Castle 6x08: A Murder Is Forever

quarta-feira, novembro 13, 2013

A construção de uma única história.
SPOILER ABAIXO

É inevitável admitir que a cada segunda-feira que passa Castle me deixa mais feliz. Com uma sequência de episódios que enaltece esta sexta temporada ao momento de maior gratificação do público, o seriado surpreende com roteiros criativos que marcam passos largos a uma evolução iniciada e estabelecida durante o ano de 2012. Refiro-me ao ano por completo, porque percebo que este processo foi gradativo, envolvendo sucessos e fracassos apostados desde o principio da quinta temporada, mas que culminou na maior zona de conforto que Castle já vivenciou quanto à audiência e a solidez de seu elenco.

E é interessante iniciar a review desta semana abordando este assunto, porque A Murder Is Forever reflete, exatamente, a circunstância que eu acredito ter sido almejada pelos roteiristas da série, onde até mesmo um filler se expressa tão forte que é capaz de manter inalterados, os atributos da temporada.

E foi assim que assisti com enorme gratificação a apresentação de um plot que buscou dar o primeiro passo rumo ao que tende ser o verdadeiro tema desta sexta temporada: a construção da história de Rick e Kate. Sei que muitos podem discordar e avaliar que o prólogo deste livro foi dado em Flowers for Your Grave, mas para estes eu digo que “não”.

De fato o piloto de Castle marca o inicio de uma nova jornada para esta dupla, que enfrentaram desafios e descobriram seus potenciais juntos, sim, mas com cada um protagonizando suas próprias vidas até Always, que marca o ápice desta aventura quando Richard e Beckett se dão conta da necessidade de um para o outro e entregam-se a seguir por uma única via, de mãos dadas. Porém é Watershed que se posiciona como o grande responsável pelo encerramento deste ciclo para a composição de uma história “nossa” e não mais apenas, “minha”.

Mas ainda que a temporada deixe bem clara estes argumentos, foi apenas o episódio desta semana que houve a abordagem do assunto com maior distinção e a ênfase merecida, e por que não? Com o humor peculiar de Castle...

A abordagem de um assunto sutil que se inicia com a demonstração de desconforto de Kate quanto a um quadro no quarto de Rick, transita para um tema mais significativo e oportuno a expor os panoramas que envolvem a vida de um casal.

“Se você não gosta de elefantes. Eu não gosto de elefantes.”

Engraçado como um dos momentos mais humorados do episódio referência, também, o lado dramático do mesmo, além de expor todas as entrelinhas que existiram neste plot...

O namoro da vítima (Alice Clark) com Matt Lanchet. O noivado entre Richard e Kate. O casamento entre Janet e Steve Warner.

O quê estes três relacionamentos têm em comum?
As ações de um indivíduo acarretam efeitos à vida de seu cônjuge.

Esta subjetividade é conectada aos seis personagens por um único elemento: um diamante. Símbolo da união eterna, (diante a sua resistência, beleza e durabilidade), esta joia acaba transformando-se na resposta crucial para a resolução de um crime.



Admiravelmente sagaz, A Murder Is Forever foi capaz de trabalhar conceitos que fogem a probabilidade. Um exemplo imediato é observar que o telespectador é apresentado ao suposto assassino (Barrett Hawke) ao final do primeiro ato, forçando a entrevista totalmente despercebida que é feita com o namorado da vítima. Isto descarta de nossa percepção qualquer envolvimento daquele coadjuvante com os eventos ocorridos.

Outro momento marcante sobre este cenário do imprevisível foi o ataque ao veiculo de Ryan e Esposito. Não é apenas um ótimo momento de ação, é trabalhar o improvável na mente do observador. Nós não esperávamos aquele tiroteio, mas tampouco iriamos crer que a dupla seria competente o bastante para se impor aos mercenários, escapando ilesos e em posse da joia.
Mas o grande foco do episódio e “ladrão” de todos os holofotes, até mesmo do verdadeiro assassino, é a grande pedra pura e cristalina de valor imensurável aos “bolsos” de Esposito.

...

Um diamante artificial.

A grande sacada desta história foi viajar sobre o inimaginável e expor a única conjectura que não passou pela sua mente. A peça poderia ser roubada, pertencer a um histórico de “tragédias nazistas”, ser afanada de um traficante africano... Inúmeras histórias que validavam até mesmo, os devaneios de Castle. Porém, acreditar que uma pedra de 100 quilates era fruto do potencial de criação humana? Isto, eu tenho certeza que você não pensou...

Não foi um plot twist, mas indiscutivelmente foi um desfecho criativo para um caso, que mais uma vez, protagoniza o episódio com merecidas honras e conecta-se ao contexto secundário de forma coerente e perspicaz.

Se por um lado temos um traficante e uma assassina, agindo em prol de seus próprios interessantes e prejudicando, irremediavelmente, as pessoas que os amam. Do outro temos um Richard que gradualmente compreende o ritmo do seu relacionamento e as necessidades de Kate ao adentrar em sua vida. Provando que os pequenos e os grandes detalhes irão compor esta história, promovendo satisfação e orgulho a este contexto, que se mostra cada vez mais apaixonante.



CURIOSIDADES: CASTLE E SEU VASTO CONHECIMENTO!

Durante a investigação sobre a origem do “famigerado” diamante, Richard comenta sobre o fato de pedras tão valiosas e raras possuírem histórias, nomes, atravessar gerações. E como exemplo o escritor cita três pedras que enfatizam muito bem seus argumentos.

Abaixo, como curiosidade. Apresento um breve relato de cada uma destas pedras.

Diamante “Hope”

Um dos diamantes mais famosos é o "Hope", uma pedra enorme, azul, rara. Está envolvido nas mortes trágicas de doze pessoas; também causou tragédias em duas famílias reais. É parte de uma pedra maior, que pertenceu ao rei francês, Luiz XIV. Foi roubado na época da Revolução Francesa. Posteriormente, apareceu na Inglaterra (44 quilates) onde um banqueiro, Henry Thomas Hope, comprou-a em 1800. Mais tarde, um sultão turco, Abdul Al Hamid, comprou-a, e a deu para sua esposa favorita usá-la ao redor do pescoço. Aparentemente o diamante também trazia má sorte, pois ele perdeu o trono. A pedra agora pertence a um mercador de diamantes em Nova York.


"E então, gostou da cor?"


Akbar Shah

O Diamante Shah (ou Xá) possui 88,7 quilates, 3 cm de comprimento, é classificado como diamante amarelo extremamente claro.Este diamante foi encontrado nas minas de Golconda (atualmente Andhra Pradesh, Índia Central), provavelmente em 1450, e está atualmente no Kremlin de Moscou.

Foi dado à Corte de Nizām Shāhī em Ahmednagar, Índia. Em 1591, Nizam Shah ordenou que fosse gravado em uma das facetas do diamante: "Burhān Nizām Shāh Segundo. Ano 1000" (Calendário moderno: 1591).

No mesmo ano, o "governador" do norte da Índia, o mongol Akbar, o Grande, ocupou Ahmadnagar e apreendeu o diamante.

Logo após o neto de Akbar, Shāh Jahān (trad. "o rei do mundo") subiu ao trono e mandou gravar uma outra inscrição: "Shāh Jahān, o filho de Shāh Jehangir. Ano 1051" (Calendário moderno: 1641).

O filho de Shāh Jahān, Aureng-Zeb, colocou o diamante acima de seu trono cercado com rubis e esmeraldas. Até 1738, o diamante Shah foi mantido em Delhi. Em 1738, Nadir Shah atacou a Índia, pegou o diamante e levou-o com ele para a Pérsia.

Em 1826, a terceira inscrição foi gravada na terceira faceta: "O governador do Qājār Fath, Sultão 'Alī Shāh. Ano 1242".

Em 1829 foi oferecido como presente ao Czar Nicolau I para reparar desta forma o assassinato, em Teerã, do embaixador russo e renomado compositor Alexandr Griboiedov.
"Meio trágica esta pedrinha não é?"

Angola Star (Estrela da África)

O ‘Estrela da África’ é a maior das pedras cortadas do Cullinan (maior diamante já encontrado pelo homem). É um dos doze mais famosos diamantes do mundo e pertence à Coroa Inglesa. Ele pesava 530,20 quilates, tem 74 facetas e ainda é considerado como o maior diamante lapidado do mundo.

Excelsior

A segunda maior pedra já encontrada é o ‘Excelsior’, que era de 995,2 quilates quando bruto. Alguns dizem que o Braganza é a segunda maior pedra já encontrada, mas não há registros de sua existência e muitos acreditam ser mitológico ou nem mesmo um diamante.


Você achou que era invenção, não foi?
Mas Richard Castle é uma enciclopédia ambulante!

NOVIDADES!

Durante a última semana o Seriadores Anônimos e o CASTLE & BECKETT BRASIL iniciou uma parceria para promover tanto as reviews de Castle, quanto todas as novidades que você precisa e quer saber sobre a série.

Então, para aqueles leitores que não conheciam o Seriadores Anônimos, e hoje está realizando a sua primeira visita: SEJAM BEM VINDOS! Aproveitem para curtirem o blog e se aprofundar mais neste universo das séries.

E para os leitores que não conheciam o Castle & Beckett Brasil, sintam-se convidados a dar uma passadinha no blog que possui o maior conteúdo de informações (em português), desta série que amamos tanto.




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9 comentários

  1. Gostei do episódio *-* tve várias reviravoltas e eu não imaginei MSM q aquele era o assassino... Bromance em alta tb e fofura Caskett <3

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  2. Concordo, o melhor episódio foi o terceiro, o desenvolvimento foi mais lento, mas ainda está corrido e agora a audiência tá desabando. Aff, que merda, queria ver a temporada toda, pois mesmo que rápida, vem melhorando...

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  3. Vejo muitos comentários falando sobre o caso que foi morno e tal ou sobre caskett mas alguns fatos em que o caso de desenrolava ajudaram castle e kate a analisar uma questão que surgiu no relacionamento deles e que eu achei mto interessante. Quanto a caskett eu gostaria que tivessem doses homeopáticas em todos os episódios : )

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  4. Sool, adorei a parte das curiosidades! Eis o porque voltamos aqui toda semana <3


    Achei o caso dessa semana mto uó. Sim, eu sei que tudo no roteiro é aproveitado pra reflexões e achei a review mto boa em evidenciar isso, mas gente, bocejei incontáveis vezes. É claro que as cenas caskett foram mto amor e o ataque a Ryan e Espo foi legal, mas o resto foi tão zzZz.....

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  5. Olá Tati, eu também vi vários comentários assim, mas acabei decidindo por rever o epi com outros olhos, e achei ele mega curioso como conseguiu conectar os problemas daqueles envolvidos com o diamante e a vida dos protagonistas. Tbm gostei muito do caso em si, a cena de Ryan e Esposito foi muito dez, o começo do epi mostrando outra pessoa ao lado da vitima morta... Enfim, achei o episodio bom sim, e acho que consegue manter o ritmo da temporada.
    bjks

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  6. Marcilia, adoro seus comentários eles complementam minha percepção ao episódio. Adorei sua observação quanto a mudança de papéis. Acho que é isso mesmo e esta mudança de posicionamento vem em fato ao respeito dos dois quanto aos espaços de cada um. Isto acaba sendo muito bacana e divertido de se ver.
    bjks

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  7. Ahhhh Pri, muita gente não curtiu o caso, eu achei muito bacana, achei legal por fugir ao senso comum e ser artificial, achei bacana o tiroteio do Ryan e Esposito, achei até que nunca vi algo do genero na série só com os dois. Achei interessante a investigação destinar para o criador da peça e achei bastante ironico uma peça tão significativa ser forçada a estar escondida por conta da espionagem corporativa. Lógico que Castle tá deixando a gente mal acostumado com o melhor e quando o epi é filler ficamos meio desestimulados, mas achei bem bacana e conveniente ao ritmo da temporada.
    bjks.

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  8. Bota alta no Bromance, o mais legal foi o Esposito dizendo que pensava em fugir com o diamante e o Ryan olhando pra ele desconfiado, kkkkk.

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  9. Desta vez atrasei-me com o episódio. A minha impressão é que foi um bom episódio mas não muito especial, o que facilmente lhe confere o título de mais fraco da temporada.. No entanto, não quero com isso desmerecer o episódio, gostei muito, acho que se prova alguma coisa é que esta temporada está excepcionalmente boa, até para os pradrões altos de Castle :)


    No entanto, depois de ler a sua review consegui ver uma certa poesia entre o diamante e o tema do episódio sobre os casais, o que me fez vê-lo com outros olhos e ficar até a gostar mais dele..

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