Glee 6x08: A Wedding

sábado, fevereiro 28, 2015


Tempo de celebrar.

Sem grandes surpresas, chegamos ao momento que todos esperaram, seja por preferências de shipp pessoais, seja pela previsibilidade da própria série: Brittany e Santana oficializando o que já estava mais ou menos determinado desde o 100º episódio, Kurt e Blaine dando um fim (oremos) às idas e voltas e ao mimimi que os acompanha já há algumas temporadas. Nem posso dizer que o casamento duplo foi tão forçado quanto poderia ou que de alguma forma prejudicou o destaque ao meu casal favorito, que obviamente é o primeiro. Foi bonito vê-los celebrando juntos, especialmente com o discurso de Burt, oficializador "formado pela internet" da vez, sobre como os quatro simbolizaram o enorme avanço que tivemos nos anos pré "ditadura gay" pra cá, embora ainda tenhamos muito a avançar.

Brittany, que desde seu nascimento acidental após uma agachada da mãe no celeiro que serve de cenário para toda a trama, estava impagável. Supersticiosa até o último fio de cabelo, com calcinha azul velha de Tina emprestada, foi o mix de alívio cômico e extrema ternura que aprendemos a amar. Teve até um toque de malícia, revelando que estava mancomunada com Sue desde o início para juntar Kurt e Blaine e realizar o casamento gay do século, abrindo portas para outros shipps com apelo futuro, como Puckcedes e  Faberry (#RememberAchele). Fica aqui, aliás, o pequeno estranhamento pela ausência de Quinn justo no casamento das melhores amigas, quando a tivemos em episódios muito mais avulsos dando conselhos para Becky, enquanto poderiam ter guardado a participação pra esse. Aceitemos que ela estava no banheiro, se maquiando, junto com Pierce e Emma.

Quem fez um retorno triunfal e importantíssimo, mesmo que sem falas, foi Sugar Motta, rainha das caras e bocas na pista de dança. Para quem não sabe, Vanessa Lengies é uma eterna defensora de um plot de fan fics em que Sugar seria a filha de Brittana que vem do futuro para garantir que suas mães fiquem juntas e, embora essa delícia surreal da ficção científica não tenha sido confirmado na série, deve ter sido o maior barato para a atriz, que a cada entrevista se mostra num estágio avançado de maturidade mental, gravar suas cenas imaginando que era esse o caso. A presença de Sugar possibilitou ainda a reunião das Trouble Tones, coral formado por ela, Brittany, Santana e Mercedes, agora com a participação das várias mães avulsas, que confirmaram a regra de que a velharada aproveita casamentos muito melhor do que a geração mais nova.

Falando nos mais antigos, Abuelita deu as caras, graças à intervenção de Sue e sua maravilhosa pSUEcologia reversa. Gostei de não terem feito com que ela subitamente aceitasse tudo o que estava dizendo ser contra há dois episódios, mas que tenha dado o ar da graça por compreender que estava perdendo a neta e deixando de celebrar um momento importante na vida dela por pura teimosia. A superação comedida do ódio de Santana por Sue, que já tinha explodido no primeiro episódio tributo da morte de Finn, também foi coerente e não pareceu deslocada.

Tirando a grande festa que foi o episódio e a sensação bacana de ver todo mundo se divertindo como nos velhos tempos, sobra o que foi a minha parte favorita, mesmo que reduzidíssima no contexto do roteiro: Tina e Artie. A decisão dela de pedir Mike em casamento foi totalmente descabida, óbvio, mas permitiu que os dois tivessem algum tipo de conclusão mais definitiva do que o término entre temporadas que ocorreu entre a terceira e a quarta temporadas, e abriu portas para a cena final com Artie que achei de uma cretinice e sensibilidade sublimes. Os dois foram um dos primeiros pares explorados na série e, embora tenham terminado tão rápido quanto começaram e sem motivos muito bem definidos, como explicitaram na conversa, sua amizade e relação meio possessiva sempre permeou os episódios dali pra frente. Sigo firme na minha torcida para que Artie reate de vez com Véia e que Tina encontre alguém para realizar seus desejos motivados a invejinha dos amigos, mas se por acaso os dois cumprirem o pacto de se casarem por falta de opção, não será o fim do mundo.

Rachel teve o seu momento, também pequenino, se preocupando com a reação de Carole ao relacionamento dela com Sam, e instantânea aprovação que teve durante a cerimônia, o que foi bonitinho e representativo, mas nada que se compare ao discurso de Pierce, finalmente liberto do banheiro, sobre como sua filha era a mais bonita dali e que "não tinha nem competição, porque de resto era só mulher feia ganhando".

Músicas:
"At Last" - Etta James: Mercedes Jones and Artie Abrams
"Hey Ya!" – OutKast: Artie Abrams with Jane Hayward, Madison McCarthy and the wedding guests
"I'm So Excited" - The Pointer Sisters: Maribel Lopez, Whitney Pierce, Carole Hudson-Hummel, Pam Anderson and the Troubletones
"Our Day Will Come" - Ruby & the Romantics: Santana Lopez, Brittany Pierce, Blaine Anderson and Kurt Hummel

Talvez Você Curta

1 comentários

Fala aí, seuslindos!

Disqus for Seriadores Anônimos

Subscribe