Ringer 1x01: Pilot

sexta-feira, setembro 16, 2011


Ruth e Raquel. Paola e Paulina. Siobhan e Bridget?

Ringer, estrelada pela eterna caça-vampiros, Sarah Michelle Gellar era, provavelmente, a série mais esperada dentre os três lançamentos agendados pela The CW. A protagonista, com uma legião de fãs fiéis e fora da TV há tempos, foi escolhida a dedo para trazer audiência para a CBS, mas a emissora deve ter percebido que aquilo era uma tremenda fria, porque se livrou da bomba rapidinho, deixando-a para explodir nas mãos de outro.

Ringer, que fez um Piloto absolutamente vergonhoso, mal editado, pessimamente roteirizado e com (D) efeitos dignos de Oscar é o tipo de série ruim que dá má fama à CW. Todo mundo sabe que sou defensora do canal, mas tudo tem limite. O primeiro episódio de Ringer é indefensável.

É tudo tão mal feito que a utilização de Chroma Key fica aparente 100% das vezes. O recurso é válido, com certeza, mas a ideia toda é de que o público não note a diferença entre um cenário real e um digitalizado. Não consigo apagar da memória a cena do barco, onde Bridget e Siobhan fingem ser as irmãs mais felizes, até que uma desaparece. A partir desse momento, perdi completamente a fé que eu tinha em ver mais um Piloto bem sucedido.

Algo que me surpreende muito é que a crítica americana aprovou a série e fez elogios. Acho que é porque eles ainda não viram Mulheres de Areia ou La Usurpadora. Supondo assim, acho que posso imaginar alguma empolgação sobre uma trama em que a irmã boa precisa sobreviver aos obstáculos deixados pela irmã má durante o “troca-troca” entre elas.

Não sou contra clichê bem utilizado, e o pecado de Ringer nem é esse. Há um problema grave na apresentação dos personagens que, na verdade, nem foram apresentados direito porque 95% do tempo de tela foi para Sarah Michelle Gellar tentar nos convencer de que pode interpretar duas pessoas distintas. Infelizmente, nesse primeiro episódio, ela não obteve grande sucesso, a despeito do que muitos membros do fã clube de Buffy possam afirmar em defesa de sua musa.

A história dessas gêmeas é, em linhas gerais, como as outras já citadas. Siobhan é rica e potencialmente perigosa. Bridget é ex-stripper que freqüenta a Rehab (No, no, no!). Ambas estão fugindo de alguma coisa, mas Siobhan, muito esperta, vai para Paris beber champanhe e desligar o telefone na cara das pessoas, enquanto Bridget, com medo de ser morta depois de testemunhar contra um criminoso, cai como uma pata na armação da irmã.

Ao descobrir que Siobhan sumiu, Bridget se faz de inocente e prefere acreditar que ela cometeu suicídio, o que é bem óbvio, já que suicidas SEMPRE deixam seus anéis de diamantes em caixinhas de remédio como brinde para quem encontrar primeiro. Aproveitando esse presente póstumo, Bridget acha de bom tom roubar a vida da irmã, aproveitando que ninguém sabe que ela existe.

Estranhamente, Bridget parece conhecer cada membro da família da irmã mesmo sem jamais tê-los visto e depois de passar seis anos sem ter contato algum com a dita cuja, o que dá novo significado à expressão “não faz sentido”.

Logo Bridget descobre que Siobhan tem um casamento de fachada com Andrew (Ioan Gruffudd) e que é amante de Henry (o pé frio Kristoffer Polaha), o marido de sua melhor amiga, Gemma (Tara Summers), que provavelmente é a pessoa que manda matá-la logo nesse Piloto. Ou não.

Mesmo com tanta coisa difícil para lidar, Bridget prefere isso a ter que colaborar com o agente Victor Machado (Nestor Carbonel – Insira uma piada sobre rímel e lápis de olho aqui!), colocando um bandido na cadeia. Sentiram o drama? Eu estou fugindo dele o mais rápido que posso.

Ringer conta a produção executiva de Pam Veasey ("CSI, NY," "The District"), Peter Traugott ("Samantha Who?") e Richard Shepard ("Ugly Betty"), que mesmo já tendo recebido um Emmy, dirigiu esse Piloto e permitiu que ele viesse ao mundo.

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3 comentários

  1. Apesar de todos os defeito desse piloto eu gostei, e como já comentei em inumeras reviews por aí, o motivo de eu te gostado da série é que eu não esperava nada dela, pra mim tanta faz como tanto fez, minha expectativa era zero, talvez por isso não foi um choque ver o piloto.

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  2. Oh seriezinha porca.

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  3. Ringer é o meu mais novo guilty pleasure.

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