Glee 5x08: Previously Unaired Christmas

segunda-feira, dezembro 09, 2013


A própria definição de "já deu".

Desde a 2ª temporada, Glee recebe críticas fortes por seus episódios de natal. Apontados como os piores da temporada, feitos apenas para vender CD no fim do ano, os especiais são conhecidos por quebrar o ritmo da temporada com uma bela dose de aleatoriedade. Fã de canções natalinas que sou, sempre estive na contramão das críticas e aproveitei todas as tramas natalinas que tivemos até agora. Dessa vez, no entanto, até eu precisei admitir que não precisava.

A introdução de Jane Lynch, contando a historinha pra boi dormir sobre como esse deveria ter sido o especial do ano passado, mas foi vetado pela Fox e substituído de última hora por um episódio menos controverso, com "um ato inteiro dedicado a judaísmo birracial", foi até bacana, especialmente pelo detalhe da atriz bombardeando com macumba natalina todas as suas concorrentes no Emmy, incluindo MERYL STREEP, de Damages. A intenção de explorar o natal novamente a qualquer custo ficou clara, e tentei não me prender às cagadas na cronologia da série ou aos acontecimentos do verdadeiro natal de 2012, encarando essa estripulia dos produtores como uma espécie de realidade alternativa. Se tivesse sido divertido, até relevaria a sensação de desperdício na estratégia dos dois natais por ano, mas tirando alguns poucos momentos, não foi o caso.

 

Posso contar nos dedos de uma mão o que funcionou: Santana falando os absurdos mais inapropriados possíveis para as crianças no shopping, o sacrilégio em forma de performance para convencer Kitty a aceitar o papel de Virgem Maria, a reciclagem de Becky para montar sua árvore verde e a boa forma de Bryce Johnson como Cody, o Rough Trade Santa, que encarou até mesmo a árdua missão de beijar Kurt, algo que segundo ele, foi muito sensual porque parecia que o rapaz não tinha dentes. As coisas engraçadas param por aí e, vejam só, nem tive que usar uma mão inteira pra contar.

 

Está mais do que claro que já usaram todas as músicas boas de natal e até mesmo Rockin' Around The Christmas Tree, um clássico que ainda não tinha sido explorado, se perdeu numa performance meia-boca. Pra compensar a falta de repertório, tiveram que apelar para The Supremes e Alvin e os Chipmuns, numa cena justificada por gás hélio, que podia até ser divertida, mas... Não. Só o que deu pra tirar daí foi Kurt no modo afliceta máxima (mas até aí, quem pode culpá-lo?), dando vazão aos fetiches mais perturbados de tia Ryan Murphy, que devia sonhar em cenas desse tipo com Bryce Johnson desde Popular. O grande nojinho da noite fica com a cena de Kurt amarrado, em trajes sumários, numa posição que sugere que Rough Trade Santa fez muito mais do que dar uns beijinhos no desdentado antes de roubar o apartamento, uma imagem que não devia ficar na cabeça de ninguém.

 

Aplaudo a tentativa de terem pelo menos tomado o cuidado de não desenvolver a história com Santana já morando em New York, já que ela nem deu as caras no natal passado e ainda estava iludida sobre aproveitar sua bolsa como líder de torcida. No entanto, foi extremamente irritante ver todas as forçadas de barra pra fazer gracinha com a sua mudança futura, com direito a uns três ou quatro diálogos iguais em que ela reforçava que jamais moraria em um lugar tão perigoso, e Rachel semi-bêbada de gás hélio fazendo um convite desajeitado que não lembraria mais tarde. Meio bizarro também que ela tenha batido tanto na tecla de não ir para Lima porque Brittany estava lá e as duas tinham terminado há pouco tempo, quando por motivos óbvios, Brittany não estava presente em todas as cenas do McKinley. Não custava uma desculpinha fiada ou uma das piadas usuais de Sue sobre a ausência dos alunos. O mesmo com Finn, que estava a frente do New Directions no lugar de Will.

 

Sem muito a dizer sobre o subplot de Kitty não se achando digna de interpretar Maria, já que o único ponto alto foi mesmo o momento em que Ryder tira o menino Jesus do bucho de Unique sem a menor cerimônia. Destaque pra Véia é sempre positivo e ela estava maravilhosa na performance final, mas isso não justifica todo o mimimi durante o episódio. A audição de Tina, Unique e Marley foi bem produzida e as três mandaram bem, mas não tive como prestar tanta atenção no conjunto por motivos de "música chata pra c*ralho". Tina teve uma frase aqui e ali, tentando salvar o natal, Sam apresentou o novo mascote do grupo, mas o que lavou a alma do público em relação ao núcleo do McKinley foi o cala-boca levado por Blaine, na hora em que tenta iniciar as festividades com "Joy To The World".

 

Curiosamente, o especial foi melhor aceito pelos fãs do que se esperava, e já tem muita gente defendendo o seu potencial para diversão sem compromisso como defendi o episódio dos puppets, na semana passada. Particularmente, acho que nenhum dos episódios teve função prática e poderíamos facilmente passar sem, até porque uma temporada inteira de diversão sem compromisso vai ser difícil de aturar. E episódio de natal, já deu.

Músicas do episódio:

Here Comes Santa Claus (Down Santa Claus Lane) - Gene Autry: Kurt (Chris Colfer), Rachel (Lea Michele) e Santana (Naya Rivera)
Cotação em Ryders: 

Rockin' Around the Christmas Tree - Brenda Lee: New Directions e Will (Matthew Morrison)
Cotação em Ryders: 

Mary's Little Boy Child - Boney M.: Marley (Melissa Benoist), Tina (Jenna Ushkowitz) e Unique (Alex Newell)
Cotação em Ryders: 

The Chipmunk Song (Christmas Don't Be Late) - Alvin and the Chipmunks: Cody (Bryce Johnson), Kurt (Chris Colfer), Rachel (Lea Michele) e Santana (Naya Rivera)
Cotação em Ryders:  (meio Ryder pela exposição de pele e só)

Love Child - The Supremes: Marley (Melissa Benoist), Tina (Jenna Ushkowitz), Unique (Alex Newell) e New Directions
Cotação em Ryders:  (nota mais alta da noite pela OZADIA que foi Unique parindo)

Away in a Manger - Kurt (Chris Colfer), Rachel (Lea Michele), Santana (Naya Rivera) e New Directions
Cotação em Ryders: 

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8 comentários

  1. Mas gente, eu adorei o episódio. Me fez pensar que a mesma droga que os roteiristas usaram pra escrever o episódio passado ainda estava fazendo efeito nesse, só que aqui as coisas saíram num nível de crocância que eu jamais imaginei.

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  2. Acho que 2 episódios feitos sob efeito de gás foram demais pra mim.

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  3. A blasfêmia de Unique e Cia pra mim valeu o episódio.
    E Slut Kurt é meio escroto, né não?

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  4. Eu ri de literalmente, TUDO. Nesse episódio. Tipo. Sério. E foi por esse motivo que é o meu segundo favorito da Season. (E Mary Little Boy Child é meu cover favorito da season :3) Tipo, sim. Foi uma puta encheção de linguiça. E totalmente feito só pra preencher os 22 episódios de cada season. Mas olha, preferi esse epi de natal do que o da S4. (Natal da S2 e S3 nem merecem ser comparados com esses dois porque eles são tão ruins, mas tão ruins... Que se igualam a episódios como Puppet Lixo, Big Brotherzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzronc e The First Time (I Died Of Boringness While Watching Glezzzzz) no meu TOP 5 de piores episódios da série). Aliais, esse foi o único epi de natal que não senti sono em nenhum momento!

    Para mim foi tudo muito cômico. E por isso valeu. Como você disse: "Particularmente, acho que nenhum dos episódios teve função prática e poderíamos facilmente passar sem, até porque uma temporada inteira de diversão sem compromisso vai ser difícil de aturar." CONCORDO TOTALMENTE. Mas eu já não gostei de Love, Love, Love, A Katia ou a Gaga, Movin' Out e Puppet Master. Então pelo fato de Glee nessa season finalmente ter me feito rir a chegar a doer as costas! E finalmente ter me retornado a aquele clima que eu amo/sou da S4... Esse epi filler já é meu favorito.

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  5. Mas até do Kurt todo atado cê não gostou? Assiste de novo. Aquilo foi hilário.

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  6. Também acho que já deu!!!

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  7. Mesmo com todas as incoerências de roteiro e talz, episódio ainda muito melhor que o anterior!!

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  8. Faz um sécuilo que não comento aqui Leo. Eu achei um dos melhores episódios de Glee. De verdade. Mesmo sendo de natal. Achei que foi tanto dialogo absurdo tanta blasfemia, tanto nonsense, que me diverti de mais. Foi o tipo de humor que eu espero de Glee. É pra isso que eu continuo assistindo a série e defendendo a série. Acho dificil um episódio ser muito melhor que esse. Até Chipmunks, que é o que eu tenho feito com eles quando coloco as músicas chatas em velocidade x2, eles colocaram literalmente no episódio (quase uma piada interna feita pra mim... tia ta me monitorando). Ri muito disso.
    Se eu reassistisse contando cada momento que eu achei muito bom não caberia nos meus dedos do pé. =P
    Claro que em relação ao desenvolvimento da trama não serviu pra nada mesmo. Mas vamos combinar que trama a essas alturas é o de menos, afinal o ano foi dividido em dois no final do ano passado lol. Se tiver uma nova formatura eu não vou me surpreender. Provavelmente vou rir da cara de pau dos produtores, como foi com esse especial de natal.
    Achei divertidíssimo o episódio, pra mim foi o que contou. Pode ser que estava de bom humor no dia né, vai saber.

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