi divertidíssimo vendo-a tornar-se vítima de uma das armadilhas do pai. Assim como o seu discurso final, que retoma a retórica de que ela foi bem educada e superou o seu tutor, pois Castle havia proclamado um belo argumento à Beckett sobre acreditar no inacreditável, e Alexis vai mais além, proclamando que acredita nas pessoas e que elas podem fazer a diferença no mundo. A verdade é que ambos olham para o mundo com a inocência de uma criança, mas de fato não é o que realmente falta em parte de nós?

The Fast and the Furriest foi um bom episódio, e demonstrou considerável maturidade nos roteiros de Castle, por provar que estes enredos são construídos por detalhes, como diálogos sagazes, associações diferenciadas (Beckett e Esposito, Castle e Ryan), a exploração dos contrastes que diferenciam o seriado, e posicionamento de pontos evolutivos, sendo este último mérito exclusivo de como gradativamente a série começa a acertar na medida de expor o relacionamento do casal protagonista, como por exemplo, uma conversa corriqueira, mas consideravelmente romântica na cama transita para uma tensão irritante quando o namorado age igual a um idiota em uma floresta.

São todos estes detalhes que garantem o conjunto da obra, (eu já havia mencionado isso). E quando associados garantem a qualidade que nós estamos acostumados a presenciar.

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7 comentários

  1. Sol, que review linda *____* vc arrasa sempre pq traz dados extra, faz um boa contextualização e nos faz notar as nuances de cada epi, mas confesso que essa é a minha preferida pq vc descreveu com mto cuidado o momento em que a série se encontra e a 'leve' importância desse episódio. Me fez olhar pra ele com mais carinho. Parabéns!

    Gostei do epi! não foi o melhor que já vi, mas eu me diverti bastante. Esse casos com suspeitos improváveis são sempre muito especiais pra mim pq assisto Castle com meu namorado e a gente tbm se divide. Eu fico do lado da Beks e do Esposito e ele fica do lado do Castle e do Ryan hahuauhauahauhauah e ele fica tipo "dessa vez podia ser o pé grande de verdade =/" auhauahuahhahuauahuahauh

    <3

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  2. Pri, muito obrigada, fico feliz em compartilhar esta ideia comigo deste lado especial de Castle e do episódio.
    Eu busquei um cuidado com esta review exatamente por perceber que talvez esta ideia este momento de Castle precisa ser avaliado.
    Fico muito feliz por perceber que repassei ao texto a ideia.
    ...
    Que fofo, você assiste Castle com seu namorado!
    Mas ele gosta, ou assiste só pra te agradar? kkkkk
    Brincadeirinha.

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  3. Realmente vc conseguiu *_*

    uahuauhahuahuahuahuahuhauhua
    ou ele gosta de verdade ou finge mto bem ahhuauhuhauhauhahuauha Eu me interessei pela série no começo do namoro, em 2011, daí fui assistindo, indiquei pra ele, ele gostou e correu pra me acompanhar, daí até hoje...ele só não surta mto com caskett pq os personagens favoritos são Ryan e Esposito hahuahauhauuhauha mas enfim...



    Falando em caskett e sem querer tornar os comentários uma conversa de portão, mas já tornando...estou aguardando ansiosamente pelo episódio de segunda, pq ne? Dona K-Bex tirando o sono de Castle, o meu, o do ship inteiro... huauhauhuah <3

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  4. Então, você vai perder o sono mais uma semana, porque o episódio foi alterado pra outra segundz, esta semana vai passar o que seria o episodio 22. A alteração foi em respeito aos atentados que ocorreram na última semana, e como Still fala dd bomba eles optaram por mudar a ordem

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  5. fiquei sabendo...me referia à promo do epi 22 mesmo. Kate e o sr. incrível lá...tomei um susto! Quanto à troca achei desnecessária. Tudo bem adiar Still, mas bastava reprisar um episódio, a gente sofria mais uma semana sem epi novo mas não prejudicava a continuidade da história. E a ABC nem pra me mandar um e-mail pedindo minha opinião...-qqq hauhauhaauhauha

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  6. kkk esta foi boa.
    Então, até compreendo a posição do canal, principalmente porque estes casos marcaram o país, tanto foi que na semana passada, alguns canais já não exibiram novos episódios para realizar a cobertura do atentado.
    Mas concordo com você que seria melhor uma reprise. Não sei se esta troca de episódios, de repente não rola algum spoiler do 21, espero que não, mas nunca se sabe...

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  7. Concordo com a Pri, que review linda :).
    Nem vou ficar babando ovo aqui, pq vc sabe como gosto das suas reviews.
    Concordo com tudo ki vc disse, mas principalmente quando vc fala do manual de instruções que o Marlowe segue a risca e diante disso não tem como errar.
    Cada semana fico mais feliz em ver cada epi de Castle e ser fã de um seriado tão bom.
    Me diverti mto nesse epi e rachei de rir com o Time B kkkk.
    Acabei de ver o 5x22 e aguardo ansiosa pela review.
    Bj

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