Game Of Thrones 4x06/07 - The Laws of Gods and Men e Mockingbird

sábado, maio 24, 2014


Eu já havia me esquecido dos motivos de Game of Thrones às vezes me decepcionar. Desejo um julgamento por combate.

O maior problema da série é, sem dúvidas, a inércia de alguns personagens e isso é fruto da origem literária da história. Manter um personagem como Tyrion preso por cinco episódios, sem quase aparecer em tela, é um crime. É claro que isso pode se resolver com o clímax de Oberyn lutar com o Montanha, mas ainda assim é muito tempo para manter o personagem inerte. Mas, no tudo, foi fantástica a cena do julgamento tanto em produção quanto em desenvolvimento, diálogo. Tyrion prova porque é inteligente, embora eu tenha achado um tanto quanto forçada a sua posição de bonzinho na situação. Eu sei que ele é inocente, só não curto muito coitadismo de conto de fadas em GoT. Acho que não há espaço para isso em Westeros. Nicolaj Coster-Waldau entrou pra escola de modelos atores do Boninho e resolveu finalmente atuar como um ator de verdade, né? Bom pra série. 

Oberyn é outro inerte que desde que chegou a Porto Real só bateu uns papinhos pra lá e pra cá e transou com algumas prostitutas, prostitutos e sabe-se lá mais o quê. É de claro conhecimento que o ponto máximo da temporada é só no penúltimo episódio da série e, por essa razão, tenho medo de esse embate ocorrer apenas no tal. Ou seja, mais u episódio de enrolação. Quem me dera que GoT fosse uma série de algum canal inglês, com apenas 4 episódios por temporada e sempre mind-blowing... Sonha, Guilherme, sonha.

Theon depois de toda uma cena com a Amy Farrah Fowler, quer dizer, sua digníssima irmã, continuou no seu estado de prisioneiro/chantageado/decepado/imbecil. Uma cena grande, com vários personagens, diálogos, pra no final não dar em nada! Essa cena inteira poderia não existir! Talvez fosse uma estratégia melhor de roteiro deixar o Theon perdido por algumas temporadas ao invés de ficar enrolando a sua história. Tudo o que ocorreu com ele desde que foi preso por Ramsay 'Bolton' Snow poderia ocorrer em apenas três episódios ou, com um corte talentoso, em dois episódios. Não é preciso do tempo - que é extremamente relativo em GoT - pra transmitir ao espectador a percepção de sofrimento. 

Outros três núcleos estão parados mas em situações parecidas. O primeiro é Stannis com Davos, prestes a explodir e doidos para atacar Porto Real, mesmo sem o aporte financeiro do Banco de Ferro de Bravos. Cena linda, por sinal. Davos Rules. E o outro núcleo que continua na mesma é o de Princesa Isabel, quer dizer, Daenerys Targaryen. Achei sacanagem com o Jorah a Dany ter transado com o argentino. O cara era o friendzone favorito da galera. Esse núcleo eu não tenho esperança alguma que ocorra algo. E o terceiro é Arya com o Cão, que está, ao menos, sendo construída uma relação cativante de dois assassinos. Que coisa bonita de se ver. Nessa onda de 'deixa a vida me levar' ainda tem o pessoal da Patrulha da Noite, que fica o dia inteiro tomando cerveja naquele refeitório enquanto os selvagens e os caminhantes brancos estão sempre chegando.

Mas a maior e melhor surpresa dos últimos tempos foi com Mindinho e Sansa que, não apenas cruzaram boa parte do mapa em pouco tempo - o Mindinho é bom nisso, ele já fez outras vezes - mas também mataram Lysa Arryn. Sansa parece que finalmente está deixando de ser uma coadjuvante. Mindinho, por sua vez, mostrou ter talento pra dar um golpe do baú. Confesso que nunca pensei que a Lysa Tully - ou Lysa Arryn - fosse capaz de planejar a morte do marido. Sabia que era maluca, mas não sabia que era mau caráter.  Enfim, foram dois bons episódios, mas não excelentes. Os últimos três da temporada iremos ver com mais calma e analisar mais friamente do que nunca.




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1 comentários

  1. Bom texto, mas discordo de praticamente tudo. Relembrando a (problemática) terceira temporada em comparação com essa acho que vemos uma grande evolução na série. Tanto em trama, quanto em personagens... E não é porque li os livros, porque tenho amigos que acompanham apenas pela TV, o ano está movimentado em todos os núcleos, e com diálogos cada vez mais afiados. Tenho absoluta convicção de que os três episódios que faltam serão os melhores da temporada, provavelmente os melhores da série. Acontecimentos bombásticos estão por vir, e sei que cada transição construida até aqui foi necessária para o futuro. Dito isso, afirmo sem medo que essa é a melhor temporada de Game of Thrones, até pessoas que achavam o programa um tédio começaram a acompanhar, está mais dinâmico e melhor filmado, o ritmo melhora a passos largos e vem ai o clímax do terceiro livro, que surpreenda minhas expectativas.

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