Glee 5x18: The Back-Up Plan

quarta-feira, maio 07, 2014


Já temos a substituta de Glee: Solomon’s Song, candidata a melhor ópera sci-fi de todos os tempos.

Como já diria a saudosa Kátia Cega, numa referência que pouquíssimos vão entender, não está sendo fácil. A nova fase de Glee, toda em New York, tem cada vez menos a acrescentar e, no meio de tantas histórias repetidas ou sem qualquer impacto, me parece convidativa a ideia de acompanhar a história do capitão Dax Anders e sua fiel escudeira Galadriel, a Starmorian, em busca da flauta Drax, na qual tocará uma música que foi implantada em sua cabeça por seu pai e abrirá um buraco de minhoca que o levará de volta a seu planeta.

Ficções científicas à parte, é impressionante como o mundo dá voltas e, depois de muita implicância, vejo que Rachel é a única coisa salvando Glee ultimamente. A metalinguagem tomou conta do roteiro e, se já haviam muitas semelhanças entre Lea Michele e a personagem antes, agora a tendência é unificá-las de vez. Seguindo a trajetória de sua intérprete, Rachel já largou a faculdade para se dedicar à Broadway e nesse momento caminha para a fase da televisão.

Me parece bem óbvio que, com o plot do executivo da FOX que quer criar uma série centrada nela, teremos uma sexta temporada toda focada em uma Glee dentro de Glee, mais ou menos como era com a paródia Sing! em The New Normal e com a série focada nos protagonistas de Nip/Tuck, duas outras produções de tia Ryan Murphy, que sempre recicla ideias. Se fizerem direitinho, vai ser muito engraçado e tem muito mais potencial do que as histórias “adultas” que estão propondo agora, então só nos resta torcer.

O que fica de não muito positivo na trama de Rachel, que teve desenvolvimento de personagem e bom humor na medida certa, é a lição de que ela foi recompensada por fazer tudo errado no processo de trocar o teatro pela TV. Não vejo problemas no fato dela ter percebido que não quer interpretar Fanny para o resto da vida e questionado a validade de seu sonho de infância tão cedo, mas me pergunto se não vai sofrer as consequências por ter mentido e deixado a produção comprometida para fazer a audição de Solomon’s, oportunidade maravilhosa para a qual nem se preparou, lendo o impecável roteiro do episódio piloto.

Mas nem dá para perder muito tempo criticando o pouco do que não deu certo na história de Rachel, quando temos tanta coisa ruim para falar de Mercedes e Santana. Estou até agora sem palavras para descrever aquele dueto em que Gary Dourdan, de CSI, teve que se humilhar seguindo as duas no porão, posicionando o microfone de maneiras que jamais conseguiria captar o que cantavam. Quem teve a ideia de investir nessa amizade e na ideia de que elas “se melhoram” não deve se lembrar que a primeira performance delas juntas foi “The Boy Is Mine”, a versão com a maior porcentagem de autotune da história de Glee, lembrada por todos os motivos errados.

A insistência de Mercedes em lançar seu primeiro CD solo com um single que é dueto com uma desconhecida também não faz o menor sentido, mas já foram tantos os motivos para atrasar o lançamento desse disco que mais um, menos um, o importante é não termos que ouvir mais músicas de Merda. Lamentável é presenciar o esvaziamento de Santana numa história tão qualquer-coisa, especialmente no momento delicado em que a demissão de Naja Naya Rivera é anunciada e desmentida todos os dias, deixando a atriz sob a ameaça de perder não só o contrato de CD, o noivo e o Rolex, mas também o pão nosso de cada dia.

Quem irrita, num nível menor do que o da dupla de porão, mas ainda assim irrita, é o casal Kurt e Blaine, que parece ter entrado num ciclo de “definir quem está por cima e quem está por baixo”, e nem é no sentido sexual da coisa. Depois da crise de ciúmes de Blaine porque Kurt virou o macho alfa (?) de NYADA, é a vez de uma socialite avulsa, interpretada por Shirley MacLaine, restaurar a ordem natural do universo exaltando os talentos de Blaine e deixando Kurt para trás. É um plot que não faz diferença e que, como a barra do banheiro, já deveria ter sido superado.

Para coroar a falta de sacanagem que foi esse episódio com dois terços dispensáveis, ainda ficamos mais uma semana sem Artie e, dessa vez, sem Sam também. Para corrigir esse terrível erro, cada música desse episódio será acompanhada de uma reaSAM, em que nosso Boca de Truta traduzirá em expressões faciais o sentimento de cada performance..

Músicas do episódio e suas respectivas reaSAMs:

"Wake Me Up" : Avicii feat. Aloe Blacc - Rachel (Lea Michele)
Linda, linda, linda. Não me canso de elogiar Mãe Lea quando ela é suave e não gritona, e embora não veja como a letra se encaixou em todas as cagadas que Rachel fez depois, nem como o momento "multiplica, senhor" foi a melhor escolha para mostrar o tédio que se tornou interpretar Fanny por duas semanas seguidas. Mesmo assim, foi uma versão de Glee pra se guardar do lado esquerdo do peito, coisa rara de se dizer nos últimos episódios.


"Doo Wop (That Thing)": Lauryn Hill - Mercedes (Amber Riley) e Santana (Naya Rivera)
Já vi gente elogiando essa "performance" por aí, mas no momento em que ela começou, a única coisa que pude pensar foi: É ZUERA???!!!!11!!onze!!



"Story of My Life": One Direction - Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss)
Até que não foi ruim e, talvez pela primeira vez na série, uma música do One Direction foi inserida com algum contexto. Sou mais a voz de Darren Criss do que a de Chris Colfer a qualquer dia, mas que Jude me desculpe, as caras de Kurt foram a melhor coisa da performance.



"Piece of My Heart": Big Brother and the Holding Company - June Dolloway (Shirley MacLaine) e Blaine (Darren Criss)
Obrigado a todos os envolvidos por estragarem magistralmente uma música da qual até então eu gostava muito. É Glee mostrando com convicção porque foi uma benção termos 2 episódios a menos nessa temporada.

"The Rose": Bette Midler - Rachel (Lea Michele)
Tô com o coração aberto para Rachel, mas não tô na menopausa. Música chata pra preencher a cota de clássicos que as pessoas fingem que gostam só pra não ficar feio. Mil vezes mais a música que Dax Anders tocará na flauta Drax para salvar o mundo.

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