The Voice AU 2x11: The Battles Part 2

quarta-feira, maio 01, 2013


E aí?! Pra você. O que foi mais decepcionante nessa segunda noite?

Eu só tenho mais algumas perguntas a fazer... Cadê o The Vioice Austrália que estava aqui? O Que fizeram com ele? Quem foi mesmo que teve a idéia de chamar Rick Martin para a brincadeira mesmo? Sério! "Não sabe brincar, não desce pro play!" Não se trata de ser um grande artista, um dos nomes mais conhecidos da música, ou ter uma ótima argumentação para os candidatos irem para o seu time. Nada disso adianta, se não souber treiná-los depois. Creio que o cantor latino fez de tudo, menos treinar. Cagou na escolha das músicas, cagou nos pareamentos, não soube treinar seus candidatos... Tanto é, que de seus cantores bons das blinds, apenas os experientes, ou seja, que não precisam de treinamento, conseguiram ir à frente.

Aí você pensa... Mas fora #TEAMRICK, porque o resto da noite não funcionou também? Uma série de fatores conectados, montaram os oitenta minutos de The Voice AU mais decepcionantes que eu já vi. "Steals" desperdiçados, falta de vida no palco, músicas erradas, pareamentos errados... Os minutos iam passando e eu só conseguia me irritar mais ainda com o que eu via. Joel Madden também não fica atrás, cometeu uma série de enganos nos pareamentos e escolha das canções. E como a noite já estava cagada mesmo, porque não colocar a "battle" mais fraca do #TEAMSEAL no balaio? Sério, se não fosse Delta deusa-salvadora acho que eu não teria nem forças para estar aqui fazendo essa review. Mas como diria Jack, o sofrimentos tem que ser sentido aos pouquinhos... Então vamos por partes.



Começamos a noite com a única apresentação sensata do #TEAMRICK. Vejam bem que não é muito difícil trabalhar nessa situação, Luke Kennedy e Belinda Adams são ambos tecnicamente treinados, experientes  e com gêneros musicais similares. Então, na realidade, não precisou que Rick fizesse nada. O pareamento qualquer um já previa, a escolha musical foi óbvia (a canção de Broadway em voga), e os cantores não precisaram de treinamento nenhum. Tenho que dizer que foi tudo muito bom na apresentação, mas com um treinamento, e um investimento maior do "coache" poderia ter sido espetacular. No fim das contas, Belinda já começou atrás, por causa do tom de Luke, e digo até que a performance dela foi melhor, mas não o suficiente para tirar essa desvantagem, e o cantor de ópera segue na competição.



Na sequência as coisas já começam a desandar logo na primeira "battle" do #TEAMJOEL. O pareamento justo era Kiyomi Vella vs Hannah Darling, e Maya Weiss vs Danny Hodson. A escolha musical também não ajudou muito. Se os pareamentos acima fossem feitos, as primeiras poderiam muito bem cantar um indie-folk e as outras um soul. Porém, com a escolha errada de música, as cantoras não poderiam ter se sentido mais fora de suas zonas de conforto. Não sei o que os treinadores viram de extra na performática de Kyiomi, achei tudo muito clichê, muito Bali. Eu particularmente sou muito fã da voz de Maya, mas ela foi reta a performance inteira, enquanto a adversária foi crescendo. E o falsetezinho de Kyiomi no "You've got to let me know" foi "dope". Ainda acho que no fim das contas Maya ia ganhar se não tivesse dado aquele tiro no pé, sendo assim deixou a competição antes do que deveria.



A edição resolveu colocar o pareamento mais fraco de Seal para esta segunda noite. Lembro que nas "Blinds" achei a voz de Sarah Martin com muito potencial, porém acho que devido ao medo e nervosismo da cantora muita coisa se perdeu nessa "battle". Ela estava "all over the place", sem contar que ela não tem a mínima presença de palco, parecia um joão bobo, o que ficava mais evidente ainda já que o seu adversário estava sentado. Já Shawne Kirke apesar de ter um timbre de voz não tão bom quanto, realmente se entregou na música, e apesar de estar sentado, pareceu que ele preencheu muito mais o ringue que sua adversária. 



Agora sinceramente não sei mais o que comentar. Começaram as cagadas de Rick. Gente, de que baú saiu a escolha de Third Eye Bilnd? Como não é nada novo, ninguém está divulgando nenhum artista, então o motivo não foi esse. Também não foi pelo estilo musical dos cantores, já que Bec & Sebastian são pop e James Walker indie. A única coisa que nos resta imaginar, é que Sr. Rick Martin estava dando aquela cagada de manhã e teve um insight cagado. 


As coisas já não estavam muito à favor, aí os cantores sobem ao palco e não entregam nem metade de seu potencial... Aí fica difícil. Adorei Seal esculachando. Foi tudo bem ruim, Bec deu umas desafinadas em seus gritos durante a música, fora as firulas, a dupla não se encontrava, e James do outro lado parecendo um zumbi no palco. A minha humilde opinião é que nenhum dos dois merecia continuar na competição, mas que com uma escolha de música decente poderiam ter sido perfeitos.   



E da única "battle" boa do #TEAMJOEL saiu o primeiro "steal" da noite. Lyric McFarland e Emma Pask foram muito iguais na música, cada uma wonando da sua forma, no seu próprio estilo, mas foi muito gostoso de ver. Lyric tem esse vozeirão, essa alma soul, groove, que encantou todos desde as "blinds", porém o estilo musical de Emma como é muito pouco explorado me faz querer conhecer mais um pouco do mundo da cantora, e como ela é incrível nele. Porém não achei que era nível de "steal", na segunda noite de gravação tiveram "battles" muito mais emocionantes e ninguém pôde virar porque já tinham o feito prematuramente.



E agora o momento mais bizarro da noite. Apesar dos cantores serem folk e indie, e a escolha musical de Rick ter sido novamente errônea... "Girls Just Wanna Have Fun" não é bem assim uma coisa de outro planeta, difícil de se adaptar. O problema como Seal ressaltou, é que não dá para sair trocando a melodia da música, pelo menos 50% dela o cantor tem que manter, se não vira alguma coisa que não é a música. E no caso de Kaity Dunstan, essa coisa era bem estranha viu. A menina parecia uma gata no cio, um disco arranhado. 


Será que ninguém treinou a adolescente? Ninguém à corrigiu nos ensaios? É para isso que os "coaches" estão ali. É muito triste vê a cantora que abriu a temporada de forma tão autêntica, deixá-la mais cedo exatamente por explorar demais essa sua característica, e não ter ninguém para instruí-la ao contrário. O que Nick Kingswell fez? Nada demais. Ficou no canto dele, cantou corretamente a música, esperou a adversária tropeçar no próprio pé e a vitória pular no seu colo.



E na única apresentação incrível da noite, que nos fez lembrar um pouco do nível das "battles" da semana passada, vimos toda suavidade e carisma de Jackie Sannia serem postos frente a frente à toda maravilhosa técnica de Jenna Dearness-Dark. A escolha musical não poderia ter sido melhor, afinal conseguiu extrair um pouco do que cada uma sabia fazer de melhor. A forma como Delta Goodrem guiou elas também foi fantástica, a cena do ensaio no ringue, em que ela senta no chão, conversa com as meninas, dá várias dicas... Para mim, isso é treinar. Isso é se preocupar com o artista com o qual você está trabalhando. O Resultado não poderia ter sido mais bonito. Particularmente, a forma como Jenna conseguiu trabalhar as suas técnicas e colocá-las na música, sem ferir a melodia, creio que pontualmente ela levou a "battle", mas pensando em um panorama geral e por Jackie ser mais versátil e comercial, eu iria com ela também.



E fechando a noite, tivemos uma das "battles" mais mornas do primeiro dia de gravação, o "steal" mais equivocado, muita estabanação, muita afobação e pouco brilhantismo no palco. Mais uma vez não entendi a escolha musical, afinal uma tinha cantado Xtina e a outra Laura Marling... De onde surgiu a ideia de colocar essa música? Foi para isso que Joel garimpou todos esses artistas indies? Para chegar nas "Battles" e colocar eles para cantarem esses popzinhos tipo The Killers e Fun? Sinceridade, principalmente dele, esperava umas escolhas mais "true". Enfim, além de ter a voz melhor, Danni Hodson foi melhor na apresentação, apesar de estar uma pilha de nervos. Acho que ela pode muito mais que isso. Por outro lado Hannah Darling parecia a tia maluca, andando de um lado para o outro com aquele véu e sua peruca vermelha. Foi realmente engraçado de ver, e cá entre nós... Não mereceu o "steal".


No mais é isso meus caros, com uma segunda noite decepcionante como essa não resta mais muita coisa a dizer, apenas que Delta Goodrem está à cinco passos na frente dos adversários, pelo ótimo time que  montou e pelo trabalho que vem realizando com o mesmo, e por ter a favorita da competição em seu time. Acho que ainda é muito cedo para dizer, mas é bem provável que a treinadora já esteja com a mão nesse caneco. Enquanto o fim não chega, vamos ver como ficou o panorama das equipes depois desse segundo dia.

#TEAMDELTA continua na dianteira agora não apenas com Celia Pavey, mas também com Jackie Sannia ,que além de estar muito bem classificada no iTunes, está sendo pimpada à torto e à direito. Completa a o time o pseudo roqueiro Rob Edwards.

#TEAMSEAL agora menos na cola da adversária, mas continua na segunda posição, detendo o segundo nome mais forte da competição Harrison Craig. Junta-se à ele no time Shawne Kirke, Alex Gibson e a roubada Hannah Darling.

#TEAMRICK só continua aqui na terceira posição, porque apesar dele ter feito toda essa cagada, o time dele tinha muitos nomes bons. Sendo assim Luke Kennedy se junta à Caterina Torres, no topo, na nata, e completando o time temos as duas fracas aquisições de James Walker e Nick Kingswell.

#TEAMJOEL apesar de à essa altura já ser o mais numeroso, prova que quantidade não é qualidade. Entre os nomes mais fortes estão Michael Paynter e Lyric McFarland. E completando o time temos Kiyomi VellaDanni HodsonMichael Stangel.

Por enquanto é só! Dentro de pouco tempo volto para falar dos outros dois dias de "Battles". Até!

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2 comentários

  1. Apesar de continuar amando o The Voice AU, não posso negar que o nível caiu um pouco e que suas observações sobre essa parte das batalhas foram acuradíssimas.
    Ainda estou chocado com a batalha da Kaity Dustan, a blind foi junto com a da Celia uma das que mais revi e acreditava que ela podia ir longe. Como o ritmo das batalhas do AU é mais dinâmico, optaram por cortar o treinamento dela e do Nick, porque eu queria muito ter visto o que foi ensaiado. Simplesmente não acredito que ela tenha decidido bancar a louca no ringue e atropelar a melodia desse jeito, mas como o treinamento não foi mostrado, nem tenho como culpar o Ricky com mais convicção.
    A única coisa que o Ricky fez que prestou foi ter roubado a Emma, porque, embora não tenha gostado dela na batalha, acho que pelo estilo que ela representa, tem muito potencial.
    E não sei o que foi mais chocante pra mim, ver a Kaity flopar dessa forma ou o Seal decidir salvar aquela menina depois da pior batalha dessa edição, a Maya merecia até mais. Mas concordo novamente com você a respeito dos pareamentos e escolhas musicais erradas feitas pelo Joel. O coach que eu mais curtia na primeira temporada, tá decepcionante.
    No mais, acho que Delta continua linda e arrasando com seu time. Tem mesmo tudo pra ganhar esse ano e torço muito pra que Celia seja a vencedora. Aliás, na batalha dela, gostei mais do que a Jenna fez também, por algum motivo achei a Jackie até desconfortável, mas no longo prazo, ela é mesmo a melhor escolha.
    Mais uma vez, parabéns pela review, soube analisar com precisão tudo que aconteceu. No aguardo das próximas!

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