Person Of Interest 4x14/15: Guilty/Q&A

terça-feira, fevereiro 24, 2015



4x14: Guilty

Muito desse episódio parece poder se encaixar naturalmente em temporadas de Person onde o foco estava em criar narrativas isoladas a cada semana. Encarar Guilty dessa forma causa certo desapontamento por perceber um retorno de um tipo de história que não tem mais espaço no contexto atual da série. Todas as velhas fórmulas estão ali, até o plot twist no meio do episódio, um velho conhecido que há tempos não era visto, ressurgiu.

Apesar de inadequado para o momento, o resultado alcançado se julgado como um episódio de um procedural não é ruim. Emma logo surge como uma personagem simpática, e sua solidão e sentimento de inutilidade, apesar de pouco originais, se tornam mais criveis graças a intérprete. Colocar Finch no juri se mostra uma decisão correta, permitindo explorar as dificuldades dele em lidar com outras pessoas.

Se há algo de original aqui, uma coisa que distingue Guilty de tantos outras histórias vistas em POI é a ideia de que o trabalho de Finch e Reese se tornou maior que eles. A dupla ajudou e foi ajudada por várias pessoas ao longo dos anos e agora não cabe mais totalmente a eles decidir quem vai se arriscar para salvar outras pessoas. Isso é mostrado por dois ângulos diferentes, ao vermos Fusco insistindo em ajudar seu parceiro mesmo quando nota que ele está sendo colocado de lado propositalmente, e através de Zoe, que se oferece para ajudar Reese sem esperar nada em troca.

Por essa perspectiva, era necessário mostrar um formato familiar para que fosse possível notar os detalhes que mudaram nele e, por consequência como os personagens mudaram.

4x15: Q&A

Desde o surgimento do Samaritano, sempre que um computador se comporta de uma maneira estranha, cria-se imediatamente a suspeita de que a inteligência artificial esteja envolvida. Q&A inverte essa ideia, apresentando uma empresa de software que irá ser controlada pela Decima graças as estratégias adotadas por ela.

Se a Máquina observa tudo e protege aqueles em perigo, o Samaritano aproveita as oportunidades que encontra para avançar seu plano de controle dos humanos. Q&A aproxima as duas inteligências, já que o estrago deixado para trás por Finch e Reese após salvarem o mais recente número é logo visto como uma chance a ser aproveitada por Greer. Colocar os lados opostos dessa história nesse ciclo aproxima as duas máquinas, reforçando a ideia de que ambas são perigosas de certa forma.

Uma delas protege mas ignora o caminho aberto deixado para o inimigo, a outra constrói escolas avançadas e parece demonstrar uma preocupação genuína em ajudar, mas no momento em que seus desejos são contrariados, pedidos logo viram ameaças. Esse método de operação do Samaritano é visto na trama que envolve Finch e Claire, onde a máquina se mostra disposta a sacrificar qualquer um pelo seu objetivo. Todo o tempo que os dois passam juntos se mostra um constante duelo entre eles, e também um conflito na cabeça de Finch. Perspectivas mudam, e dependendo do momento do episódio Claire parece mais ou menos honesta, e isso mantém a trama sempre interessante.

O caso da semana é fomulaico. Mesmo que sirva para estabelecer as circunstâncias que levam uma empresa a ser controlada pelo Samaritano, a história é tediosa. Mais um executivo inescrupuloso disposto a qualquer coisa para manter seus lucros, mesmo que isso envolva matar funcionários que se colocam entre ele e o dinheiro. A série já contou essa história inúmeras vezes, não era necessário fazê-lo novamente e ainda de uma forma preguiçosa.

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