Agents of SHIELD: Season 1 - Parte 2

sábado, junho 14, 2014


Uma série que entre erros e acertos, aprendeu a se encontrar.

Lá em dezembro, com várias coisas acontecendo, larguei as reviews de SHIELD. Agora, contudo, estarei voltando para a série em sua segunda temporada e bem... Espero que seja tão boa quanto à segunda metade desta temporada que, com o inicio meio instável, conseguiu encontrar seu lugar na reta final. Lembrando ainda mais os quadrinhos, as coisas realmente parecem promissoras.

O ultimo episódio que escrevi sobre foi The Bridge. O episódio trouxe a tona todos os defeitos que a série possui. Porém é bom tomar dali e ver como conseguiram desenvolver uma boa história a partir de seu pior momento. O episódio todo foi focado no sequestro do filho de Mike e ao final temos o sequestro de Coulson e o inicio do projeto Deathlok. Além de Ward levando um tiro... Bem que ele poderia ter morrido ali, não é? Victoria ~~Linda e Diva~~ Hand ainda estaria viva...

A série, entre seus diversos hiatus de muitas semanas, voltou após The Bridge com o episódio onze, The Magical Place, onde Coulson descobre que ele esteve morto por dias e foi trazido de volta a vida dolorosamente e contra sua vontade. Nada que já não soubéssemos ou desconfiávamos foi revelado, porém o desenvolvimento de Raina aumentou. Não aumentou mesmo, mas pudemos ver mais dela e de suas pretensões.

Eu gosto muito de Raina, porquê ela é totalmente quebrada. Ela acredita estar fazendo a coisa certa e não é uma dessas vilãzinhas qualquer que é somente louca e faz as coisas para ser louca, divertida ou por simplesmente poder. E esse é um mérito que dou a Jed Whedon, diferente de seu irmão ele realmente sabe escrever mulheres com problemas psicológicos que não são caricatas e simplesmente unilaterais. Raina quer ser especial, quer ser alguém importante e fazer a diferença. Em um mundo onde há pessoas fantásticas e você está no meio de tudo isso, vamos dizer a verdade... Quem não iria?


Contudo, um dos episódios que mais gostei foi Seeds. Me lembro quando falaram lá no começo da temporada, quando vimos o vilão Graviton pela primeira vez, que aquela seria uma história de “origem de vilão” e tals. Seeds contudo, foi muito mais. Tinha lido que introduziriam Blizzard na série, o vilão “Nevasca”. Porém alguns dias depois tinha totalmente apagado a informação do meu cérebro. Interessante que, na mesma época estava lendo “Infinity: The Heist” da Marvel que tinha como protagonista justamente o vilão congelante.

 Porém, ter me esquecido de tudo isso, e ter me lembrado da informação somente nos minutos finais do episódio, fez com que ele fosse fantástico. Aquilo sim foi um bom desenvolvimento de vilão para a série e espero que ele volte na segunda temporada.

O episódio seguinte, TRACKS teve uma fantástica narrativa e foi muito interessante, porém as coisas só começaram a acontecer mesmo em TAHITI, onde finalmente descobrimos a fonte da melhora de Coulson. Tudo isso após Skye ser baleada e quase morrer e ter que ficar dentro de uma câmara hiperbárica... Já disse pra vocês quem também teve que ficar em uma dessas? Pois é, Mulher-Aranha (Mas vou deixar minhas especulações para o final).

Em TAHITI, descobrimos que o soro que curou Coulson (e Skye) veio de um ser azul. Dizem por ai ser um Kree, e não duvido - ainda mais que com as imagens e trailers de Guardiões da Galáxia podemos ver Ronan (vilão da raça Kree) todo azul, aparentemente vão seguir a linha e deixar a raça alien em sua corzinha natural.

E depois deste ótimo episódio, temos Yes, Men... Que vou dizer a verdade: É meu episódio favorito até esse momento. EU AMO Lady Sif. Não sou lá muito fã do Thor, Loki e companhia (Simplesmente ODEIO Beta Ray Bill), mas as mulheres de Asgard estão no meu coração. Sif, Valkirye, Amora e Lorelei são personagens fantásticas e mal posso esperar que Val faça sua aparição no universo cinematográfico.  Em mais uma pequena coincidência/estratégia de marketing o episódio saiu no mesmo mês em que saiu na Marvel Loki: Agent os Asgard, que tem Lorelei como uma personagem importante na trama.

Não conhecia a atriz Elena Satine e fiquei totalmente encantado com sua beleza, não era nem necessário seus poderes de sedução para qualquer um seguir aquele ser, não é? Ou talvez seja apenas minha “atração” por pessoas ruivas falando. No fim deu tudo certo, e Lady Sif teve ótimas cenas, entre elas humilhar Coulson e sua tecnologia inferior. Jamie Alexander é fantástica e espero que ela apareça mais no futuro. A partir deste divertido episódio as coisas começam a desmoronar.


End of the Beginning é justamente isso: o Fim do Começo, e também o Começo do Fim. É justamente ali que se pode ver que está finalmente acontecendo tudo o que a série estava reparando desde o começo. A partir daqui as coisas começam a se tornar uma coisa só. E os episódios seguintes podiam facilmente ser um gigantesco filme (tirando o episódios dezenove), e é também ali que descobrimos que O Clarividente não é realmente um clarividente, apenas uma pessoa com acesso aos documentos da SHIELD. Essa revelação me deixou tão decepcionado quando Raina.

Toda a cena do Ward matando o suspeito e no fim eles não tendo certeza de que ele realmente era o Clarividente, afinal, não tinha como ter certeza de que aquelas eram realmente as palavras dele, foi uma interessante revelação. E a cena final, de May falando com alguma pessoa que “Coulson sabe de tudo” foi intrigante, mas era obvio que no fim seria Fury, Hill ou Hand. E qualquer um que duvidasse desta informação não estava assistindo ao mesmo seriado que eu.

Logo após essa cena teve estreia de Capitão América 2: O Soldado Invernal. SHIELD infiltrada pela HYDRA. HAIL HYDRA. FIM DA SHIELD. Na série tivemos o episódio 17... Nomeado Turn, Turn, Turn. E foi uma das melhores horas na TV aberta da temporada. Tivemos tudo o que um show sobre agentes de uma das maiores agencias de segurança do mundo deveria ter e muito mais. E o chocante final que deixou todos surpresos não foi uma daquelas surpresas malfeitas e colocadas ali somente pelo Shock Value da coisa. Teve fundamentos, era algo até que previsível dentro do contexto do episódio, mas ainda assim. Foi bem feito, muito bem feito.

A partir dai temos uma sucessão de eventos que levaram a Season Finale que foi simplesmente fantástica. Entre a entrada de Patton Oswald, que dizem por ai ser um Life Model Decoy (robôs criados pela SHIELD), teoria que muitos tinham sobre Coulson no inicio. Além disso as origens de Ward foi bem feita, foi um clichê, totalmente clichê... Ainda assim, aceitável.

E ainda tenho que citar o belíssimo The Only Light in the Darkness. Amy Acker é sempre bem vinda em qualquer produção Whedonesca, e neste episódio, que rompeu um pouco o ritmo no qual a série estava se desenvolvendo, ela interpreta uma violoncelista... A Violoncelista pela qual Coulson estava apaixonado antes de morrer. O episódio é lindíssimo e mostra os sacrifícios que o personagem fez durante sua carreira como um Agente da SHIELD.


Na finale, as coisas não são corridas, elas acontecem rápido, claro. Porém em nenhum momento você sente que há milhares de informações sendo jogadas para você. Isso costumava ser algo que me incomodava muito em SHIELD, a falta de informações, contudo percebo agora que as informações estão lá, guardadas, temos apenas que aumentar nosso nível de segurança para que seja possível acessá-las.

No episódio final sem dúvidas a melhor cena foi a luta entre May e Ward. O que não foi bom naquilo? Cada soco dado, cada resposta inteligente. E no final a arma de pregos. Se achava que o amor por May havia chegado no ápice quando sua mãe apareceu e jogou em sua cara que a Organização dela não estava desmoronando, estava enganado.

O Final de Garret, o Big Bad da temporada também foi algo totalmente saído de Buffy/Angel. Foi rápido e divertido. E Ward sendo finalmente preso foi algo legal, e espero que ele não volte... Mas sem dúvidas irá voltar, então apenas vou esperar que ele esteja mais interessante. 

É muito bom você chegar ao final de uma temporada e ver que os personagens tiveram desenvolvimento. A começar por Fitz-Simmons. Eles sempre foram meus favoritos da série e o relacionamento deles foi desenvolvido de uma maneira consistente. Eles são amigos. São almas gêmeas... E isso não quer dizer que eles devem ser um casal, pois mesmo Fitz sendo apaixonado por Simmons, duvido que eles tenham algo em breve. Na verdade, nem iria gostar de que eles tivessem algo... E agora nos resta esperar e ver como será desenvolvido o relacionamento deles na próxima temporada, principalmente quando Leo Fitz disse em alto e bom tom que ama Jemma Simmons, mas nunca teve coragem de dizer a ela, então iria a mostrar, se sacrificando para salvá-la.


O fato de que Fitz pode “não ser o mesmo” me anima. Pois realmente quero que ele aos poucos se torne algo semelhante ao Weasley em Buffy/Whedon, o jovem bobinho e romântico que com os horrores vistos vai cada vez mais se tornando uma pessoa amarga e dura. Espero que Fitz perca totalmente sua inocência e seja quebrado.

Quanto a Skye, no fim descobrimos que seus pais eram monstros. Destruíram toda uma vila e o pai dela tem mãos nojentas. E continuo dizendo que Skye é Mulher-Aranha, aka: Jessica Drew. Se não for ficarei furioso. Mas pode ser que ela seja a Quake, mas essa é apenas uma pequena possibilidade. Jessica Drew é, para mim, a aposta principal e correta. Para quem não sabe muito sobre a personagem e acha que ela é apenas uma variação do Homem Aranha:

Jessica Drew foi criada em 1977, seus pais eram cientistas e testaram várias vacinas e soros baseados em aranhas nela. Foi capturada pela HYDRA e se tornou uma assassina após sofrer lavagem cerebral deles, e mais tarde se tornou agente da SHIELD (e SWORD). Além do pacote básico de poder voar, ter força e velocidade sobre-humanas, a Mulher-Aranha consegue liberar feromônios e e solta raios bioelétricos. E ela tem absolutamente nada a ver com o Homem-Aranha.

Como já disse anteriormente, Skye ficou alguns episódios em uma câmara hiperbárica. Bem parecida com o tubo onde Jessica foi colocada quando criança. E ainda vale lembrar que todos os personagens masculinos da série ficam imediatamente atraídos, de certa forma, por Skye. Enquanto May e Simmons não vão muito com a cara dela, e somente depois passam a aceita-la melhor.


E falando em Coulson, ainda espero mais explicações quanto a escrita que ele fez ao final do episódio, porém se repararem o estilo era o mesmo da tatuagem do Alien (Chocante). Só me pergunto se o símbolo do Kree tinha mesmo algum significado ou ele fez tipo essas pessoas que tatuam Kanjis escritos Amor, Paz, Esperança, Água, sem ter qualquer significado maior por trás.

Esta review já está com quatro paginas no Word então acho que é melhor ir finalizando...

Agents of SHIELD não é a melhor série do mundo. Não é a melhor série EVER da semana. E nem de longe consegue cumprir várias das promessas feitas antes de estrear. Porém, é uma série boa.

É uma série divertida e entre seus momentos bons e ruins, conseguiu ser melhor do que várias outras estreias da mesma temporada, e melhor do que outras séries já firmadas.

A verdade é que SHIELD ainda está aprendendo a se encontrar. Jed Whedon é um escritor bom, e em alguns momentos o considero melhor que seu irmão, Joss. Jed tem um ar um pouco mais escuro e sombrio. Que combina com o tom que a série está se encaminhando, mas ainda assim sabe manter o bom humor quando preciso.

Voltarei para a série na próxima temporada, eu tenho um carinho muito grande pela série e acho que cada vez mais ela vem melhorando. Então aqui fica uma dica, para você que parou com a série e não sabe se deve ou não voltar. Dê uma chance. Summer Season está chegando e promete ser tão boa quanto a Fall...


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1 comentários

  1. Eu ainda acho que a Skye será/é a Miss Marvel, até porque também foi exposta ao soro Kree, e tem muitas coisas parecidas. Mas vamos ver, eu acho que isso será introduzido ao fim da s2 e baterá com a estreia de Avengers 2

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