Cougar Town 4x09: Make It Better

domingo, março 10, 2013



 Que tal um robô sexual?


Cougar Town é uma comédia nonsense e isso todo mundo que assiste já sabe. Mas se teve algo nonsense em Make it Better, foi só a discussão sobre robôs sexuais, que já apareceu logo na abertura (“Bem-vindo a Cougar Town – fazendo as perguntas difíceis sobre robôs sexuais”). De resto, todas as piadas tiveram um fundo dramático ou para refletir. Exceto por Tom dando injeção na bunda da mulherada, quem sabe.

Começamos com o sofrimento de Jules, que não gosta de finais de filmes que deixam perguntas no ar (como Inception e Grease [!?]). Destaque para Grayson compondo canções – as musiquinhas do rapaz estavam fazendo falta.

O sofrimento da protagonista aumentou com o diagnóstico de pedra no rim. Como nem tudo estava perdido, a panela tem os serviços médicos delivery de Tom. Parece que desde que foi aceito oficialmente como membro do grupo, o careca só pisou os pés dentro da casa de Jules (sem ser às escondidas) duas vezes. Por isso, claro que as injeções foram dadas pela janela. Não dá para saber o que é mais bizarro: a cara do Tom ou a cena como um todo.

Ok, talvez os robôs sexuais não tenham sido o mais sem noção de tudo. O que dizer da música de suspense cada vez que o telefone tocava? 

Mas, falta de noção à parte, as problemáticas do episódio giraram em torno do dilema de Travis em querer se tornar um “pegador”, no lance de Jules cuidar do pai, que havia caído do cavalo LITERALMENTE e estava com a perna quebrada – o que incluía fingir que ela estava bem e fingir que não estava se importando em cuidar do velho, e de Ellie tendo que aturar o almoço/jantar com Andy, Wade e Laurie – sem Jules.

De todos, o mais engraçado foi certamente o drama de Ellie. Já começa que foi perante o tédio do almoço que Andy lançou a história dos robôs sexuais. Não fosse uma escapada para o banheiro (aka casa da Jules), a sra. Torres teria cometido suicídio afogada em vinho. Para melhorar, a malvada foi salva pela injeção de Tom, que a deixou mucho loca e amando Laurie – até passar o efeito, porque nada dura para sempre.

Travis passou o capítulo sendo tutelado pelo pai nº 1 (Bobby) e o pai nº 2 (Grayson). Como o nº 2 quem manja da arte de “pegar as mina”, Travis TENTOU acompanhar os ensinamentos do padrasto. O melhor foi Bobby dando apoio moral e servindo de cobaia, sendo xavecado hipoteticamente por G-man e dizendo que estava se sentindo estranho. Deixa o Andy ficar sabendo!

Na teoria, tava tudo bem, mas na prática, o jovem Cobb falhou. Isso é, levou um fora da guria, MAS... causou ciúme em Laurie, que causou ciúme em Wade, que fez a linha mulherzinha e acabou com o jantar. Andy pensou que a conversa sobre os robôs sexuais ia inspirar Ellie, mas acabou sendo rejeitado. Só pra não perder o costume, sabe como é.

Vendo que deixar o filho tentar aprender algo com o pai nº 2 não estava levando a lugar nenhum, Bobby pra variar se mostrou o personagem mais sensato quando o assunto é dar conselhos – e ser pai – e deu uma grande lição: que não adianta tentar ser algo que você não é. A dica surtiu efeito e Travis saiu das cantadas de pedreiro pras cantadas de nerd e faturou uma saída com uma japa. Nada mal!

E quem também achava que ia levar mais tempo para Laurie voltar atrás, enganou-se. Depois de ficar se incomodando sobre o rapaz o tempo todo – e falando pra Wade disso – a loira acabou sendo encostada na parede pelo namorado (e nem foi no bom sentido) e forçada a admitir que sente algo pelo pequeno (na altura, inclusive) Cobb. Fogos de artifício ao ver as chances dos dois ficarem juntos, enfim! Mas que deu dó do Wade, deu. E nem rolou um quebra gelo pra rir, poxa.

Por fim, o drama de Jules. Depois de passar o episódio todo se matando para não deixar o pai pensar que estava sendo um peso nas costas dela, não teve como esconder a própria enfermidade. A situação tragicômica de pai e filha levou a um papo que começou sem noção – ambos jogando experiências sexuais na cara um do outro, oi!? – e terminou deixando a audiência com lágrimas nos olhos. Quem não sentiu vontade de consolar o velhinho quando ele disse que era o maior pesadelo de um pai ter que depender dos filhos? Ou quando perguntou se Jules ficaria bem mesmo quando ele não fosse mais ele mesmo? Com toda a palhaçada indispensável à série, foi uma cena para refletir.

Pelo menos no final houve um ótimo quebra gelo. Depois do relato do pai de Jules sobre ter comido o dedo do tio dela, que era bandido, o episódio encerrou com a sobrinha recebendo uma ligação do tio, que falava no telefone com a “mão do dedo comido” de fantoche e pedia favores perigosos. Mas hein!?

Foram quebra gelos mesclados a dramas, o que tem deixado a série mais interessante. E depois desse mix, nada como uma taça de vinho e uma boa discussão sobre robôs sexuais, porque né?

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