The Voice AU 2x05/06: The Blinds Part 5/Part 6

quarta-feira, abril 17, 2013


The Voice Austrália libertando o touro que existe dentro de você!

Muito simpáticos e cordiais, a verdade é que os treinadores do The Voice Austrália nunca lutaram de verdade por uma candidato na primeira temporada. Seal queria, Seal tinha, e facilmente montou um time muito superior ano passado. Com o acréscimo de Rick Martin às coisas mudaram, não só ele tem uma visibilidade maior como artista, mas também trás o elemento disputa para a mesa. Como ele mesmo falou, quando a paixão dele entra em ação, as coisas podem ficar meio assustadoras. Eu não diria meio, porque me assusta pra caralho ele encarando as pessoas no palco, eu com certeza não iria com ele. 

O bacana de isso tudo, foi que ele ensinou os outros artistas a lutarem pelos candidatos. Agora Seal perde candidatos não só para ele, mas para Joel e Delta também, que está bem mais ousada e mais solta essa temporada. É muito divertido ver os "coaches" realmente frustrados quando perdem alguém, ou dando soco no outro porque roubou o candidato... Mostra paixão, devoção pelos candidatos, que merecem muito, afinal o nível de qualidade está mais alto do que nunca. Vocês já perceberam que quase todos os candidatos que passam estão tendo quatro cadeiras viradas? E a qualidade dos reprovados? Impressionado com The Voice AU, quando todos os outros estão em vacas magras, ele só nos surpreende... Mais e mais!



E para começar bem a semana tivemos a comovente performance de Nicholas Roy, que apesar de toda a aparente emoção em sua apresentação, possui uma técnica e experiencia profissional de dar inveja. Parece que o artista já entrou naquele palco sabendo o que fazer, como fazer e à que tempo fazer para conquistar o público e virar as quatro cadeiras. Ele me pareceu "rato velho" de indústria musical, e acredito que com um talento desse e com tanto tino comercial, dificilmente o cantor não será um dos maiores nomes de seu time.



Quem veio na sequência,  mas que eu não vi graça nenhuma foi Katie Reeve. acho que a cantora tem muito mais disposição do que voz, afinal de contas a nota do "Then take!" ela não atingiu. Semitonou várias partes da música, além de forçar um áspero na voz que ela não tem, para executar a música de Janis Joplin. Joel brincão, trollou Delta no final e disse, vai que é toda tua. Mas não deu outra, a cantora foi mesmo pro #TEAMRICK aonde vai ser impiedosamente massacrada.



E exatamente nessa conversa de que essa temporada para entrar no The Voice AU não basta ser ótimo, tem que ser excepcional, é que se enquadra perfeitamente a apresentação de Josh Kyle. Particularmente não sou fã de Sting, mas "Fragile" é uma peça rara da história da música, e como Rick mesmo disse tem um pouco de R&B, pop, um swingado que faz dela uma grande música. E subir ao palco e conseguir cobrir muito bem todos esses quesitos, wonando a música, não é mérito de qualquer um. Josh é uma das melhores "blinds" que passou pelo programa. Apesar dele ter bem a cara do #TEAMDELTA queria vê-lo no #TEAMRICK para aprender um pouco mais de presença de palco. Apenas.



Se o nível já estava bom o que falar então de Miss Murphy? Cara, que corpo de voz, que tom, que suavidade, que brilhantismo. Sério, acho que de "soul singers" ela é a melhor coisa que passou pelo programa essa temporada. Concordo com Joel quando ele diz que ela lembra Karise, porém acho que é ainda melhor, pois tem um baixo registro de voz muito bom e encorpado. Ela simplesmente wonou a música de Etta James, e não poderia ter escolhido "coache" melhor para treiná-la, considerando que Seal levou a vitória sua similar o ano passado. Apesar do teatro dessa vez Rick não colou.



Na sequência tivemos  a ótima versão de "I Will Wait" de Nick Stenmark. Não acho que o cantor seja brilhante, mas Joel Madden está montando um time masculino muito com esse perfil, uma voz um violão. Então ele se encaixa muito bem dentro do mesmo, além de ter uma fragilidade na voz que faz um contraponto muito bom com os seus registros mais altos, quando se trata de folk. Deixa tudo mais chorado, se é que me entendem. O rapaz tem um bom perfil comercial também.


A primeira noite da semana terminou com a, na minha opinião, superestimadíssima, apresentação de Caterina Torres. Acho que todo o buzz foi muito mais pelo ótimo embate que rendeu do que pelo seu real talento. A cantora tem uma ótima presença de palco, conseguiu levantar a galera e tem uma boa voz, mas hey! É o mínimo que ela deveria saber fazer, afinal ela já foi uma profissional do ramo. Para mim além a da música de Rita Ora não ser muito exigente no quesito vocal, a cantora ainda se mostrou ofegante em várias partes da execução da canção. Mas do jeito que ela foi pimpada, não duvido nada que ela vá longe.


Com uma segunda noite, bem inferior à primeira, o que foi apresentado foi uma edição que eu realmente não consegui entender. O mesmo tempo gasto com a exibição de "blinds" que passaram foi gasto com candidatos que não entraram para o programa. Os candidatos eram bons? Eram! É The Voice Austrália! Mas estou ficando nervoso de termos apenas dois programas e dezoito vagas para serem preenchidas. No geral o episódio acabou sendo de Delta Goodrem, que além de adicionar dois fortes nomes ao seu time, ainda presenciou uma fã cantando uma de suas músicas no programa, porém que não foi aprovada. Junto com ela muitas vozes boas também não passaram, e a justificativa de que é porque o nível está muito alto na temporada, aqui no The Voice Austrália cabe. Nunca vi tanto talento junto! Ê programinha bom! 


A primeira apresentação que rendeu cadeiras viradas foi a do ótimo Michael Paynter. Primeiro que o rapaz não precisa abrir a boca para o público gostar dele, mas como o The Voice é um programa aonde o produto físico não conta o rapaz tinha que convencer os nossos treinadores no gogó, e para isso nada como "Somewhere Only We Know". O cantor não tinha nem executado a segunda estrofe e eu já estava em prantos aqui. Keane é a minha banda favorita, e essa música aí, não por coincidência, é a minha senha em vários lugares nessa internet... hihi (trocando em dois toque). Então a carga emocional que tudo isso me trouxe foi realmente de outro mundo. #TEAMJOEL tem se dado muito bem esse ano, com uns nomes muito fortes no time, e esse aí como delta disse, pode sim ser o seu finalista.


Sophie Phillis tem uma voz muito linda e um controle incrível na execução. Foi uma ótima performance da música de Kelly Clarkson, os agudos e as notas em que ela se pressiona à chegar são impressionantes, sem contar que as vezes ela exibia uns quebradinhos e uns "urgh" que realmente me chocaram. É uma voz que eu veria nos rádios com a maior facilidade do mundo. Ao que ela apresentou, vejo uma artista muito técnica, então nada melhor que Delta para treiná-la.


O pastor Tim Moxey que veio logo na seguida também não fez feio e cativou à Seal e a nós com uma performance emocionante de "I Wanna Know What Love Is". A música por si só já faz muita coisa, achei sensato do Seal esperar ele atingir aquela nota para poder virar a cadeira. O que eu achei realmente bacana foi que ele fez diferente e ao invés de atingir o agudo em lugares consagrados da letra da música como em "In my life", ele deixou para fazer "runs" em lugares inusitados, criando assim sua própria visão da música. É uma ótima aquisição do #TEAMSEAL que parece estar repleto de cantores soul e gospel.


A apresentação de Mitchell Steele rendeu ótimos momentos na noite, além sua incrível apresentação, tivemos "Delta goes funny again". Toda aquela pira dela imaginando já uma cena para a apresentação dele entrando montado em um cavalo, e Joel implicando com ela, que os seus olhinhos piscam quando tem homem bonito no palco, foi impagável. Mas claro que não ofuscou sua incrível versão da música de Adele. A impressão masculina e country que ele colocou sobre a música deixou tudo com um caráter muito próprio e muito único, fora os agudos que ele alcançou... Sensacional!



E para fechar a noite tivemos o prazer de conhecer a maravilhosa voz de Imogen Brough. E eu que jurava que a única Imogem que existia no universo era Imogen Heap, pude presenciar o nascimento de uma estrela no palco, como diz Rick. Apesar de ser fã da Florence Welch e ter uma voz muito similar, a cantora não se limitou a executar a música como no original e também fez os seus próprios desenhos na canção com um dos falsetes mais belos que já vi até agora no programa. E como de costume, mais um "pimp spot" vai para o #TEAMRICK. Sério "folks" acho que nunca na história de todos os The Voice, vi um time tão forte igual à esse, dá até medo de começar a contabilizar os nomes.

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3 comentários

  1. ia comentar isso outro dia... mas acabei esquecendo...
    o the voice AU é todo diferente do resto da franquia...
    não só pelo altíssimo nível dos concorrentes.. que não fazem o basicão pra ser aprovado.. mas colocam a alma no que estão fazendo.. cada um tem um jeito mto peculiar... não é mais do mesmo... e estamos cansados do the voice US, ja disse em outro post, pq tá plastificado.. superficial...comercial demais... e nao é isso que a gte quer... pelo ao menos nao os brasileiros que assistem...


    mas a outra diferença que estão sentindo mto em relação ao the voice AU são os técnicos... eles são mto pacionais...e isso é ótimo de ver...
    eles levantam da cadeira, ainda de costas, dançam, cantam..sentem a música.. viram a cadeira sem preconceito... socam o botão com toda força..com vontade... eles nao são engessados...

    talvez tb, fique facil pra eles agirem assim, pq o nível de cantores é mto alto...
    mas o termometro deles é mto parecido com o do público.. eles curtem o que estão ouvindo e por isso viram a cadeira...


    tomara que o the voice AU permaneça assim... pq é mto alto nível...

    ah, geralmente nao consigo assistir o eposódio completo, então, pf, se possível, coloque sempre pra qual time o candidato foi... pode ser????


    to amando.. e acompanhando diariamente as news dos the voices...


    tomara que o brasileiro seja melhor esse anooo.... temos tanta musica boa.. tanto soul...
    mas jurados que nao sabem fazer comentários criticos sobre as performaces... comentários tecnicos sobre execução... qdo Preta Gil, Flausino, Ed Motta e Luisa Posse auxiliaram os técnicos eles se sairam mto melhor que os próprios...

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  2. que bom que está curtindo... pode deixar vou tratar de colocar para onde os candidatos vão... acho a versão nacional meio aquém de entretenimento, mas as vozes são bem boas viu... oléria foi a ruth brown brAsileira... qnd ela pisou naquele palco eu sabia q ela ia ganhar

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  3. Parabéns pela review, muito boa! Cada vez tenho mais vontade de acompanhar o the voice AU. Só assisto o the voice US e tenho lido que o australia está até melhor!
    Baixei os episódios da 2ª temporada, mas não encontro legenda... Sabe aonde eu poderia encontrar?
    Obrigada desde já, continuarei acompanhando!

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