Glee 5x06: Movin' Out

domingo, novembro 24, 2013


Glee, you're definitely crazy, but I'll take you just the way you are.

Como alguém que não tem muita afinidade com Billy Joel e esperava o pior desse episódio quando foi anunciado, posso afirmar com o máximo de surpresa que ele foi o melhor da temporada até aqui. Melhor em temática, em escolhas musicais adequadas aos acontecimentos, em performances e em desenvolvimento dos personagens. Um verdadeiro acerto em todos os aspectos, o que me deixa esperançoso de que, depois dos altos e baixos, ainda tenhamos a chance de uma temporada consistente.

 

O primeiro grande acerto é, claro, a ida de Blam! para New York e todo o potencial que eles mostram para o futuro desse núcleo após a formatura. Para Sam, a incursão por Manhattan significa uma mal-sucedida entrevista para a faculdade, a possibilidade de todas as pessoas negras do mundo se conhecerem (cadê Mercedes pra responder a dúvida?), o encorajamento para seu sonho de ser modelo seguido da pressão para emagrecer 5 quilos e, pasmem, até um possível envolvimento romântico com Rachel. Foi tanta coisa acontecendo com Trouty Mouth em um único episódio que fica até difícil pontuar, mas sobram elogios para as cenas cheias de bom humor, a vulnerabilidade exposta no momento em que admite que a escola não é pra ele e, claro, toda a nudez gratuita que o plot do ensaio fotográfico rendeu.

  

Para quem está preocupado porque é cedo demais para juntar Rachel com alguém após a morte de Finn, vamos relaxar. A formatura ainda demora pelo menos até a metade da temporada, levando o ano letivo ao máximo possível, com direito a mais um dia de ação de graças e mais um natal, porque os roteiristas resolveram chutar o balde de vez e utilizar o padrão ABC Family em sua linha cronológica, condensando dois anos em um e ignorando completamente a lógica. Isso significa que a tensão introduzida para Samchel nesse episódio não vai passar disso até pelo menos a mudança definitiva de Sam se é que vai passar, pois até lá os roteiristas podem ter se esquecido completamente do assunto.

  

Particularmente, não achei a pior das ideias e ninguém pode culpar Rachel por ficar balançada ao esfregar o peitoral do rapaz com óleo. Além disso, se a coisa for bem trabalhada, ele tem carisma o suficiente pra assumir de vez o posto de protagonista ou, pelo menos, dar a Rachel a oportunidade de viver uma historinha leve e descompromissada depois de tanto drama. Só fico preocupado mesmo com a integridade física de Chord Overstreet, que já recebeu ameaças das véia bingueira que não aceitavam ninguém se metendo entre Brittany e Santana, depois recebeu a ira dos fãs de Kurt que não aceitavam a paixonite de Blaine por Sam e agora vai ter que encarar a legião de pessoas que não querem Rachel se envolvendo com mais ninguém. Pelo menos ele teve a chance de contracenar com Tyra Banks, que traz sua ferocidade para ensiná-lo a arte do booty tooch e do smyze.

 
 

Sobre Blaine, quão maravilhoso é termos sido poupados de ver a audição dele para NYADA? Ou do súbito interesse dele por medicina, rapidamente descartado por Kurt? Para personagem que está completamente sem rumo na narrativa, destaque bom é assim: faz um número no piano do bar, recebe uns conselhos do noivo aqui e ali, supera a barra da vez e para de inventar conflito onde não tem. Até admiro o discurso dele sobre se interessar em outras coisas além da carreira artística, o que fez certo contraponto com o discurso de Will na escola, e sinto que pode ser um caminho a ser seguido por outros personagens no futuro, mas como Kurt bem apontou, não era o caso dele. Blaine vive para fazer caras e bocas e chamar atenção, é melhor investir no seu lado performático do que se tornar um médico sem nenhuma credibilidade.

Minha parte favorita do episódio dessa vez fica com Artie, Becky e Sue. Já vimos essa discussão sobre a falta de perspectivas para o futuro de Becky e seu medo de sair do McKinley, inclusive no controverso episódio do "tiroteio" na temporada passada, mas conseguiram trazer isso à tona de novo com timing e criatividade (aprendam quando forem fazer outra história de Unique que não envolva a barra do banheiro). Artie mais uma vez se mostrou um amigo para todas as horas, incentivando-a como pôde, Sue teve a chance de se humanizar um pouco mais com o apego que marca sua relação maternal com a garota e Becky simplesmente dominou todas as cenas, com emoção, doçura e ousadia. Oh, snap!

 

O triângulo Ryder-Marley-Jake completa as histórias em foco, com o primeiro sendo grudento e insistente, a segunda demonstrando um compreensível medo de se envolver em outro relacionamento e o último sendo um completo babaca, pedindo desculpas num segundo e passando a mão na bunda de metade das alunas do colégio no outro. Não sei onde estão tentando chegar transformando Jake no personagem mais odiável da série, mas confesso que pouco me importo e quero Ryder e Marley juntos pra ontem.

No mais, importante notar como, além das histórias individuais, os momentos de grupo também funcionaram perfeitamente. Seja na contrariedade de Santana, vencida pelos amigos e obrigada a se expressar musicalmente com eles no trabalho e em casa, seja na cara de pau de Will, usando o confronto da vez para irritar Sue com uma performance de fechamento para a lição da semana, os números com muita gente reforçaram o bom trabalho feito nos dois núcleos, deixando aquele gostinho de "quero mais" que tanto faltou à série nas últimas semanas. Que a loucura continue.

Músicas do episódio (todas de Billy Joel):

Movin' Out (Anthony's Song): Blaine (Darren Criss) e Sam (Chord Overstreet)
A exemplo do que aconteceu com Santana em "Girl On Fire" e com Rachel em "Roots Before Branches", Blaine e Sam tiveram o seu próprio número de transição para New York, ainda que não tenham feito a mudança definitiva. Não tinha canção mais apropriada para começar o tributo e a história dos rapazes, que segundo Sam fizeram seu próprio "take on a classic BJ" (entendedores entenderão). Divertidíssimo ver a passagem dos corredores do McKinley para NY e a descontração dos dois no ônibus, para desespero do pobre passageiro assediado por eles. A combinação das vozes dos atores também dispensa comentários, já que sempre rende ótimas versões.
Cotação em Ryders: 


Piano Man: Blaine (Darren Criss)
Se não tivemos a audição para NYADA, é claro que um solo de Darren Criss apareceria de uma forma ou de outra, nesse contexto. Tudo bem, Piano Man é provavelmente a música mais icônica do homenageado e, diferente de outras versões de Dadá que irritam por ficarem simplesmente idênticas às originais, essa foi uma grata surpresa. Foi bem encaixada no episódio e a performance no bar não fez feio, com Sam possuído na gaita e Rachel, Santana e Kurt fingindo que trabalham, enquanto estão mesmo é procurando desculpas para transformar o local de trabalho em sua nova sala do coral. Nem reclamo, porque o cenário já está se tornando um dos meus favoritos pra esse tipo de cena. Uma denúncia, no entanto: a introdução de Piano Man é simplesmente a mesma de Sapato Velho, clássico do Roupa Nova, e entenderei perfeitamente se vocês quiserem me julgar por ter feito essa associação.
Cotação em Ryders: 

My Life: Jake (Jacob Artist)
Embora as escolhas feitas durante a apresentação da música só tenham aumentado o meu ódio (e espero que do resto do público também) por Jake, preciso admitir que serviu ao propósito do episódio e que foi uma performance bem caprichada. Muitos rodopios e cambalhotas, como já sabemos que é a especialidade de Jacó Artista, e uma versão com bastante energia, instrumentalmente e vocalmente falando.
Cotação em Ryders: 

Honesty: Artie (Kevin McHale)
Performance mais singela do episódio e nem por isso menos poderosa. Sempre digo que Kevin McHale é a melhor voz masculina do elenco e ele continua fazendo essa afirmação valer a cada oportunidade que recebe. Embora Becky estivesse convencida de que esse era o momento em que Artie mostraria seu cogumelo roxo e demorado um pouco para entender a verdadeira mensagem na canção, valeu a pena para encaminhar o momento em que ela finalmente se encontra na Universidade de Cincinnati.
Cotação em Ryders

An Innocent Man: Ryder (Blake Jenner)
Vamos ignorar o fato de que Ryder não tem nenhum amor próprio, iniciando essa serenata segundos depois de ter sua proposta de encontro recusada por Marley, apenas para convencê-la, na frente de todo mundo, a reconsiderar, porque um solo de Blake Jenner é sempre bem-vindo e a estratégia funcionou. Senti que forçaram um pouco a barra no discurso de Ryder sobre ser "um cara que tem bons valores familiares, que vai para a igreja e que nunca foi preso", mas compro totalmente a ideia dele tentar conquistar Marley com inocência, já que na maioria do tempo os dois personagens são do tipo "bonzinho até dizer chega", e exatamente por isso perfeitos um para o outro.
Cotação em Ryders: 


Just The Way You Are: Kurt (Chris Colfer), Blaine (Darren Criss), Rachel (Lea Michele), Sam (Chord Overstreet) e Santana (Naya Rivera)
Meu único problema com essa versão é a voz de Chris Colfer, que simplesmente não casa com a interpretação de nenhum dos outros envolvidos, mas nem isso me impediu de aproveitar a sequência e vislumbrar um futuro com todos eles em NY, de preferência acompanhados de Artie e Tina. Foi nesse momento também que Santana e Kurt perceberam, como o público já tinha, que Sam e Rachel estão a apenas alguns ensaios fotográficos de se agarrar.
Cotação em Ryders: 


You May Be Right: Will (Matthew Morrison) e New Directions
Se a princípio achei que o episódio se encerraria com dignidade em "Just The Way You Are", é porque não imaginava o que ainda estava por vir. A revolta de Sue ao ver sua feira de carreiras transformada em mais um momento de cantoria desenfreada do New Directions foi impagável, há tempos não me divertia assim com uma iniciativa de profª Schue. Também tivemos um pouco mais da rivalidade de Ryder e Jake durante a música, além de momentos românticos entre Artie e Véia, além de uma versão que fica grudada na cabeça como poucas ficaram nessa temporada. Continuo não sendo fã de Billy Joel como cantor e só de tentar ouvir essas mesmas músicas cantadas por ele, desisti em poucos segundos de cada, mas Glee fez um ótimo trabalho em dar uma nova roupagem a cada uma delas.
Cotação em Ryders: 

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6 comentários

  1. Ok, vou retirar-me, pois provavelmente fui a única a não gostar do episódio.

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  2. AHHHH pensei que naun gostaria do episodio por que nunca tinha ouvido falar em bily joel, mas tive aquela sensação em varias musicas que ja havia ouvido.

    Realmente gosto mais de becky do que de qualquer um do novo elenco, e o plot dela como sempre foi sensacional.

    Sim vo ser o primeiro a gritar HELL TO THE NO, para sam com rachel, pelo amor de deus né, rachel naun precisa ficar sozinha para sempre a vida segue, mas naun com alguem como o sam, prefiro ela com jesse st james (mil vezes) ou até com quinn fabray (sonho). kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. ahhh esqueci de uma coisa, ainda espero uma tijolada no jake ele é um panaca.

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  4. Parece que agora sim a temporada engrena, ou não né...

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  5. Adorei o episódio, apesar de NUNCA ter ouvido falar de Billy Joel. Todo o roteiro foi bem encaixadinho e confesso que já estou shippando SamChel por motivos de são fofos juntos... mas já tenho pena da represália que Chord vai sofrer do povo que acha que Rachel deve ir pra um convento depois do que aconteceu com Finn.

    Olha, gostei bastante da possível transição definitiva pra NY e como Artie já tá quase certo (vai estudar cinema em NY), agora só falta Tina arrumar o que fazer lá e pronto, I'm ready pra um sexta temporada totalmente centrada no núcleo original de Glee.

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  6. Cara não parece que o roupa nova copiou,parece que chupou a introdução de "piano man" e cuspiu em sapato velho.Nunca ouvi dizer que copiar é ser influenciado e foda-se música brasileira pra mim é Zé ramalho e Pitty.Só!

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