American Horror Story 3x01: Bitchcraft

quinta-feira, outubro 10, 2013


Sobre vaginas velhas, suadas e assassinas.

Hello Lil’ bitches, The Bitch is back. Sim, eu ~infelizmente~ tive que abandonar as reviews da série ano passado, faculdade e outras coisas, e ai não pude mais escrever sobre Asylum. Bem, como nem todos podem ter visto as antigas temporadas e sempre podem tem pessoas novas aqui, que tal uma pequena listinha de coisas importantes para você saber?

1º O titulo das reviews é American Horror Story apenas, pois é o nome da Série, Murder House, Asylum e Coven são subtítulos para identificar cada uma delas e dar um ar mais... Não sei mesmo, enfim, para separar melhor a ideia de “minisséries” que formam uma série... É confuso, mas o titulo ficaria muito grande e já tenho America’s Next Top Model para sofrer com isso.

2º Tente não colocar spoilers dos próximos episódios nos comentários, é uma das piores coisas que existem e pelo menos na primeira temporada sofri muito com isso, se tiver alguma promo MUITO legal ou algo MUITO interessante que vai acontecer a seguir, eu posso colocar em uma cor clara para ler apenas quem quiser, ok?

3º E mais importante. Essa merda NÃO É UMA REVIEW SÉRIA. Se você quer algo que vai analisar o contexto sociocultural e econômico da segregação racial em New Orleans e como As Bruxas são humilhadas e ostracizadas na sociedade religiosa... Bem, é melhor tu ir procurar algum outro site chatinho desses “apaixonados” por séries que fazem esse tipo de coisa. Claro que vez ou outra pode tomar um rumo mais sério, porém aqui é o “Seriadores Anônimos”... Casa da putaria e canastrice, não gostou? Pegue seu saquinho de Hex e morra na sua próxima foda. E bem, LÁ VAMOS NÓS!

Antes de sua estreia ouvi muitas pessoas falando de como a história parecia se assemelhar com diversas outras histórias da cultura pop, seja exemplos mais conhecidos como X-Men (risos aqui) até outros mais “esquecidos” como “Jovens Bruxas”, o clássico e maravilhoso filme dos anos 90 de Neve Campbell pouco antes de ficar famosa com Pânico. Ouvi pessoas falando do quão mal seria a atuação de Emma Roberts, ou de como tinham certeza de que Jessica Lange seria fantástica. E finalmente aqui estamos, e após a estreia é bom ver que a maioria das pessoas que julgaram precocemente estavam terrivelmente erradas.

Primeiro começando pela trama, a Instituição para Crianças Superdotadas está muito mais para Geração X (não o filme dos anos 90!) do que para Instituto Xavier. As intrigas pessoais entre os membros da instituição sem duvidas levaram a mesma a sua destruição, e não duvido que ao final, os sobreviventes da temporada se desbandem, cada um seguindo seu caminho após as terríveis experiências traumáticas e a instituição seja deixada no limbo... Mas vamos deixar o futuro de um lado por um tempo e falar do que tivemos neste episódio...

Taissa Farmiga voltou, e é estranho que eu tenha sentido falta dela, sua personagem não é tão diferente de Violet, talvez por ela não ser uma atriz tão boa, mas sua personagem é interessante, a Vagina assassina é sem duvidas uma das melhores coisas da temporada e espero que o plot seja muito mais desenvolvido, em locais, posições e pessoas diferentes... Inclusive algo me deixou muito curioso, será que o “poder” de Zoe funciona apenas em homens? Sou a favor de termos a garota descobrindo mais sobre seus poderes com a ajuda de Madison Montgomery já!

Mas sem duvidas o grande fator que fez com que Farmiga voltasse foi Evan Peters, é realmente inegável a química que ambos tem em tela, e mesmo não sendo um “super shipper” de Tate e Violet, a cena onde ambos se encaram pelo gelo foi realmente bonitinha e quase como que o começo de uma tragédia Shakespeariana.

Falando em Evan Peters, não tem como, ele sempre será o garotinho bonzinho, porém perturbado. E fico chocado porque realmente estava achando que ele seria um dos sobreviventes junto de moço Gray Damon. Porém mataram ele, agora me pergunto se terá Murder House, ou farão como Buffy e pelo fato dele ter morrido por causas sobrenaturais ele pode voltar a viver... De qualquer forma, a morte do galãzinho foi surpreendente, e não apenas dele, mas como de Lily Rabe. Morta antes dos primeiros 20 minutos do piloto! Pergunto-me o que irão fazer com a garota...

Sem duvidas as mortes foram grandes surpresas, havia ouvido dizerem que haveria a morte de um protagonista até o final do episódio, porém não podia prever que três pessoas com seus nomes nos créditos de abertura teriam suas mortes exibidas durante a première.
Outra foi LaLaurie (estou amando dizer esse nome!), Lalaurie, interpretada por Kathy Bates era uma (quase?) bruxa racista megaevil e tudo o mais, inicialmente ela aparece apenas em flashbacks e você se pergunta o que ela tem a ver com tudo o que está acontecendo no presente, e então #BOOOM. Vadia está viva enterrada no quintal de sua casa, e não duvido que ela tenha alguma ligação com algumas das bruxas da Academia Robichaux. Kathy estava ótima no papel, e foi terrivelmente fácil odiar a personagem que sem dúvidas será a maior vilã da temporada. Jessica Lange que se cuide, LaLaurie está vindo, provavelmente rolando. 

A segunda Vagina da Série, a Suada, é de Emma Roberts, eu já havia me tornado fã da moça por Pânico 4, principalmente por causa de uma das melhores cenas do cinema de suspense da década! E ela está FANTASTICA. Mesmo com todos os escândalos de estar batendo em Evan Peters, que sem dúvidas foi quem arranjou o emprego para ela, e o fato de ser uma antiga atriz da Disney, ou de filmes infantis, qualquer coisa desse gênero, ela foi ótima.
Para escrever a review desta première eu tentei me afastar o máximo possível de qualquer opinião, e a única coisa que eu li sobre a série foi um comentário no tumblr sobre “Como eu faço para ser a Jessica Lange?” bem, para essa questão eu não tenho resposta, mas um... “Amiguinho” (aka aquele tipo de pessoa que você tenta fugir dizendo que está mega ocupado mas a pessoa continua falando merda e não se toca que você não quer falar com ela) me disse que muitas pessoas ficaram incomodadas com a cena de estupro na série... Agora... Gente? Qual a necessidade disso? Vamos nos lembrar de que a classificação da série é 16 anos e já tivemos diversas outras cenas envolvendo estupro na série... Além de que a cena em si nem foi tão forte quanto as mostradas anteriormente...

E a verdade é que isso é o que realmente parece ter mais me incomodado em Coven, enquanto nas outras duas temporadas o primeiro episódio já era recheado de coisas nojentas e loucas, nesse foi tudo tão... Leve, faltou gore, faltou sangue, faltou sentir nojinho. E por falar em nojinho, Denis O’Hare estava no melhor papel de sua vida após o Juiz Abernathy de The Good Wife, com  pouquíssimo destaque e mudo! Fantástico, e aprovo que continuem deixando o personagem mudo pelo resto da temporada, e até em próximas, caso insistam em trazê-lo novamente.

E claro que não poderia me esquecer de Addie e Preciosa, agora conhecidas por Nan e Quennie, respectivamente. Enquanto Quennie é uma boneca Voodo, Nan possui a habilidade de Clarividência. Ambas são divas e vão render diversos gifsets no tumblr.

Temos então as rainhas de American Horror Story, Jessica Lange e Sarah Paulson. Interpretando mãe e filha, ambas estão fantásticas. Sem duvidas com o passar do tempo a série se tornou o “The Jessica Lange Show” e isso não podia ser algo melhor. Sarah Paulson roubou a cena ano passado com sua FANTASTICA representação de Lana Banana. Ela volta, e mesmo estando mais “quieta”, sem dúvidas será uma das peças chave da temporada, e não duvido nada que, como Asylum, ao final vejamos que foi a história de Cordelia que estava sendo desenvolvida ali.

Cordelia que, tenta dar boa-noite Cinderela para a mãe assim que a vê... Porém não temos como culpá-la, Fiona é uma vadia, uma vadia que você ama amar, mas ainda é uma vadia louca, sem duvidas. Contudo é interessante ver essa busca da personagem pela vida eterna. Ou pelo menos a juventude eterna. A cena onde ela suga a juventude de Scorpion e vê seu rosto voltando ao normal é uma das melhores que já vi na série, os efeitos foram fantásticos, a atuação de Jessica estava fantástica, ela não precisou chorar, gritar ou sequer falar para podermos compreender exatamente o que estava se passando com a personagem e tudo o que ela estava sentindo, e atores bons são assim, esses que somente por uma expressão trazem mares de emoção.

A verdade é que, ao terminar de ver o episódio não senti um fulgor desesperador de ver o próximo, pelo contrario, não estou nada ansioso, mas verei, pois sei que vou adorar e saborear cada segundo como um delicioso pâncreas (afinal, quem precisa de Renew quando se tem bruxaria?), mas estamos apenas começando, sem dúvidas teremos mais coisas se desenvolvendo e a grande trama da temporada sendo apresentada em breve.


Momento PNC: A fotografia abusou de Ângulos Zenitais e Holandeses, o primeiro (visão de cima) normalmente me deixa tonto, mas foram extremamente bem usados, enquanto o segundo são ângulos oblíquos que sempre dão um sentimento de desconforto e também meus favoritos, amei cada pequena cena com eles.

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9 comentários

  1. Episódio fantástico e uma review crocante! E sobre a Jessica no espelho, há uma entrevista do Ryan Murphy dizendo que Jessica adorou saber que sua personagem ia lutar contra a velhice, pois em sua vida real, a atriz sabe que não são somente as bruxas que, quando velhas, são substituídas por novas gerações de rostos bonitos.
    Afinal, quem precisa de Renew quando se tem bruxaria?

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  2. Ufa review sem babaquice de um reviewer querendo se mostrar inteligentao

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  3. pera... Isso foi um elogio??!?

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  4. Gostei mto da Review, parabéns :)
    #EmmaRobertsRules

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  5. O terror da série é a Gabourey Sidibe?

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  6. Ela come seu recalke e você. Literalmente.

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  7. Axo q ele quis falar q vc naum fez um texto querendo ser profundo, ou se mostrar intelectual analisando o contexto sociocultural e econômico da segregação racial em New Orleans e como As Bruxas são humilhadas e ostracizadas na sociedade religiosa. E q por isso ficou legal.

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  8. Gostei, gente. Mas Henrique, é Henrique.

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  9. Nunca dei atenção para a série, mas depois do SACast 5x05, resolvi experimentar essa crocância. E é bom mesmo. Já me ganhou logo no inicio com a xoxoteca que faz os homi exprudir, não em gozo, mas em sangue, muito sangue. Mas o que realmente me fez querer continuar com a série foi ver a linda e bochechuda Gabourey Sidibe, e conhecer Jamie Brewer, que já adoro.

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