The Voice 6x01/02: Blind Auditions Part 1/Part 2

quarta-feira, fevereiro 26, 2014


The Voice voltou gente! Vem ser feliz!

Famosos da Internet, Ex-Participantes de Realities, Candidatos Retornantes, Duplas Consagradas, The Voice retorna para sua sexta temporada decidido ao apelo popular, e com muitos rostos já conhecidos aposta em segurar uma boa audiência nessa nova etapa. Com um exagero de 4-Chairs Turns e candidatos nem tão excepcionais, Usher e Shakira voltam para fazer mais uma temporada com muita babação de ovo e pouco talento, pelo menos é o que tudo indica até agora, já que ninguém nos fez pular do sofá como Matthew Schuler e Tessanne Chin. Mas se no palco as coisas não andam tão bem assim, nas cadeiras vermelhas a harmonia voltou. Sem uma Christina tensa em ser boazinha e um Cee-lo quase que dormindo sentado, a dupla revesante é muito mais animada e pró-ativa, e ao que tudo indica estão conseguindo deixar as coisas mais equilibradas esse ano, roubando muitos candidatos dos favoritos Adam Levine e Blake Shelton.

O episódio começou com uma espetacular apresentação dos coaches, que muito mais entrosados dessa vez, fizeram um medley em aonde um cantava a música do outro. Ao contrário de um Blake Shelton que detonou a música de Shakira, Adam Levine acertou no grave pela primeira vez, e fez valer o seu Grammy ao cantar "Without You". E no momento em que sentaram nas cadeiras, já percebemos que seria um ano de briga boa no programa. Um se joga no chão de uma lado, o outro esfrega o Grammy na cara da sociedade, a outra se oferece como acompanhante, vale tudo para conseguir arrematar bons candidatos em ano de vacas magras. Teve até treinador tentando hipnotizar candidatos com sua beleza. O que eles não fazem?


Sem muita enrolação a edição do episódio resolveu começar logo com a candidata mais pimpada da temporada. Christina Grimmie teve a sua blind exibida tantas vezes no material de divulgação do programa que eu já não suportava mais ver a cara da menina. Injustamente, porque é como Melinda Doolittle disse uma vez, se pimpam tanto um candidato e no fim das contas você ainda consegue gostar da apresentação dele, é porque alguma coisa de muito certo ele fez. E é verdade, além de ter presença de palco e ser uma estrela nata, a menina tem um puta vozeirão. Ela tem uma ótima extensão vocal mas não depende disso o tempo todo, fazendo ótimas firulas durante a música. Bota fé que essa é finalista.


Na sequência tivemos T.J. Wilkins, que não foi tão pimpado como sua colega de programa, mas que em questão de gosto pessoal, sua voz me apeteceu muito mais. Eu penso que se Elton John fosse negro ele cantaria assim. Ele colocou muita personalidade na música, os runs que ele fazia eram super espontâneos, nada parecia forçado ou programado e muito divertido de se assistir, que é a proposta da música. E que belos falsetes hein. Adam e Blake tentaram, mas pelo visto essa temporada todos os de R&B vão ficar com Usher


Com cara de Pink e cantando country, Kristen Merlin chegou com pinta de ser a maior avulsa do universo, tinha certeza que ia ser flop, mas quando a cantora abriu a boca para cantar parece que as coisas foram melhores do que eu imaginava. Apesar de não virar a cadeira de Blake, gostei muito do tom de voz dela, coincidentemente, muito parecido com o de Shakira, só que forçando um arrastado na voz, como todo cantor de country faz. A cantora acabou deixando Adam de lado e recorrendo a colombiana para fazer dela mais do que uma avulsa na competição. Alguma coisa me diz que não vai dar muito certo.


Biff Gore veio para preencher a cota Teresa Griffin/Donna Allen da temporada, para provar que o programa se trata apenas da voz, só que não, pois todos sabemos que ele não chegará aos Live Shows por causa de sua idade. Independente de qualquer coisa ele é excepcional, e só de conseguir o espaço para mostrar seu trabalho no programa eu já acho válido. Para mim foi disparado o melhor candidato da noite. Ele fazia uns runs, e misturava umas paradas que cantores de jazz fazem com os lábios... Sensacional! Com uma extensão vocal bizarra... Enfim, espero que Usher não seja tão cruel igual aos outros coaches e o leve à frente na competição.


Dawn & Hawkes, que já possuem uma carreira de folk meio que consolidada, e uma base consideravel de fãs, ao que tudo indica resolveram tentar a sorte e alcançar um público maior. Apesar da dupla ser recente Chris Hawkes é nome conhecido desde o Five Times August, e já produziu bandas como Sonic Youth e 30 Seconds to Mars. Sinceramente fiquei meio sem entender, mas parece que Adam Levine capitou rápido o profissionalismo na performance de "I've Just Seen a Face" da dupla, e virou sua cadeira alegando que era a melhor apresentação que já tinha passado pelo programa. A dupla tem cara de que vai ser o candidato protegido do vocalista esse ano, e está com muita pinta de que chegará nos Live Shows.


Apesar da irretocável performance vocal, Jeremy Briggs me parece mais avulso que nota de dois reais, assim como todos os integrantes do #TEAMSHAKIRA. Sua versão de "Bad Company" não me impressionou e seu tom de voz me pareceu super genérico. Não espero que ele chegue muito longe, mas em se tratando da treinadora que´arrastou Garrett Gardner para os Live Shows em sua última passagem pelo programa, tudo podemos esperar. Não é seletiva, mete os pés pelas mãos, e está novamente montando um time de "WHO".


Sério, quando Jake Worthington apareceu na tela, eu falei... Não! Esse mongol de novo não! Jurava que ele ia voltar pra casa sem virar nada pela segunda vez. Não sei, não fui com a cara, ele é estranho meio boçal, parece uma versão piorada de Daniel Johnston com apenas 10% do carisma. E quando ele saiu que faltava pouco babar em cima de Shakira? Vai ser processado. Quanto a sua interpretação de "Don't Close Your Eyes" até que não foi tão ruim, e todos já sabíamos que seu destino era ir para o #TEAMBLAKE.


Outra que eu achava que já tinha destino certo na competição era Bria Kelly. Ex-participante do America's Got Talent, a cantora country foi outra extremamente pimpada pelas promos, mas ao contrário de sua adversária, não tem metade do carisma e não sei porque tudo nela me pareceu extremamente genérico. É inegável que ela tem um ótimo alcance, mas fez tudo no gogó, não usou nenhum recurso vocal diferente, me entediou profundamente, e achei que foi superestimada. Sem contar que me irritou a gritaria no início só para as cadeiras virarem. Todos os órgãos dentro de mim tinham a certeza de que ela iria com o Blake Shelton, mas parece que ela foi mais esperta que isso. Quem sabe Usher não a tire de sua zona de conforto.

No combo dos que não foram essa semana vimos os candidatos mais cools da competição indo embora, porque não tinham na voz todo o potencial que tinham visualmente. Começando por Leo Gallo, que apesar de ter sido um ótimo entretenimento e ter um tom de voz bacana, estava "all over the place" e entendi o porque dos treinadores não terem virado. Por vezes ofegante e desafinado o dançarino foi para o mesmo lugar que Karina Mia, para o limbo. Essa foi outra, que apesar da ótima tonalidade na voz, fez uma péssima escolha musical para a mesma e não conseguiu virar nenhuma cadeira. Acompanhando eles foram embora também Keith Shuskie (a.k.a. Bigods), e a criança de dez anos que mentiu ter dezesseis só para entrar no The Voice.


Para abrir sua segunda noite de aprovados a edição do programa escolheu colocar mais um regressante logo de cara. Muito mais calmo, menos ofegante, e sem toda aquela baboseira de Starbuks, Delvin Choice provou que não se desperdiça uma segunda chance na vida. O rapaz fez uma escolha sensata de música dessa vez, que mostrava toda a sua extensão vocal, seus ótimos graves, fez alguns runs bacanas, e sem dúvidas mereceu virar quatro cadeiras dessa vez, e vai ser mais uma grande potência no, já ótimo, #TEAMADAM.


Na sequência tivemos Madilyn Paige que sem dúvidas dividiu opiniões. Não sei porque, mas em meio a uma apresentação tão morna e tão sem graça que ela fez, eu consegui enxergar grande potencial. E se tem algum treinador que pode melhorar a sua performance vocal e no palco, e deixar você menos "chato", esse treinador é Usher. Ela tem uma linda voz, um ótimo tom e se bem trabalhada tem pinta de que vai hitar nas battles.


A segunda noite do programa que já não estava lá essa empolgação toda, viu o chatíssimo  Noah Lis subir ao palco e entregar a interpretação mais morna de "Me and Mrs. Jones" que já vi na minha vida. Eu jurava que ninguém iria virar para ele, mas surpreendentemente Adam virou no finalzinho induzindo Blake ao erro também. E se teve uma coisa em que o cantor acertou foi na escolha de time, pelo menos dentro do fraco #TEAMBLAKE é provável que ele ainda possa ter alguma chance.


A penúltima candidata da noite assim que apareceu no VT eu já estava gritando do sofá #TEAMXTINA, até que realizei que a treinadora não está no programa essa temporada, o que é uma pena por que seria a combinação perfeita. Deja Hall tem uma linda voz, um agudo bom, e o melhor de tudo é que ela não se escora nisso, fez uma suave, bela e versátil interpretação de "True Colors", ganhou nossos ouvidos e três cadeiras viradas. Nunca vi Shakira treinar adolescentes, espero que ela tenha a mesma vocação que sua antecessora de levar esse tipo de candidato até as finais, porque a menina sem dúvida merece.


Fechando a conta e passando a régua vimos Cary Laine subir ao palco com a missão de deixar nos espectadores a marca de que a primeira semana de The Voice foi super válida. E olha, vou dizer que não chegou nem perto. Eu já acho The Band Perry uma das coisas mais chatas que já ouvi, e o tom de voz dela genérico de cantora de country não ajudou nenhum pouco. Achei tudo qualquer coisa, e achei ela superestimada pelos treinadores. A grande surpresa foi que ao invés dela escolher Blake, ela preferiu ir ser massacrada no #TEAMADAM, e deixou o seu filho com a leve sensação de que não ganharia um playstation.

No mais é isso meus caros, esperamos tanto e a primeira semana de blind auditions já se foi como chuva de verão, e a sensação que ficou foi que nossos corações não foram inundados pelo talento. E para super compensar o fato de que a qualidade tem caído, The Voice encheu o programa de figurinhas conhecidas e cartas marcadas, e fez os treinadores exaltarem cada um deles. Fiquei com a leve impressão que se apresentaram vários "WHO", não consigo me importar com nenhum deles, e ao contrário da temporada passada pouquíssimos conseguem unir carisma e talento. Semana que vem o nível do programa precisa subir...
 URGENTEMENTE!

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7 comentários

  1. Parabéns man! Review de reality musical dá muito trabalho e a sua está excelente, ainda não assisti, mas to baixando! volto pra comentar o que achei!

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  2. Bria Kelly na minha opinião foi a melhor dos dois dias, e quem foi superestimada foi a Christina não ela, a Bria se arriscou muito e usou sim recursos vocais diferentes, mas enfim só isso que eu nao concordo na review kkk, e na segunda noite nao gostei mto de ngm só valeu a pena pelos coaches msm .

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  3. Tudo bem, os candidatos não estao maravilhosos, mas a bancada está tão entrosada e divertida de assistir! Usher e Shakira voltaram ArraZando!

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