Vikings 1x05: The Raid

quinta-feira, abril 04, 2013



A batalha começa...


Nesse último episódio vemos o começo do embate que vinha sendo preparado desde o início do seriado, a batalha entre o futuro rei da Dinamarca e Noruega, Ragnar Lothbrock e Earl Haroldson. O conflito entre os personagens finalmente desenvolve para a parte física e visceral, deixando para trás a guerra psicológica que víamos anteriormente.

Enquanto Lothbrock, ausente das redondezas de sua terra, está em uma caçada, Harold comanda um ataque, o que mostra mais uma vez seu temor à influência que Ragnar vem conquistando com os moradores da tribo, a seu vilarejo, dizimando seus habitantes e acabando com seus suprimentos de comida, conseguindo com isso encurralar na casa da família Lagherta, seus filhos e Athelstan, que nem cogitam a possibillidade de fugir e sim, mantém sua posição para resguardar suas posses. Lagherta mais uma vez personifica a força das personagens femininas no conceito histórico da produção, a esposa de nosso protagonista não demostra medo ao se encontrar de frente com o perigo.

Ao ouvir então os gritos das vítimas assoladas pelo massacre, Ragnar parte em rumo de suas terras para impedir que a devastação continue. Vemos pela primeira vez, em uma sequência de batalha incrívelmente verossímil, toda a capacidade de combate de Lothbrock, que consegue sozinho matar vários dos criminosos ao comando de Haroldson.

Mesmo muito machucado o herói consegue tempo para que seu familiares fujam em seu barco, e o próprio, quando quando todos os inimigos o dava como acabado, consegue, após  se desvencilhar de seus atacantes e ser salvo por Athelstan, se encontrar ao redor de seus familiares.

Athelstan, cada vez mais conhecedor dos costumes nórdicos, se vê questionando Ragnar sobre seu relacionamento, pois o mesmo é diferente em relação ao dos outros mestres/escravos, e o salvamento de seu dono e sua família só faz com que o laço dos dois aumente, tanto que ambas culturas rezam para seus deuses para salvar o herói, e os dois pontos de vistas, no momento de desespero, são respeitados.

Enquanto Ragnar se recupera de seus ferimentos na cabana de Floki, Haroldson planeja o casamento de sua com o Earl da Suécia, na tentativa de com isso aumentar seu poder e suas riquezas, o começo também de uma possível rixa com sua esposa Siggy, que não se conforma com a atitude do marido, chegando até a ajudar o irmão de Ragnar, e Rollo nos surpreendendo mais uma vez mostrando que sua lealdade, após ser torturado e espancado pelo líder da tribo, se encontra em seu sangue e não na sua fome de riquezas e reconhecimento.

Após um começo arrebatador o episódio opta, em minha opinião em tomar um caminho mais intimista em sua metade final, colocando em questão aspectos psicológicos e sociais, como por exemplo onde se encontram a lealdade dos personagens, suas crenças e seus costumes culturais, dando aos espectadores mais tempo de se conectar com os personagens antes da inadiável batalha de Ragnar e seus seguidores contra a tirania de Earl Haroldson.

P.s. 1:
Muito interessante os questionamentos de Athelstan em relação ao tratamento permitido aos escravos da cultura nórdica.
P.s. 2:
Finalmente Ragnar começa a perceber as semelhanças entre os deuses de sua cultura e o da cultura saxã.
P.s. 3:
Liberar sua mulher para seus amigos parece que é um costume normal para os nórdicos.
P.s. 4 :
Em uma entrevista na WonderCon Katheryn Winnick (Lagherta) e George Bladgen (Athelstan) tocaram em vários pontos interessantes que não nos foram mostrados no seriado. Vale a pena conferir.
P.s. 5:
Informações Culturais: Ragnarök é o local onde, após inundação do mundo e a batalha dos deuses e suas mortes, eles ressucitariam e povoariam esse novo mundo.


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3 comentários

  1. A cena deles rezando pro Ragnar se curar, cada um pra um deus, foi muito linda *-*
    Já tava achando que tava demorando pra começar o caso da Siggy com o Rollo (que tá bem avançado já) .-.

    Eu sempre entendi o Ragnarok mais como o fim do mundo propriamente dito, que é quando os monstros vão se rebelar, os deuses (não todos) vão morrer e depois os deuses restantes liderados por Balder (acho), vão repovoar o mundo. Não é um lugar físico, é o evento .-.

    Confesso que a mitologia nórdica não é a minha preferida (é a grega), mas é a mais bonita e poética *-*

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  2. Foi realmente muito tocante a cena da reza...
    Essa descrição de Ragnarok que eu coloquei como P.S. eu retirei do livro: As Melhores Historias da Mitologia Nórdica de A. S. Franchini & Carmen Seganfredo, não posso falar que é a correta pois só tive uma fonte como pesquisa (desculpe qualquer erro).
    Agora sobre preferência de mitologias a minha, em primeiro lugar é a Egípcia (bem que poderia ter uma séria focada nela né?), depois Grega e depois Nórdica.
    Só pra comentar, vc meio que tá me fazendo ficar pobre, kkkk... comprei os 3 primeiros livros das Crônicas Saxônicas, só estou esperando chegar...
    Vlw por sempre estar comentando as reviews.

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  3. Ah, entendi. Essas coisas podem variar memso .-.

    Eu acho que prefiro a grega porque ela é mais comum na vida da gete, aí tem várias aplicações dos mitos, os deuses são mais normais e etc. Adoro a egípcia também, mas acho muito complexa :s
    Pra mim é Grega > Nórdica/Egípcia.

    \o/

    É só o começo, tem mais 4 (no mínimo) ainda \o/

    Você vai gostar (Y)

    ^^

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