
Em termos de acontecimentos acontecidos acontecendo, nada de mais. Tony continua fazendo o que quer, comendo tudo quando é mulher, inclusive a Svetlana, que tem uma perna só. Finalmente ele matou o chato do Ralph e largou a terapia. Mas tudo indica que ele vai voltar. Isso por que a Carmela, tomou uma atitude e botou-lhe pra correr, depois de anos de traição, mentira e humilhação. O quase-romance dela com o italiano Furio foi a coisa mais interessantezinha, mas nunca vingou, e ele até voltou pra Nápoles, evitando ser morto ou matar o Tony.
O Christoffer então ganha mais a confiança do Tony e seria seu 'garoto de recados de luxo', o negociante oficial da Família Soprano. E chegou uma hora que ele acabou intertnado nma clínica, depois de heroína que não acabava mais injetada entre os dedos dos pés. E a Adriana foi pega pelo FBI pra soltar o verbo, mas até o final não tinha servido pra nada.
O Paulie foi preso e rendeu umas coisinhas engraçadinhas quando botou a mãe na casa de repouso, que mais parecia uma pré escola.
O Tio Corrado Jr. Soprano foi a julgamento e saiu livre. E o Bob Baccalieri, único capo fiel à esposa, ficou viúvo e Janet viu ali sua nova vítima.
Rezem por mim, que a quinta temporada vem aí. Que seja breve.

Achei que foi uma temporada bem à toa. Até agora não sei o motivo de terem feito. Quase nada acontece. Começam grampeando a casa do Tony. Dae você pensa: Boa, a galera vai se ferrar e vai pra prisão, ou algo do gênero. Que nada!
Logo a Meadow, filha chata do Tony, leva a lâmpada grampeada pra seu quarto na faculdade e não se fala mais no assunto. E tirando o caso dela com um afro-americano - como eles mesmos adoram falar - e depois com Jackie Aprile Jr, filho do ex-chefão, morto pelo câncer, a coisa fica morna, quase fria.
O Tony se livra da amante russa e arruma uma doida italiana no consultório da psiquiatra. E logo ela precisa de um corretivo pra ficar em seu devido lugar.
A irmã dele apareceu poucas vezes, o Christoffer fica lá, no estilo pau mandado de sempre, assim como o Paulie e os demais.
E enquanto nada acontece, a pobre Carmela sempre cozinhando mais e mais macarrão pra toda a galera.

O Tony, depois da prisão do tio, virou o big boss. Dominou tudinho oficialmente. Ele até foi para a Itália, conhecer os mafiosos de lá e importou alguns capangas. Teve de lidar com o mala Richie Aprile, que vem a ser irmão do finado Jackie Aprile, o chefão antes do Tio Corrado. Dae o cara vem cheio de marra, querendo dar uma de fodão e o Tony sempre botando ele de volta no lugar dele.
E sem falar que o Richie se junta com a Janice, uma irmã bem interesseira e carniceira do Tony e então, junta a fome e a vontade de comer e viram o casal mais idiota do mundo. Mas isso só até o Richie dar-lhe uma muqueta na boca e ela delicadamente devolver o favor à bala. O amor é lindo.
Os filhos do Tony sempre uns chatos. Querem a grana do papi, mas se fazem de ofendidos com a, digamos assim, profissão do progenitor.
A Carmela, meu deus, que mulher de aço. Continua aturando esse marido que só faz o que quer. Até que ela tentou ter um amante, mas o coitado evaporou quando descobriu quem era e o que fazia o maridinho dela. E de final ela bem que diz pra ele: te vira ae, vou viajar com as amigas. Vai mesmo Carmela. Vai mesmo.
Ah, a mãe do Tony, aquela lambisgóia velha só causando problemas seja em hospital, o aeroporto, na rua, na chuva, na fazenda, na casinha de sapê. Aff. Insuportável. Bem que o Tony deu-lhe uns bastas.
E o Christoffer sempre fazendo o que o chefe manda, o trabalho sujo e tal...acabou tomando umas belas balas e ficou internado, perdeu o baço e e de brinde foi promovido.
E isso, por que abriu uma vaga. Já que o velho Pussy, depois de um tempão servindo de ajudante pro FBI foi descoberto e acabou virando comida de peixe.

Pois bem. Meus problemas acabaram e lá fui eu, detonar a primeira temporada.
No começo eu juro que não estava entendendo por que é que The Sopranos é considerada a melhor série dos últimos 25 anos.
Isso quer dizer que, desde que eu estou nesse mundo cruel, nunca fizeram outra série que prestasse. Na verdade não concordo muito com isso ainda, mas também, só vi os 13 primeiros episódios da saga de Tony Soprano e sua família. Aliás, famílias. A Soprano mesmo, com toda aquela parentada italiana se metendo em tudo (e disso eu entendo) - e tem a família da máfia, com aqueles tantos de tios que não são tios, mas que é bom ter por perto no caso de precisar de um revólver extra.
Tony Soprano não é exatamente o Chefão, mas manda na parada como ninguém. Na prática ele comanda, mas na teoria é o tio dele, Júnior Soprano quem dá as cartas. E isso é exatamente o que Tony quer que o velho pense.
Tony é uma figura humana. Pai, marido, amigo. Até certo ponto tem uma vida comum, exceto pela parte do crime organizado. E ele também tem problemas. E por isso começa ver uma psiquiatra, sempre em segredo, porque mafioso que se preza não tem depressão e não toma prozac.
Aos poucos, vamos descobrindo quem é quem. A esposa, Carmela, que aguenta um monte de porcaria, traições e tudo o mais, mas não sai do lado do marido. Os filhos, Meadow e Anthony que até certo ponto, não sabem muito bem o que papai faz para viver.
Tem o afilhado Christoffer, que ser mafioso quando crescer e vai seguindo os passos de Tony, apesar de hora e outra aparecer com uma cagada monstro pra consertar.
E tem, é claro, a matriarca. Livia Soprano. Que figura. Que velha mais chata e mais louca. Eu passei os 13 episódios querendo que ela morresse, por que ela só faz ferrar a vida do Tony sem ele perceber. E isso desde que ele era um pirralho. Ela manipula como ninguém, e naquele drama da mama italiana vai conseguindo o que quer. Verdadeira mafiosa, capaz de tudo, até de , com jeitinho, pedir ao cunhado que desse cabo do próprio filho.