American Horror Story 3x07/08: The Dead/The Sacred Taking

sexta-feira, dezembro 06, 2013


Chato, entediante e desnecessário.

Sei que sou parte de uma minoria, mas já não aguento mais Coven. Esta pode sem duvidas ser, até o momento, considerada a pior temporada até o momento e, a menos que tenha uma boa virada nos últimos episódios que eu realmente não acredito que ocorra, quando acabar vou fazer o possível para enterrar essa temporada de sofrimento em uma caixinha na memória que jamais deverá ser aberta.

Tarefa esta que, acredito, não será tão difícil. Pois até terminar de ver o Sétimo episódio, The Dead, eu fechei o player e fui viver minha vida, ver coisas melhores, ser uma pessoas mais feliz e contente... Basicamente, todo o contrário do que Coven, atualmente representa para mim.

Desta vez, esta review não se concentrará muito em dizer os acontecimentos e como eles foram legais, ou como poderiam ter sido melhores. Porque nada poderia ter sido melhor. E o que foi bom... Não chegou a empolgar o suficiente a ponto de fazer com que eu sequer achasse que poderia ter sido melhor, estava apenas lá e pronto.

Vou começar a falar sobre Queenie, se inicialmente eu gostava dela, hoje em dia ela é apenas uma vadia que espero que morra dolorosamente... Simplesmente por ser burra a ponto de não achar que está sendo usada. Porque ela está e quando isso explodir na cara dela ficarei feliz e satisfeito. Pois sou o tipo de pessoa que quer ver gente burra se dando mal.

Antes que alguém pense isso, não. Não odeio Queenie por ela ter oferecido LaLaurie para Laveau, pelo contrário, se ela tivesse simplesmente dado ela pra Voodoo Queen e simplesmente saído e falado: “Agora deixa a gente quieta” teria aplaudido de pé. Mas pelo contrário. A vadiazinha foi totalmente manipulada enquanto Laveau cantava: “Você é Preta. Elas não gostam de você porque você é Preta. Você é Negra, então elas não são suas irmãs. Você é Negra tá. Como você é Negra, só os negros gostam de você.”

Eu só queria que a personagem fosse mais inteligente, como ela havia demonstrado ser no inicio da temporada. Isso é pedir demais? Acho que não... Mas é dessas coisas, personagens inteligentes e com maior conhecimento e clareza daquilo que os rodeiam tornam as coisas mais difíceis. E é por isso que considero esta temporada (até o momento) como sendo não apenas a pior, mas também a mais preguiçosa.

Discussões sobre raça e gênero sempre são válidas. Porém, quando isso vai para um lado totalmente contrário apenas tentando fazer parecer algo que não é. Me desculpem, mas é algo patético e infantil.  Depois disso temos o triangulo Madison, Tyler (esse é o nome dele? Não consigo me lembrar exatamente e estou com preguiça de pesquisar... Você sabe quem ele é: O Tate.) e menina Zoe. E essa trama consegue ser ainda pior.

Não negarei que menina Farmiga e Evan Peters tem uma química incrível, mas quando isso é atrapalhado por tramas ruins, do que adianta? Do que adianta ótimos atores e ótimos efeitos visuais, fotografia quando o roteiro é fraco? E é isso o que todo o Threesome é sobre, roteiro fraco e bobo. Até “The L.A. Complex” fez trama de threesome melhor e realmente me irrita que uma trama que poderia ter sido ótima afunda na sombra de suas próprias expectativas.

E por fim... Fiona e Cordelia. A principal relação da série é também a que mais sofre e em dois episódios onde as personagens interagiram diversas vezes apenas no final do oitavo, quando Fiona diz estar orgulhosa da filha é que finalmente tivemos uma sucinta amostra de algo bom, que poderia ter ocorrido há no mínimo dois episódios atrás.

Fiona se torna uma personagem cada vez mais insuportável. E isso vindo de uma pessoa que ama protagonistas mais... Quebrados. Não aguento mais ver Fiona em tela, para mim a personagem se tornou o semelhante de Hannah em Girls, e isso não é algo bom. O relacionamento com o fantasma de Axeman não ajuda, tenho nojo do personagem, do ator e de tudo envolvendo esse plot que - se simplesmente esquecessem que existiu seria algo ao qual poderia agradecer eternamente.

Cordelia e seu marido eram algo que poderia ter potencial, na verdade ainda pode, porém tudo parece estar acontecendo de uma forma tão desinteressante. Quando o plot do marido dela ser um caçador de Bruxas apareceu, achei que poderia ser algo que salvaria a temporada. Porém sei que será apenas algo que levara a outra coisa – que levara a outra, e assim até acabar a temporada em algo que provavelmente não foi construído desde o piloto, mas apenas apareceu como opção no meio do caminho.

No fim apenas duas coisas estão me segurando em Coven e elas são: Misty Day e Nan. Sim, não é Madison dançando com seu vestido vermelho sambando todo seu vigoroso ressurgimento como Nazaré, na cama de Fiona. Mas sim a garota que pode ser a próxima Supreme (mas não será) e Nan, essa coisinha linda e fofa com seu vizinho gostoso que se passar do final da temporada vivo pode já ser promovido a regular no ano que vem, afinal, não é todo mundo que escapa de Ryan Murphy e da morte mais que duas vezes .

Misty Day é fantástica. Lily Rabe é perfeita e quero realmente vê-la como a protagonista em breve, pois ela sem duvidas merece estar no spotlight. Misty Day é a de longe a mais interessante e divertida personagem desta temporada, qualquer cena com ela faz com que um sorriso surja em meu rosto e vendo Coven, sorrir não é algo que faço muito recentemente.

E é isso, sei que esta não é a opinião geral – a média geral no Banco de séries para a temporada é maior que nove. E a critica parece estar apenas puxando o saco de Murphy e Lange mais do que tudo. Mas para minha pessoa, Coven é a temporada de Misty Day. E mesmo ela tendo grandes chances de não ser a nova Supreme, ficarei terrivelmente decepcionado se ao episódio final descobrirmos que esta temporada não foi dela.

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2 comentários

  1. Já ao contrário de você depois desse último episódio, mesmo sendo mais corrido do que Fórmula 1, eu tive um sopro de esperança de que a série finalmente vai andar. As peças estão se encaixando, só levou tempo demais, e por isso tá corrido. Mas ainda acredito que pode ter um fim satisfatório.

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  2. Primeira temporada Lange brilhante, conseguiu transformar algo bobo de fantasma e casa em algo interessantíssimo. Segunda, melhor de todas, pois Sarah está ótima, Lily perfeita de demônio e o Quinto diabólico as usual, todos com suas cenas funcionando como um grupo. Agora, essa terceira temporada realmente é um fiasco, o piloto me animou depois virou algo teen e só teen com a tentativa de um romance mela cueca com a Farmiga e o loirinho zumbi péssimo. Quando o Ryan disse que a Kathy faria um personagem mais tenebroso que no filme Misery, vibrei, mas aff, que tosqueira. O zumbi boy poderia simplesmente não ter existido nessa temporada, o mais surpreendente é que essa temporada tem só atriz fera, mas o roteiro tá de segunda pra baixo. Compartilho, com a opinião da última cena, mas Lange 'alucinando' nesse episódio foi muito bem.

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