Criminal Minds 8x19: Pay It Forward

domingo, abril 21, 2013



Gente... Baixei a série certa?



Honestamente, essa pergunta passou pela minha cabeça durante os três primeiros minutos. Quem também assiste Bones e não se perguntou isso... Bom, provavelmente está mentindo. Porque só faltava o "liguem para o Jeffersonian" pra ser exatamente a mesma coisa. Não que isso seja ruim, claro - Bones é uma série ótima, e os cadáveres putrefados, desfigurados e desmembrados que nela aparecem são parte de uma infinita fonte de criatividade a respeito de como descartar um cadáver. Fonte dessa que Criminal Minds bebeu divinamente, nos providenciando um episódio bastante tarantinesco. Muito sangue, vingança maquiavelicamente planejada para todos os lados, e gente inútil morrendo. 

O episódio começa meio sem sentido, com JJ perguntando "nos chamaram para um cold case?" (ou seja: "ligar pra Lilly Rush ninguém quer, né?"). Realmente, para resolver a assassinato de um estudante morto há mais de duas décadas, a BAU parece superqualificada - não fosse, é claro, outros cadáveres aparecerendo decapitados no mesmo dia em que a tal cápsula do tempo revelou a cabeça do jovem estudante. 

Só porque os cadáveres apareceram com o mesmo modus operandi, não significa que a coisa toda começou a fazer sentido. Vitimologia não batia, nada parecia se encaixar, até que baixou o santo da criatividade na equipe e resolveram investigar detalhes da vida privada de todas as vítimas encontradas. Novamente, o resultado encontrado parecia satisfatório, mas não fazia sentido nenhum: "o unsub está caçando hipócritas, pessoas cuja vida privada era exatamente o oposto daquilo que aparentavam ser publicamente". Mas, pensando bem, isso não se aplica a praticamente todo mundo? Absolutamente todo ser humano tem em si um pouco de hipocrisia. Logicamente, o unsub poderia estar caçando qualquer um de nós, seres baseados em carbono.

O mais divertido do episódio, contudo, foi perceber os grandes e quase cômicos podres que as vítimas escondiam - a jornalista militante anti-maconha tinha uma plantação particular de marijuana. Ou o xerife, frequentemente descrito como um "homem de família", era tão "de família" que tinha duas delas. Não deixei de me perguntar o quão engraçado seria se fosse Temperance Brennan constatando esses fatos, com a crueza e insensibilidade características de seu Asperger não-diagnosticado e seu QI equivalente ao de Reid.

Mais divertido ainda (estou particularmente sádica hoje. Culpa de uma maratona de 10 horas com dobradinha Kubrick-Tarantino) foi o serial killer, que decapitou o Riquinho Rico 25 anos antes, além de todos que tinham alguma forma de envolvimento com o estupro da garota que ele depois stalkeou e com quem se casou, descobrindo que a garota simplesmente não fora estuprada e que tudo foi apenas um grande desentendimento. Nada como descobrir que arriscou sua liberdade, sanidade e a própria vida a troco de nada, não?

Apesar de tudo estar fora do lugar e meio sem sentido nesse episódio certo da série errada, esse não foi um episódio ruim, ou necessariamente mediano - pelo contrário. Foi um aperitivo humorístico para aquecer-nos durante o pequeno break, e para desviar nossas mentes do fim do mistério do Copycat Killer, que, espera-se, está próximo. Então, só nos resta esperar...

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1 comentários

  1. "Nada como descobrir que arriscou sua liberdade, sanidade e a própria vida a troco de nada, não?"



    Também achei esse caso meio OFF, e se não fosse pela falsa acusação não teria gostado de jeito nenhum do episódio!
    Agora só esperar pra ver!

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