The Voice UK 2x10/11: The Knockouts

terça-feira, junho 04, 2013


"Not the "Live Shows" yet!" ou "Will I Am e a sua vitória premeditada! Parte 3" 

The Voice UK chega à sua nona semana de programa, e acreditem, não, ainda não estamos nos "Live Shows". Enquanto as outras franquias dedicaram metade de suas temporadas a levar o programa ao ar "Ao Vivo", a versão britânica, não sei se por corte de gastos, não dedicará nem um quarto da sua, e o público terá muito pouca voz esse ano, menos que no ano passado. E como aqui não temos nem o iTunes como um medidor geral, o programa está chegando quase ao fim e não fazemos a menor ideia de quem são realmente os favoritos da competição, pois por mais que especulemos e digamos que tal apresentação foi muito foda, só mesmo a votação em massa para nos confirmar se um candidato vai ganhar.

Os "Knockouts" foram completamente desnecessários na terra da rainha, eu era muito mais à favor de cortar a metade inútil daquelas "Blind Auditions", e metade das "Battles", e termos logo os candidatos finalistas, afinal, foi tudo meio que "eu já sabia". Enquanto alguns treinadores optaram pelo óbvio, outros resolveram diversificar e surpreenderam em algumas decisões, mas nada que saísse da zona de conforto. As apresentações dos candidatos também não foram lá essas coisas, claro que tiveram alguns destaques assim como nas "Battles", mas no geral foi tudo muito morno, e facilitou e muito a vida dos "coaches" na hora de escolher o campeão, e apostarem todas as cartas no sortudo "Fast Pass".


Vamos começar pelo time mais forte da competição #TEAMWILL, que logo de cara já teve o seu primeiro e agonizante "knockout". Will I Am gosta muito de privilegiar seus favoritos, facilitando a vida deles, e quem era bom e sobrou, acabou caindo nesse balaio, completamente sem favoritos. Apesar de torcer muito pelo trio "Divas", nos "Live Shows", eu realmente não esperava que Will fosse deixar o seu time monofacetado, daqui eu podia jurar que Moni Tivony seria o campeão e que Leanne Jarvis tinha sido a "Diva" sacrificada.

Quando o rapaz começou a cantar sua versão fogosa de Stevie Wonder então, eu falei, pronto não tem para ninguém, já está lá. E Jordan Lee Davies e sua sonolenta versão de "It's All Coming Back To Me Now", que veio na sequência realmente não me convenceram do contrário, é como se o rapaz fosse normal, normal, normal, e agora é hora do meu falsete, ele só sabe fazer isso. Mas eis que a grande surpresa estava por vir, Leanne Jarvis abre mão de fazer Xtina, sobe ao palco ao som de "Alone" e simplesmente wona do começo ao fim. Foi covardia? Foi! Ela optou por fazer gritaria para ganhar? Sim! Mas se ela pode, porque não?


No segundo "knockout" do #TEAMWILL o treinador claramente resolveu beneficiar Cleo Higgins, mas o porque disso que realmente não sei. A cantora a cada etapa que passa está mais soberba e cantando menos, porém foi colocada para enfrentar o candidato mais fraco do time e o "steal" que claramente não estava nos planos do "coache" para ser levado até os "Live Shows", o nível da rodada foi bem abaixo da outra e arrisco dizer que qualquer um do outro grupo tinha grandes chances de vencer aqui.

John Pritchard, eu nunca gostei e aqui não foi diferente. Com uma música que só conseguiu mostrar que o seu timbre de voz era diferenciado, nada mais do que isso, o candidato passou bem apagado perante os adversários. Lem Knights se acha o artista, se acha o ousado, e foi achando que ia conseguir fazer uma coisa revolucionária com o pop do Justin Bieber, e não foi isso o que vimos, apenas os seus repetitivos falsetes. Já Cleo Higgins resolveu se arriscar, mas dentro daquilo que ela é boa e já sabe fazer, e se no fim das contas nada desse certo, era Michael Jackson, ela podia brincar com sua performance, com a plateia e se sair bem. Nem de longe foi o melhor que vimos da cantora, mas dentre os três ela foi a menos pior.


E fechando as apresentações do time do rapper, ela que tem todas as fichas do jogo apontadas para si, que dentre as três "Divas" do time mais forte da competição, consegue ser a mais diversificada, a mais estilosa e a mais carismática. Leah McFall simplesmente destruiu a rodada, e deixou os outros candidatos se indagando porque estavam na competição. Ela consegue fazer tudo em apenas uma estrofe, de baixos à altos registros, roucos, falsetes... Ela é muito incrível, e se existiu um acerto de Will na competição, dar o "Fast Pass" para ela, sem dúvida alguma foi um destes.


No time campeão parece que as coisas não vão muito bem das pernas, e o treinador está até reciclando favoritos. Tom Jones fez alguns arranjos em seus "Knockouts" que eu realmente não consegui entender qual foi o propósito, como por exemplo passar de primeira um de seus cantores mais inexperientes e colocar os dois cantores favoritos de seu time para duelarem na primeira rodada. Achei equivocado, e nem de longe lembra aquele treinador estratégico da primeira temporada que guardou todos os seus favoritos.

Amo James Bruce e Alys Williams, os dois cantaram muito bem, mas eu acabaria dando a vitória para a cantora também pelo fator indie. Não bastasse cantar o melhor do folk (Mumford e Laura Marling) ainda tinha que cantar Beck, e não foi qualquer música do Beck, foi só a da trilha sonora de Brilho Eterno, não tem como não amar. Quem ficou apagada nesse balaio foi Cherelle Basquine, que fez uma versão um pouco desafinada de "1+1" e não chegou nem aos pés de Miss Murphy semana passada.


A segunda rodada eu achei bem aquém no quesito qualidade, e ao que tudo me parece foi meio que planejado para vitória de Joseph Apostol, que nem nunca foi um favorito, mas que com o arranjo certo acabou parecendo um. O Rapaz realmente mandou bem no classicão, atingiu os seus ótimos altos registros,  como sempre faz, conseguiu passar emoção, mas não consigo vê-lo como um dos favoritos da competição e se fosse pelo público acho que ele não chegaria tão longe. 

Quem tem muito mais apelo comercial, mas não foi muito bem das pernas em sua apresentação foi Adam Barron que deu um tiro no pé com a escolha musical. Foi tudo extremamente genérico, e ele é muito melhor do que isso, mas que foi melhor que Shawna P., há isso foi. A verdade é que acabou tirando as esperanças que o "steal" tinha de ir para os "Live Shows". Fechando o grupo tivemos a "nem fraca nem boa" apresentação de Ragsy, com aquele pop-rock britânico meia boca que ele já tinha feito das outras vezes. 


Fechando o #TEAMJONES temos a única escolha do "Fast Pass" que eu realmente não entendi. De todas as decisões equivocadas que Tom Jones tem tomado essa temporada, essa foi de longe a maior delas. "C'mom!" Só pelo fato do rapaz cantar country? Agente nem gosta de country! E não sei se é por causa dessa temporada do The Voice US, mas estou ficando bem crítico no estilo, e acho que o rapaz não chegou nem aos pés das dos candidatos de lá, mas como o time estava fraco, ele acabou se destacando.


No #TEAMDANNY uma série de erros foram cometidos e decisões absurdas foram tomadas, e o time do vocalista que já era o mais fraco, sem o seu grande nome, ficou mais fraco ainda. No primeiro "knockout", vimos Tom Jones e Danny O'donoghue se emocionarem com a performance de Andrea Begley, mas uma emoção que certamente não passa pelas ondas de TV, porque tudo que vemos aqui do outro lado é uma menina estática, cantando músicas que são dentro de sua zona de conforto. Saudades Rachael Leahcar.

Quem surpreendeu e foi muito melhor do que a menina, foi Alex Buchanan. Além da incrível e ousada escolha musical, o rapaz entregou uma performance de uma excepcionalidade e um profissionalismo, que realmente não esperávamos dele. Ele é bom, tem carisma, presença de palco, uns agudos bons... o problema é que ele sempre desafinava, e sem esse defeito a apresentação do rapaz ficou realmente impecável, eu dava o round para ele sem pensar duas vezes, fiquei realmente surpreso. Quem também não foi mal foi trilha sonora de sexo tântrico Abi Sampa, que novamente optou por cantar uma balada rock, e deixou a competição como entrou, com estilo e uma boa voz, porém sem o fator estrela.


O segundo "knockout" foi o das decepções, não só com os cantores, bem como também com o treinador. Foi bem o que Will I Am disse, é como se todos tivessem deixado à desejar e ninguém tivesse entregado o máximo de si. Acho que não só eu, como vocês também, esperavam que Conor Scott fosse o "Fast Pass" de Danny. Ele cagou na escolha musical, foi muito aquém do que esperávamos dele, castigá-lo mandando para os "knockouts" é uma coisa, agora não aprovar o menino foi o maior erro que o treinador já cometeu na história do programa. Ele abriu mão, claramente da sua única chance de ganhar a temporada. Por isso que eu fico "bolado" com o atraso dos "Live Shows", o público já deveria estar votando nisso à muito tempo.

Na equipe ainda tivemos a fraca apresentação de Sean Rumsey, que escolheu um grande clássico e não conseguiu corresponder à altura. Para mim o cantor estava chorando a apresentação inteira. Saudades Ryan Innes. E fechando, a dubiosa performance de Mitchel Emms. Ele foi bem? Acho que sim, pelo menos foi melhor que nas "Battles", acho que ele combina mais com música farofa, do que cantando Jet. A versão dele ficou bacana, mas daí à ganhar de Conor, existe um grande abismo. O cantor é muito inferior, além de não possuir nem 20% da popularidade que o seu oponente detinha. Alguma coisa está rolando nos backstages para esse rapaz ter passado, e acho que rolou tudo às 1:15.


Terminando o time do irlandês, acho que presenciei o "Fast Pass" mais decepcionante de toda a competição. Como Conor foi mal das pernas na escolha musical, achei até bacana Danny ter dado o benefício para Karl Michael, mas sinceramente... Esperava muito mais. Não só pelo fato da música ser super batida e muito fácil de trabalhar, mas também porque já vi ele fazendo melhor, alcançado notas maiores, se arriscando mais. Foi tudo muito bem comportado, sem erros, porém muito acomodado.


E para terminar a review o surpreendente #TEAMJESSIE. O time do Will I Am é o melhor, porém o mesmo é cheio de cartas marcadas, então como meio que já sabíamos tudo o que aconteceria, nada foi muito emocionante, o que não aconteceu no time da cantora. Aqui, apesar do time deter ótimas vozes, ninguém havia realmente se destacado até então, apenas o seu "steal" (que poderia ou não, passar), sendo assim, um balaio com ótimas vozes foi feito, e a coisa ficou realmente agonizante na hora de tomar as decisões. Jessie J não sabia o que fazer por lá, e eu muito menos o que opinar por aqui.

O primeiro "knockout" então, foi extremamente tenso. Após as incríveis apresentações de Sarah Cassidy e Trevor Francis, e a decaída de Danny County (que teoricamente seria a carta marcada para passar), a coisa embolou de uma tal forma, que nem todos os conselhos do mundo conseguiram fazer a treinadora a tomar uma rápida decisão. Danny County era o Vince Kidd da vez, só que sem metade da experiência, e acabou sucumbindo ao nervosismo, deixando o espaço para o seu sucessor Trevor, que foi bom como sempre, até então. Mas, eis que Sarah Cassidy, a qual eu sempre critiquei por aqui, consegue surpreender não só à mim como á todos, e entregar uma brilhante performance de "Ain't No Mountain High Enough". A escolha da música foi muito sábia, combinou perfeitamente com o seu tom de voz, deixando ela despreocupada se estava parecendo com miado de gato, e se jogando na apresentação. 


No último "knockout" da treinadora, a inexperiência foi colocada contra o favoritismo, dois diamantes brutos e não lapidados, foram sacrificados contra um dos maiores monstros da competição. Eu ainda tinha grandes esperanças que a herdeira do nome "Brown", conseguisse apresentar algum perigo para o cantor, mas o que vimos foram às meninas sucumbindo à sua ingenuidade e inexperiência. Letitia Grant Brown não entregou nem 10% do que eu esperava dela, foi linear a música inteira, não saiu da zona de conforto em momento nenhum, e é agonizante, porque você vê claramente que a voz dela tem muito mais potencial do que aquilo.

Lovelle Hill como sempre deu o máximo de si, vejo sempre que a cantora é muito esforçada, sempre escuta os conselhos que a treinadora dá para ela, mas no fim das contas sua inexperiência fala muito mais alto. O nome dela está anotado aqui, um dia ainda ouvirei falar dela. Do outro lado de tudo isso estava o gigante imponente Matt Henry, que mais uma vez fez o que sabe fazer melhor, nos surpreender e nos deixar admirados. Uma das versões mais lindas que já vi de "Skinny Love" (que à propósito é do Bon Iver não da Bird), me deixou arrepiado, e realmente não tinha como Jessie J não levá-lo para os "Live Shows".


Quem também não poderia ficar de fora da festa da semana que vem era Ash Morgan. À principio achei estranha a escolha dele para o "Fast Pass", mas quando ouvi a versão dele de "Sweet Dreams" todas as minhas dúvidas foram sanadas. WTF?! Que monstro é esse gente? Que versão diferente e incrível ao mesmo tempo! Juro que quando começou a música não fazia ideia do que se tratava, mas quando chegou no refrão, que percebi o que ele estava fazendo, fiquei simplesmente chocado. Absolutamente épico, e se não tivéssemos tido Leah McFall, diria que essa tinha sido a melhor apresentação dos "Knockouts".


No mais é isso meus caros, a review termina antes dessa vez, porque antes dos "Live Shows" começarem estaremos de volta aqui, eu e a cara Marcinha Hofmeister, que dessa vez prometeu não me deixar na mão, para fazermos uma análise de como esse balaio de gato se prepara para a fase mas importante (e pelo visto super subestimada) do jogo. Que time está mais forte, quem achamos que fica, quem sai, quem está no jogo para chegar à final, que treinador está enchendo o nosso saco... tudo isso e muito mais na "Análise de Times", ainda essa semana. Até lá!

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1 comentários

  1. kkkkkkkkkkkkkkk ficou mais susse né, mas qnd ñ toh revoltz é pq toh desmotivado kkkkk

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