Law & Order SVU 14x03: Twenty-Five Acts

segunda-feira, outubro 15, 2012



Talvez ser a autora de um best-seller não seja tão boa idéia assim.

Assisto SVU há anos, e me impressiono como nunca cansei, a série consegue se renovar e utilizar casos de repercussão, ás vezes mundial, para trazer um novo caso. Essa semana não foi diferente. Será que ser escritora de um best-seller como "50 tons de cinza" tem um lado negativo?

Jocelyn Paley (Anna Chlumsky, sim, é aquela menina fofa que protagonizou "Meu Primeiro Amor" há anos atrás) está famosa e ganhando muito dinheiro com seu livro "25 atos", o livro que traz um romance carregado de cenas de sexo, sadomasoquismo e submissão, tudo que se pode esperar é apenas um grande sucesso. Mas, o livro lhe traz graves consequências.

Após ser entrevistada por Adam Cain em um Talk Show, ao estilo David Letterman, Jocelyn aceita sair com o apresentador, inclusive, a tentativa de sedução parte dela primeiramente. O que ela não esperava era que na cama Cain se revelaria um monstro e um adepto de colocar em prática um pouco da ficção de "25 atos". Adam acaba violentando a menina, que vai embora achando que não tem direito de prestar queixa por ter sido ela que provocou para que o ato sexual acontecesse, mas sua assessora chama a polícia ao encontrá-la machucada. Sabendo que a polícia foi avisada, Cain volta a violentar a menina em um elevador, como um aviso e punição. E é nesse momento que ela toma coragem pra denunciá-lo.

Um caso bem interessante, principalmente quando chegamos aos tribunais. Que, na minha opinião, é a melhor parte de SVU. Rafael Barba é o promotor encarregado do caso, frio e direto ao ponto. Quando os detetives reviram a vida de Jocelyn antes do julgamento, eles descobrem que ela não é a autora do livro, mas sim sua professora da faculdade. A tentativa ali no tribunal é provar que Cain é violento, que nada foi consensual como ele diz ter sido. O que o excita é a violência na hora do ato, ver a parceira indefesa, e é nesse ponto que Barba consegue pegá-lo. Foi muito interessante vê-lo pedindo pra Cain mostrar como se utiliza o cinto em uma relação sexual e ao provocar a paciência de Cain ao extremo, ele se perde e aperta o cinto com toda força no pescoço de Barba. Provando pro júri a total falta de controle do réu.

Tivemos também a despedida do capitão Harris que está deixando o cargo, já que Capitão Cragen está liberado pra voltar ao trabalho. Um pouco de alívio pra Liv que enfrentava dificuldade em lidar com ele. Nick continua sendo o personagem mais chato, sem querer compará-lo com Stabler (ai que saudade do Stabler), mas pedir pra sair da parceria com Liv por ela não confiar nele?! Custava nada esperar, a mulher ficou sem o capitão com quem ela trabalha há anos e sem o parceiro que a acompanhava há doze anos nessa jornada. Acho que um pouco de compreensão seria muito bom. Mas, a gente sabe que Liv não é fácil e acredito que Rollins é a melhor parceira pra ela nesse momento.

Chamou minha atenção que eles mostraram mais as cenas de abuso sexual nesse episódio, o que não é muito do feitio da série. E me parece que tentaram debater até onde vai a influência de filmes, livros, séries e afins nas pessoas. Uma ficção é capaz de induzir uma pessoa a cometer um crime, ou o fato de uma mulher gostar de sexo casual significa que ela merece ser violentada?

Foi ótimo ver Anna como atriz convidada desse episódio e espero que eles não foquem muito nesse draminha do Nick em relação a Liv. 

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