Glee 5x07: Puppet Master

terça-feira, dezembro 03, 2013


Um episódio escrito após um sonho induzido por gás.

Depois de encaminhar muitas histórias e fazer bonito em vários núcleos, Glee chutou o balde novamente e fez o episódio em que as coisas menos avançaram na temporada, conduzindo a trama da maneira menos lógica possível e se focando apenas na diversão, mas preciso admitir: foi diversão à beça!

Está tão claro que Blaine só tem destaque na série por conta dos favores sexuais prestados a Ryan Murphy do apelo de Darren Criss, que os plots individuais dele são sempre os mais vazios possíveis. No episódio passado foi o interesse forjado por medicina pra disfarçar uma insegurança que até então ninguém tinha visto, nesse foi uma alucinação causada por gás. Se não teve nenhum apelo dramático, pelo menos deu pra rir bastante. Cada piada de Sue sobre o fato dos punhos de Blaine estarem sempre na bunda do muppet Kurt valeu a pena, assim como o tapão na cara do muppet Jake durante a primeira sequência de sonho e a ousadia de muppet Tina, revelando que fantasiava com Blaine em roupas de coro enquanto passava Vicky Vaporub em seu peitoral suave e sem pêlos. Também foi ótimo que Sue tenha cancelado o avião invisível da Mulher Maravilha ou qualquer que seja o trem-bala com desconto mágico que os estudantes de McKinley pegam para New York semanalmente, só para ver a crise de Kurt reclamando da ausência do noivo em seu estonteante show de lançamento, argumentando que não é um fantoche, mas um ser humano – embora, durante a cena, ele fosse mesmo um fantoche.


A noite de estreia do Pamela Lansbury no Callbacks, que tem foco na Broadway e não em covers de Madonna, também foi um evento marcado pelos equívocos de uma pessoa sedenta de poder e controle, mantendo o tema do episódio. O mais estranho desse núcleo, pra mim, foi o fato de Demi Lovato já ter gastado 3 de seus 6 episódios previstos e continuar sendo tratada como figurante de luxo. Seu relacionamento com Santana só foi realmente explorado no primeiro episódio em que participou (e mesmo assim muito pouco), no segundo ela só dedilhou o violão e agora se limitou a mostrar o cabelo azul, dizer uma frase e sumir até mesmo da sequência final. Adam Lambert teve um pouco mais de aproveitamento, mas mesmo assim me pergunto se a presença de Dani e Starchild é necessária num episódio em que só Kurt teria algum propósito, deixando até Rachel e Santana sem função. Que as duas, como elenco fixo e parte integrante da série, apareçam independente do destaque, é compreensível, mas utilizar convidados que já têm poucos episódios garantidos com figuração é lamentável.

De volta ao colégio, Jake entra na cota de tramas das quais ninguém se lembrará dez minutos depois de assistir o episódio, se gabando de suas excepcionais habilidades de dança, resolvendo em duas cenas um alarme falso de gravidez de Bree e entrando no esquema "tenha pena, tenha pena de mim" pra reconquistar Marley, que felizmente é firme na decisão de não reatar com ele, mas que pela cara de gatinho pensativo da vez me deixa em pânico porque pode ceder a qualquer momento.

crème de la crème do episódio, para a minha grande surpresa, foi toda a trama de Sue, lutando para não ser confundida com um homem e levar Bob para um jantarzinho intimista. Não sei o que foi melhor, os flashbacks inspiradíssimos da época em que entrou no McKinley e recebeu de um surpreendentemente sóbrio FIggins o conselho de vestir calças; a história PNC de Will sobre o equilíbrio entre força e feminilidade encontrado por Ginger Rogers com intervenções pontuais de Sue sem entender, literalmente, o que o c* tinha a ver com as calças ou a maravilhosa intervenção de Unique, "o erro mais fabuloso de Deus". Mentira, sei sim, a parte de Unique ganha com glórias. O mais legal foi ver Sue mais uma vez encontrando um meio termo entre a vulnerabilidade e a escrotice, disparando suas piadinhas que criticam a própria estrutura da série a torto e a direito e lembrando os bons tempos em que se comportou quase como uma pessoa normal na 3ª temporada.

Músicas do episódio

Into the Groove - Madonna: Pamela Lansbury
No melhor estilo "expectativa e realidade", essa sequência só podia ser mesmo imaginação de Kurt, não tanto pelo público, mas pela breguice dos figurinos. A versão até que não incomoda, mas fiquei aliviado pela ideia da banda fazer covers de Madonna ser questionada pelos outros membros logo de início, porque com o tanto de músicas que já tivemos durante a série, ou começam a repetir as mais relevantes ou vão ter que apelar para os cantos mais escuros da discografia.
Cotação em Ryders: 

You're My Best Friend - Queen: Blaine (Darren Criss)
Ri como um pônei de todas as interações de Blaine com os puppets do New Directions, embora não ache que essa foi a melhor escolha musical para acompanhar a sequência. Por que não a música dos muppet babies? :D
Cotação em Ryders: 



Nasty/Rhythm Nation - Janet Jackson: Bree (Erinn Westbrook), Jake (Jacob Artist) e Marley (Melissa Benoist)
A performance mais esquecível de Glee nos últimos anos.
Cotação em Ryders: 




Cheek to Cheek - Fred Astaire: Sue (Jane Lynch) e Will (Matthew Morrison)
Sue Sylvester reconhece uma sequência de dança induzida por gás quando experimenta uma e não é pra menos e não é pra menos. O momento P&B da dupla Sue-Schue foi de uma pedância bonita de se ver, apesar da versão entrar naquela lista das que ninguém vai querer ouvir isoladamente.
Cotação em Ryders: 

The Fox - Ylvis: New Directions e Pamela Lansbury
MA-RA-VI-LHO-SA! Vergonha alheia da melhor qualidade, a Gangnam Style desse ano, transmitindo toda a felicidade que é trazer hits de relevância musical inquestionável do Youtube para Glee.
Cotação em Ryders: 

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7 comentários

  1. Douglas Santos de Arrudaterça-feira, 03 dezembro, 2013

    Independente do episódio ser bom ou não, sou fã dos seus reviews, Léo. Em muitos casos a review fica melhor que o episódio, como foi neste episódio.

    Só acho que você foi muito generoso na cotação Ryder para TODAS as músicas...

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  2. Douglas Santos de Arrudaterça-feira, 03 dezembro, 2013

    episódio, episódio, episódio... Isso que dá postar sem ler o que escreveu! :P

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  3. Como dar menos Ryders a Jake? :S

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  4. É, tb senti que fui, só os extremos de nenhum Ryder pra Jacó e todos pra The Fox eu cotei segurança :D

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  5. É que foi um episódio muito episódico.

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  6. Léo sambando na cara do Guest que tá querendo ser pedante \o/

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  7. Vi tantos comentários desfavoráveis a esse episódio antes de ver que acabei me surpreendendo positivamente quando fui assistir: mesmo que Blaine seja um pé no saco e Jake já ter conquistado a posição de personagem mais inútil e esquecível de Glee, adorei Sue (ou melhor, aturei e ainda bati palmas pro plot divertidíssimo envolvendo a personagem), a cena do Brad, e todos os baby puppets.
    As únicas coisas que me incomodaram mesmo são: a) o plot dos puppets poderia ser muito mais bem aproveitado do que realmente foi; embora em episódios anteriores desse estilo - a dizer, Props e Dynamic Duets -, a premissa não tenha sido o momento principal dos episódios, as cenas envolvendo as bizarrices de ambos foram muito mais presentes do que os cinco minutos de aparição dos puppets com o Blaine. E b): entendo que Glee esteja meio perdido desde a morte de Finn, mas por que perder tanto tempo contando história desnecessária se Glee vai terminar em 2 temporadas? A série precisa de uma guinada, e ficar enchendo de fillers não vai manter audiência e nem a consistência da série.

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