Grey’s Anatomy 9x06: Second Opinion

sábado, novembro 24, 2012



Quando Derek Shepherd volta a ser Derek Shepherd.


Estava demorando mas chegou a hora de Derek fazer mimimi e culpar alguém pelas consequências de algum acidente como ele sempre fez. Só eu fico morrendo de raiva deste cara que faz um discursinho meia boca para inspirar as pessoas e depois fica enchendo o saco da Callie e a culpando pelos riscos que ele aceitou correr? O pior é que todo o processo contra a empresa aérea não está mais fazendo o menor sentido e deixou tudo muito confuso, primeiro porque eles já deveriam ter aceitado o acordo há muito tempo e depois porque culpar o hospital é a coisa mais no sense do mundo. Então quer dizer que se fosse uma viagem particular a pessoa que comprou a passagem e pegou o avião seria a própria culpada pelo ocorrido? Não sei se sou o único com este sentimento, mas eu não vejo a hora da queda do avião virar completamente passado na série. O que salvou um pouco este plot foi a emoção de Callie tentando reanimar o colega e prometendo buscar a sua recuperação até a última tentativa. A cada dia gosto mais da maravilhosa Dra. Torres.

 Se Derek deu um ou dois passos para trás, Arizona literalmente deu alguns para frente. Eu realmente gostei muito de ver a Bailley finalmente fazendo alguma coisa de útil e ajudando a amiga a se superar. Tirando o passarinho da gaiola, Bailley conseguiu fazer com que Arizona voltasse a se apaixonar pela sua profissão e aos poucos pela sua própria vida. Eu não gosto muito de ambas as personagens mas gostei muito de toda a trama e principalmente do desfecho.

Cristina continua roubando completamente a cena, ela não se cansa de ser foda e voltou com tudo, apelidando os internos malas e inúteis com nome de anões, tirando sarro da relação ridícula da April com Jesus, mostrando o quão gênia da cardio é e provando que pode ser sim uma boa professora. Apesar de ter chegado tocando o terror nos internos, Yang começou a torná-los interessantes, colocando um contra o outro em pequenas disputas e mostrando que a sua reputação é mais do que justa. Eu até acabei simpatizando um pouco com os internos ao perceber a admiração deles pela nova atendente. Mesmo se mostrando forte durante quase todo o episódio, ao final percebemos o quão sozinha Cristina está, abalada com a perda do Dr. Thomas e pela consolidação de sua separação com Owen, que mais uma vez teve seus momentos de chiliques desnecessários. Engraçado perceber que a personagem sempre sonhou com liberdade e em com sucesso em voo solo e que acabou conseguindo o desejado justamente quando está se sentindo mais sozinha. O episódio encontrou no final o seu ponto alto com Cristina procurando a companhia de Karev, fortalecendo ainda mais história entre os três residentes principais da série.

Por falar no cara, o plot da compra da casa começou meio bocó e até sem sentido, mas a forma como representou a luta do personagem pelo crescimento pessoal acabou sendo muito boa. Ele voltar a ser o pegador do hospital pode parecer babaca e repetitivo, mas é bom perceber que este comportamento acaba sendo seu porto seguro, uma vez que toda vez que tenta mudar seu comportamento acaba se frustrando. Toda a mitologia da série envolvendo a casa foi bem legal e serviu para deixar ainda mais claro que a interna menos avulsa, aquela que ficou tomando gorfo o episódio todo, é a nova Izzie da série. A moça se preocupa com os pacientes, acaba meio que se ferrando por isso, persiste no caso e tem uma relação de amor e ódio com Karev, preciso dizer mais alguma coisa.

Foi engraçado ver o quanto realmente Avery estava interessado na vida sexual e amorosa de sua mãe, assim como o Chief, eu fiquei durante todo o episódio me perguntando o porquê dele ler tudo aquilo e ainda se esforçar para que as mensagens chegassem ao seu verdadeiro destino. Gostei também do gelo que o cara deu na April, uma vez que eu cedi e estou me irritando muito com a chatice da personagem, com Jesus e suas metáforas ridículas. Só fico com dó do cara que realmente gosta dela e está fadado a aturá-la.
O episódio realmente não foi grande coisa e, pelo menos para mim, acabou sendo um festival de pequenos erros e acertos. O bom foi que tudo foi conduzido de forma leve, lembrando as primeiras temporadas da série (lembra da época em que Greys tinha até uma abertura?). É bem verdade que a formula é sempre a mesma e que muitas situações acabam se repetindo, mas time que está ganhando não se muda.

PS.: Me desculpem pela demora na review, mas muito trabalho e uma viagem para aproveitar 6 dias de feriado prolongado acabaram atrasando tudo. Para vocês terem ideia, fiquei quase 3 semanas sem ver nenhum episódio de série e meu HD está lotado com quase 50 episódios. 

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2 comentários

  1. Esse episódio teve várias coisinhas que me irritaram profundamente: Derek fazendo suas derekices (adorei esse termo inventado pelos fãs), Avery brincando de cocada do romance da terceira idade, April sendo retardada (como sempre) e essa nova interna sendo a Izzie II. Aliás, isso foi o mais irritante, se eu odiava muito a original, como suportar um clone? Só duas coisas me alegraram: Cristina cardiogoddess badass de volta e Arizona andando sem frescura. E sinceramente não sei o que pretendem com essa estória de culpar o Owen pelo acidente...lá vai a Shonda estragar de novo tudo.

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  2. Nem achei o Derek tão chato como costuma ser dessa vez, ele reclamou da falta de segurança da Torres sim, mas acredito que justamente porque confiava nela pra fazer a cirurgia e queria que ela confiasse também pra continuar tentando.

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