Game of Thrones 5x03/04: High Sparrow / Sons of the Harpy

segunda-feira, maio 18, 2015



As emoções foram fores aos poucos Starks que restam.
A chegada de arya ao templo das mil faces parece finalmente desenhar um destino à personagem, que só vagava de um canto a outro. Não tenho esperanças de que a personagem se desenvolva rapidamente neste local, mas ao menos chegou lá. Agora é só começar o treinamento para a pequena Stark tornar-se um assassina profissional, já que em outros tempos foi estagiária de Jaqen Hagar e Montanha.

Jon na muralha se sente pressionado. Se ser um legítimo Stark a ele parece muito, ser um honrado patrulheiro da noite parece algo ainda mais notável. O juramento de Jon Snow, que resiste até à Melisandre - o primeiro a negar-se à moça, até então - o faz seguir seu dever como patrulheiro da noite e, agora, como comandante da mesma. Como comandante, Jon tem o difícil dever de defender uma muralha enorme com poucas centenas de homens, o que o faz pedir ajuda aos selvagens. Eu, particularmente, acho esse plot um tanto quanto "O último dos moicanos" com o cara se afeiçoando aos costumes do povo da amada, assim como em "Avatar", "Dança com lobos" e dezenas de outras histórias.

Sansa - a que eu costumeiramente chamo de "Sonsa" - é com certeza a Stark que mais sofre desde a primeira temporada. Agora, como se não bastasse tamanho sofrimento, a infeliz é prometida ao doidinho capador, também conhecido como Ramsey Snow ou Bolton, como queira. A menina simplesmente passou através das mãos de um cafetão de marca maior de uma estadia no resort Lannister para o resort Bolton. Deveríamos conhecer o seu guia de viagens que programou isso tudo. Óbvio que daí apenas sofrimento pode vir. Sria tolice da nossa parte achar que alguma coisa aconteceria com os Boltons neste momento, já que eles são os únicos - que a série mostra, ao menos - que estão em Winterfell. Stannis está relativamente próximo, mas não está lá.

Mas apesar dessa adrenalina dos Starks há mais ocorrendo na capital. É fato que essa temporada terá a religião como um dos pontos focais de desenrolamento das tramas. Cersei aliou-se ao velhinho maluco para atingir os Tyrels através de Loras. Interessante ver a política utilizar a religião como desculpa para entronizar sua vontade. E é incrível como sempre que falamos em Lannisters falamos em política. E como todos os bons políticos, os Lannisters fazem suas trapalhadas, levando um cavaleiro sem mão a uma terra hostil resgatar uma menina que os espectadores sequer se lembram que havia desaparecido do elenco. GoT faz isso vez ou outra, não dando atenção a um fato que será importante mais tarde.

Jaime resolveu levar Bron consigo para Dorne. Ótima ideia, pois acho que o personagem sozinho é extremamente chato. Bron, por sua vez é canastrão até o último fio de cabelo o que torna todoas as cenas divertidas. As suas cenas de batalha são sempre ótimas e é o cavaleiro que mostra a maior segurança em toda a série. Improvável que essa empreitada dê certo. Me pareceu apenas que Cersei queria se livrar de Jaime e falou 'duvido'. Aí deu no que deu: nessa jornada idiota.

Tyrion também se diverte na companhia do eterno friendzone Jorah Mormont. A história adora nos mostrar Tyrion se relacionando com poucos personagens desde a primeira temporada. O anão está sempre viajando ou preso, o que nos priva de vê-lo em ótima cenas com outros personagens. Mais uma vez vemos um Tyrion limitado pelo antipatia do friendzone. Mas pensem comigo, caros leitores, se o Jorah foi mandando embora por Daenerys por que este indivíduo insiste em retornar à presença da bela loira? parece que gosta de ser esculachado.

Daenerys continua em sua jornada de marasmo, sem saber como governar um povo escravo. Nessa brincadeira os imaculados tomaram uma surra e o velho Barristan Selmy, um dos maiores cavaleiros de Westeros, acabou morrendo em uma luta boba. Confesso que, apesar de não me apegar aos personagens, fico meio triste por ver personagens relevantes terem fins pouco dignos. Martin o tempo todo faz com que nos decepcionemos que nossos personagens. Basta lembrarmos de Drogo e Ned Stark ainda na primeira temporada.

Enfim, surpreendente, emocionante, decepcionante. Assim é GoT. Tão real quanto à vida, com pouco romance, pouca frescura. GoT está aí para nos lembrar que na vida ou você se preocupara com um ideal ou você se preocupa com a sua cabeça.





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